DO TEMPO E DA ETERNIDADE
Livro I O tempo e a participação
Capítulo I. A dedução do tempo
I. — Da situação do meu corpo no mundo
II. — Da relação entre o ato absoluto e o ato de participação
III. — ΔΙΑΣΤΗΜΑ ΤΗΣ ΤΟΥ ΠΑΝΤΟΣ ΦΥΣΕΩΣ
IV. — A relação do ser e do nada
V. — A entrada na existência e a passagem do nada ao ser
VI. — O tempo, ou a dupla relação da possibilidade e da atualidade
VII. — Liberdade e possibilidade
VIII. — O possível definido como uma ideia retrospectiva e prospectiva ao mesmo tempo
IX. — O tempo e a relação da atividade e da passividade
Capítulo II. O tempo e o espaço
I. — Da oposição do sentido interno e do sentido externo
II. — Correspondência do tempo com o sentido interno e do espaço com o sentido externo
III. — O tempo que une e o espaço que separa
IV. — O tempo e o espaço esquemas da análise e da síntese
V. — Ligação do movimento e da alteração
VI. — O cruzamento do tempo e do espaço, isto é, da matéria e do espírito
VII. — Pensamento puro e perspectivas espaço-temporais
VIII. — Visão e relatividade
IX. — Manifestação e encarnação
Capítulo III. O tempo e a individuação
I. — O tempo, fator de individuação ao mesmo tempo do eu e do objeto
II. — Separar-se do Todo, ou dar a si um futuro
III. — A liberdade, condição inicial da individuação
IV. — O tempo, ou a ordem introduzida pela liberdade entre os possíveis
V. — A implicação, no indivíduo, da liberdade e da vida
VI. — Relação entre a individualidade do vivente e a individualidade do objeto
VII. — A escala da individuação
VIII. — O tempo, mediador entre a matéria e o espírito, que escapam igualmente ao tempo e à individuação
IX. — O tempo individual e o tempo comum
Livro II A idealidade do tempo
Capítulo IV. O sentido do tempo
I. — O sentido, enquanto é a característica mesma do tempo
II. — Análise da irreversibilidade
III. — Dedução da irreversibilidade a partir da participação
IV. — A irreversibilidade física
V. — A irreversibilidade cumulativa
VI. — O sentido do tempo, ou a composição da liberdade e da necessidade, enquanto expressa a condição dos seres cuja essência é fazer-se
VII. — O sentido do tempo definido, “na ordem da existência”, pela conversão não do passado em futuro, mas do futuro em passado
VIII. — O sentido do tempo e a constituição do meu ser próprio
IX. — Da acepção temporal e da acepção intelectual da palavra sentido
Capítulo V. A relação da presença e da ausência
I. — O movimento e o fluxo
II. — O fluxo da vida interior
III. — O presente, linha de cume do tempo
IV. — A recusa do presente
V. — A oposição da ausência e da presença
VI. — A ausência, enquanto envolve o passado e o futuro indistintamente
VII. — O passado e o futuro, ou a distinção entre as duas espécies de ausência
VIII. — O tempo, ou a dupla conversão da presença em ausência e da ausência em presença
IX. — O tempo definido não como uma ordem entre coisas diferentes, mas como a propriedade que cada coisa tem de ter alternadamente um futuro, um presente e um passado
