Jullien

François Jullien

CORNAZ, Laurent; MARCHAISSE, Thierry; JULLIEN, François (ORGS.). L’ indifférence à la psychanalyse: sagesse du lettré chinois, désir du psychanalyste; rencontres avec François Jullien. 1. éd ed. Paris: Presses Universitaires de France, 2004.

A China funciona para [François Jullien] não como objeto de fascínação pela distância ou pelo exotismo, mas como comodidade teórica — um ponto de exterioridade radical que permite recuar em relação ao pensamento europeu e adquirir perspectiva crítica sobre ele.

O uso que Jullien faz da China é heurístico e estratégico — não propriamente metódico, mas oblíquo: um desvio infinito para sondar o que acontece ao pensamento quando ele rompe com os filosofemas europeus.

A categoria de “diferença”, usualmente aplicada à China mesmo entre sinólogos, é em parte fictícia, pois pressupõe um quadro comum a partir do qual comparar — quadro esse que simplesmente não existe.