Maine de Biran

Maine de Biran (1766-1824)

Henri Gouhier. Universalis.

A aventura intelectual e espiritual de Maine de Biran é a história de uma evasão: homem do século XVIII francês pela data de nascimento e pelo meio cultural em que aprendeu a pensar, ele se liberta progressivamente desse contexto.

Uma vida de administrador e homem político

François-Pierre Gontier de Biran, nascido em Bergerac e morto em Paris, passou a assinar Maine de Biran a partir de 1787, nome de uma propriedade pertencente ao seu pai.

Um projeto “pré-positivista”

Maine de Biran escreveu muito mas publicou pouco: um único livro, Influência do hábito sobre a faculdade de pensar (1802), depois um pequeno volume de cento e vinte páginas, Exame das lições de filosofia do Sr. Laromiguière (1817), e em 1819 o artigo “Leibniz” para a Biografia universal de J. e L. C. Michaud.

A filosofia de Maine de Biran

Biran não contesta a recusa do inatismo, mas constata que no “eu sinto”, o eu que se afirma senciente é um sujeito ativo de que nenhuma gênese pode dar conta a partir das sensações passivas ligadas ao mundo dos objetos.