Filósofos renascentistas

KRISTELLER, Paul Oskar. Eight Philosophers of the Italian Renaissance. Stanford: Stanford University Press, 1964.

1. O volume tem origem nas Conferências Arensberg, proferidas na Universidade de Stanford sob os auspícios da Fundação Francis Bacon em maio de 1961 e concebidas como rápida visão do pensamento italiano do Renascimento, tema cultivado por duas décadas em curso na Universidade de Columbia, de modo que a vastidão da matéria impôs uma seleção forçosamente arbitrária e condicionada pelos limites de saber e de interesse, compensada pela representatividade dos pensadores escolhidos, pela máxima precisão possível das informações e pelo fato de constituir o único tratamento disponível em inglês e em um só volume de assunto tão relevante, cuja publicação se deve também à amistosa insistência dos colegas de Stanford.

2. Acrescenta-se como apêndice uma nona conferência, alheia à série original e proferida em outras ocasiões, na Universidade de Cornell, na Dumbarton Oaks Research Library, na Universidade de Illinois e em Stanford, cujo conteúdo bastante geral poderia servir de introdução, mas que, por coincidir em parte com a série principal e restringir-se ao humanismo em vez de abranger a totalidade do pensamento renascentista, foi deslocada para o final e mantida sem notas em razão de sua estreita relação com dissertações anteriormente publicadas.

3. Na preparação das conferências para publicação, o estilo passou por revisão completa enquanto o conteúdo permaneceu quase intacto, preservando-se assim a substância original das exposições sob uma forma escrita aprimorada.

4. Por valiosas sugestões da Stanford University Press e de seus editores, acrescentaram-se notas e bibliografia que, sem pretender uma documentação completa incompatível com um livro dessa natureza, indicam as fontes em que se fundamenta a exposição e incitam o leitor, sobretudo o estudante, a ampliar suas leituras, adotando-se em geral traduções próprias acompanhadas das edições originais e das traduções inglesas mais acessíveis, com textos latinos ou italianos citados em nota porque toda tradução é substituto imperfeito dos matizes, da terminologia e da formulação originais, e com método de referência variável conforme o autor: citações por capítulo no próprio texto para expositores claros e coerentes como Telesio e Patrizi, referências precisas a parágrafos e frases para autores de ideias dispersas e assistemáticas, remissão a um livro dedicado especificamente a Ficino e limitação das referências a Bruno a seus principais diálogos italianos.

5. Embora se tenha procurado evitar a polêmica, muitas observações contestam, ao menos por implicação, as opiniões de numerosos estudos, e os frequentes obiter dicta que animaram as conferências orais foram conservados na versão impressa por incentivo recebido, o que torna cabível um pedido de desculpas por sua abundância.