A abolição do tempo longo, historicamente associado ao passo do cavalo e vigente desde a Antiguidade até o século XIX, foi precipitada pela invenção do motor e das máquinas de tempo virtual, gerando a necessidade, explorada em Construção de um contratempo, de se inventar um contratempo hedonista que, numa apropriação infiel da lição de
Nietzsche, selecione aquilo que se deseja ver repetido eternamente.