Capítulo VI. O tempo e a ideação
I. — A heterogeneidade dos momentos do tempo
II. — O tempo definido como uma relação e como a origem de todas as relações
III. — O tempo, ou a carreira do espírito
IV. — O tempo como intuição e o tempo como conceito
V. — O tempo como ideia e como forma de todas as ideias
VI. — A ideia, como o tempo, sempre renascente e inesgotável
VII. — O tempo onde o espírito atualiza a ideia ao se atualizar
VIII. — Tempo e gênese: que toda gênese é ideológica, como a gênese do eu
IX. — A gênese dos corpos e a gênese dos movimentos
Livro III As fases do tempo
Capítulo VII. O presente e o instante
I. — Ambiguidade da relação entre o presente e o tempo
II. — Da universalidade da presença
III. — Da presença e da atualidade
IV. — O tempo, ou a distinção e a ligação entre os diferentes modos da presença
V. — A consciência da presença
VI. — Distinção do presente e do instante
VII. — O instante onde tudo passa e que não passa
VIII. — “Mens momentanea”
IX. — O instante que nos liberta
Capítulo VIII. O futuro
I. — Os componentes da noção de futuro
II. — O futuro primeiro na ordem da existência, como o passado na ordem do conhecimento
III. — A possibilidade como análise do ato
IV. — Distinção entre a possibilidade e a potência, ou entre a liberdade e a espontaneidade
V. — Que o futuro não pode ser senão pensado, enquanto só o passado é conhecido
VI. — A probabilidade das ações naturais e a improbabilidade do ato livre
VII. — À beira, não do nada, mas do ser imparticipado
VIII. — Espera, impaciência; desejo e esforço
IX. — O futuro e o vindouro
Capítulo IX. O passado
I. — Os componentes da noção de passado
II. — A retrospecção, enquanto cria a realidade do passado
III. — O arrependimento e o remorso
IV. — O passado, ou a perda da presença sensível
V. — O passado enquanto adere ao presente
VI. — O passado, lugar do conhecimento
VII. — O passado, objeto da história
VIII. — A memória subjetiva
IX. — O passado definido como um presente espiritual
Livro IV O tempo e a eternidade
Capítulo X. O devir
I. — O devir definido como um efeito da participação
II. — O devir reduzido a uma perspectiva sobre o ser puro
III. — Que o ato de participação engendra o devir, sem comprometer-se ele mesmo no devir
IV. — O devir e a fenomenalidade
V. — O devir dos estados da matéria
VI. — O devir dos estados do eu
VII. — O devir ou o perecível
VIII. — A ordem do devir, efeito de um antagonismo criado pelo ato livre entre a inércia da matéria e o ímpeto da vida
IX. — Sobre o preceito: “Torna-te o que és.”
Capítulo XI. A duração
I. — A duração intermediária entre o tempo e a eternidade
II. — A duração e a continuidade da vida
III. — Implicação na duração da conservação e da criação
IV. — Fazer obras que duram
V. — A duração como valor
VI. — A duração, enquanto é um ato do espírito voltado para o passado
VII. — A duração, enquanto é um ato do espírito voltado para o futuro
VIII. — Duração e identidade lógica
IX. — Duração e fidelidade moral
Capítulo XII. A eternidade
I. — O tempo como negação da eternidade
II. — A experiência da eternidade implicada na experiência do tempo
III. — A opção entre o tempo e a eternidade
IV. — Relação da eternidade e das diferentes fases do tempo
V. — A eternidade criadora, ou o tempo sempre renascente
VI. — A eternidade do “em” e a eternidade do “por”
VII. — O devir, o tempo e a eternidade ou os três graus da liberdade
VIII. — Morte e ressurreição
IX. — O tempo da eternidade
DU TEMPS ET DE L’ÉTERNITÉ
Livre I Le temps et la participation
Chapitre I. La déduction du temps
I. — De la situation de mon corps dans le monde
II. — Du rapport entre l’acte absolu et l’acte de participation
III. — ΔΙΑΣΤΗΜΑ ΤΗΣ ΤΟϒ ΠΑΝΤΟΣ ΦϒΣΕΩΣ
IV. — La relation de l’être et du néant
V. — L’entrée dans l’existence et le passage du néant à l’être
VI. — Le temps, ou la double relation de la possibilité et de l’actualité
VII. — Liberté et possibilité
VIII. — Le possible défini comme une idée rétrospective et prospective à la fois
IX. — Le temps et la relation de l’activité et de la passivité
Chapitre II. Le temps et l’espace
I. — De l’opposition du sens interne et du sens externe
II. — Correspondance du temps avec le sens interne et de l’espace avec le sens externe
III. — Le temps qui lie et l’espace qui sépare
IV. — Le temps et l’espace schèmes de l’analyse et de la synthèse
V. — Liaison du mouvement et de l’altération
VI. — Le croisement du temps et de l’espace, c’est-à-dire de la matière et de l’esprit
VII. — Pensée pure et perspectives spatio-temporelles
VIII. — Vision et relativité
IX. — Manifestation et incarnation
Chapitre III. Le temps et l’individuation
I. — Le temps, facteur d’individuation à la fois du moi et de l’objet
II. — Se séparer du Tout, ou se donner un avenir
III. — La liberté, condition initiale de l’individuation
IV. — Le temps, ou l’ordre introduit par la liberté entre les possibles
V. — L’implication, dans l’individu, de la liberté et de la vie
VI. — Relation entre l’individualité du vivant et l’individualité de l’objet
VII. — L’échelle de l’individuation
VIII. — Le temps, médiateur entre la matière et l’esprit, qui échappent éga-lement au temps et à l’individuation
