Stanley Rosen (1929-2014)
Há um sentido em que me considero um metafísico da linguagem comum, desde que essa denominação não se transforme em uma doutrina técnica por si só. Quer se fale de phronesis, senso comum ou (como faz Heidegger) de Vorsicht e Umsicht, está-se muito próximo não apenas dos tratados práticos de Aristóteles, mas também da prática de Sócrates nos diálogos platônicos. Essa prática tem consequências que vão além do senso comum, mas existem diferentes além, nem todos idênticos a Laputa. Seja como for, é importante deixar claro desde o início que não estou defendendo um retorno à metafísica no sentido aristotélico da ciência do ser enquanto ser. [ROSEN, Stanley. The Question of Being: A Reversal of Heidegger. New Haven: Yale University Press, 1993.]