IX. — Le temps individuel et le temps commun
Livre II L’idéalité du temps
Chapitre IV. Le sens du temps
I. — Le sens, en tant qu’il est la caractéristique même du temps
II. — Analyse de l’irréversibilité
III. — Déduction de l’irréversibilité à partir de la participation
IV. — L’irréversibilité physique
V. — L’irréversibilité cumulative
VI. — Le sens du temps, ou la composition de la liberté et de la nécessité, en tant qu’elle exprime la condition des êtres dont l’essence est de se faire
VII. — Le sens du temps défini, « dans l’ordre de l’existence », par la con-version non pas du passé en avenir, mais de l’avenir en passé
VIII. — Le sens du temps et la constitution de mon être propre
IX. — De l’acception temporelle et de l’acception intellectuelle du mot sens
Chapitre V. La relation de la présence et de l’absence
I. — Le mouvement et le flux
II. — Le flux de la vie intérieure
III. — Le présent, ligne de faîte du temps
IV. — Le refus du présent
V. — L’opposition de l’absence et de la présence
VI. — L’absence, en tant qu’elle enveloppe le passé et l’avenir indistincte-ment
VII. — Le passé et l’avenir, ou la distinction entre les deux espèces de l’absence
VIII. — Le temps, ou la double conversion de la présence en absence et de l’absence en présence
IX. — Le temps défini non pas comme un ordre entre des choses diffé-rentes, mais comme la propriété qu’a chaque chose d’avoir tour à tour un avenir, un présent et un passé
Chapitre VI. Le temps et l’idéation
I. — L’hétérogénéité des moments du temps
II. — Le temps défini comme une relation et comme l’origine de toutes les relations
III. — Le temps, ou la carrière de l’esprit
IV. — Le temps comme intuition et le temps comme concept
V. — Le temps comme idée et comme forme de toutes les idées
VI. — L’idée, comme le temps, toujours renaissante et inépuisable
VII. — Le temps où l’esprit actualise l’idée en s’actualisant
VIII. — Temps et genèse : que toute genèse est idéologique, comme la genèse du moi
IX. — La genèse des corps et la genèse des mouvements
Livre III Les phases du temps
Chapitre VII. Le présent et l’instant
I. — Ambiguïté de la relation entre le présent et le temps
II. — De l’universalité de la présence
III. — De la présence et de l’actualité
IV. — Le temps, ou la distinction et la liaison entre les différents modes de la présence
V. — La conscience de la présence
VI. — Distinction du présent et de l’instant
VII. — L’instant où tout passe et qui ne passe pas
VIII. — « Mens momentanea »
IX. — L’instant qui nous libère
Chapitre VIII. L’avenir
I. — Les composantes de la notion d’avenir
II. — L’avenir premier dans l’ordre de l’existence, comme le passé dans l’ordre de la connaissance
III. — La possibilité comme analyse de l’acte
IV. — Distinction entre la possibilité et la puissance, ou entre la liberté et la spontanéité
V. — Que l’avenir ne peut être que pensé, tandis que le passé seul est con-nu
VI. — La probabilité des actions naturelles et l’improbabilité de l’acte libre
VII. — Au bord, non pas du néant, mais de l’être imparticipé
VIII. — Attente, impatience ; désir et effort
IX. — L’avenir et le futur
Chapitre IX. Le passé
I. — Les composantes de la notion de passé
II. — La rétrospection, en tant qu’elle crée la réalité du passé
III. — Le regret et le repentir
IV. — Le passé, ou la perte de la présence sensible
V. — Le passé en tant qu’il adhère au présent
VI. — Le passé, lieu de la connaissance
VII. — Le passé, objet de l’histoire
VIII. — La mémoire subjective
IX. — Le passé défini comme un présent spirituel
Livre IV Le temps et l’éternité
Chapitre X. Le devenir
I. — Le devenir défini comme un effet de la participation
II. — Le devenir réduit à une perspective sur l’être pur
III. — Que l’acte de participation engendre le devenir, sans s’engager lui-même dans le devenir
IV. — Le devenir et la phénoménalité
V. — Le devenir des états de la matière
VI. — Le devenir des états du moi
VII. — Le devenir ou le périssable
VIII. — L’ordre du devenir, effet d’un antagonisme créé par l’acte libre entre l’inertie de la matière et l’élan de la vie
IX. — Sur le précepte : « Deviens ce que tu es. »
Chapitre XI. La durée
I. — La durée intermédiaire entre le temps et l’éternité
II. — La durée et la continuité de la vie
III. — Implication dans la durée de la conservation et de la création
IV. — Faire des œuvres qui durent
V. — La durée comme valeur
VI. — La durée, en tant qu’elle est un acte de l’esprit tourné vers le passé
VII. — La durée, en tant qu’elle est un acte de l’esprit tourné vers l’avenir
VIII. — Durée et identité logique
IX. — Durée et fidélité morale
Chapitre XII. L’éternité
I. — Le temps comme négation de l’éternité
II. — L’expérience de l’éternité impliquée dans l’expérience du temps
III. — L’option entre le temps et l’éternité
IV. — Rapport de l’éternité et des différentes phases du temps
V. — L’éternité créatrice, ou le temps toujours renaissant
VI. — L’éternité du « dans » et l’éternité du « par »
VII. — Le devenir, le temps et l’éternité ou les trois degrés de la liberté
VIII. — Mort et résurrection
IX. — Le temps de l’éternité