Para uma leitura filosófica do Yi King, Le Livre de Poche, 1993 (trad. em português publicada pela Editora 34)
1. Um “Clássico” da “Mutação” ou o dispositivo do livro e seu manejo (“Grande comentário”, passim)
I. Sucessão dos autores, unidade da obra
II. O estatuto absoluto do livro
III. O dispositivo em ação
IV. Estrutura do hexagrama
V. Do bom uso do Clássico
2. O “Iniciador” e o “Receptivo” ou as duas capacidades atuantes no seio do real (hexagramas 1 e 2, Qian e Kun)
I. A relação inicial
II. Iniciativa e criatividade
III. A progressão do dragão ou as etapas do processo
IV. O estatuto do parceiro: a aptidão para se conformar
V. Conduta humana e curso do mundo
3. “Progressão” — “Declínio” ou os estágios opostos do processo (hexagramas 11 e 12, Tai e Pi)
I. Passagem ou obstrução
II. O tempo da prosperidade
III. Estatuto do negativo
IV. A inversão do declínio
4. “Incitação” — “Conservação”, “Diminuição” — “Aumento”, “Completude” — “Incompletude” ou como pensar a transição? (hexagramas 31 e 32, Xian e Heng, 41 e 42, Sun e Yí, 63 e 64, Jiji e Weiji)
I. A incitação estimuladora
II. A duração conservadora
III. A diminuição não deve ser temida
IV. Só a diminuição permite a evolução, só a evolução permite a duração
V. O caminho do aumento e o desabrochar natural
VI. A “completude” (momentâneo) e o deslocamento da tendência
VII. A “incompletude” e a suspensão final
5. “Despojamento” e “Retorno”, “Eliminação” e “Insinuação” ou a exploração dos limites (hexagramas 23 e 24, Do e Fu, 43 e 44, Guai e Gou)
I. Até onde pode ir o “despojamento” (do dispositivo)?
II. O advento é um retorno ao estágio patente das coisas
III. É no estágio da emergência que se revela o coração da realidade
IV. Ir até o fim da eliminação do negativo
V. Prevenir-se, desde o primeiro encontro, do risco de insinuação
6. “O Céu Está no Alto, a Terra Está Embaixo” ou o dispositivo da realidade (“Grande comentário”, A, §1)
I. Colocando em seu lugar: “Céu” e “Terra”, alto e baixo
II. A colocação em movimento: a transformação nasce de uma interação
III. Saber e realização: o conhecimento “processivo”
IV. Facilidade e simplicidade: o caminho da imanência
7. “Um Yin — Um Yang”, Eis o “Tao” ou o Caminho da regulação (“Grande comentário”, A, §4-5)
I. O visível e o invisível
II. Confiança na regulação
III. De onde provém a realidade?
IV. O hem deve ser concebido no prolongamento da Regulação natural
V. Que consciência temos dos Fundos de imanência?
VI. O caminho da regulação está em perpétua inovação
8. “Modificação” e “Continuação”, “Estopim” e “Limite Supremo” ou o devir é a única eternidade (“Grande comentário”, A §10-11-12)
I. O curso das coisas: “modificação” e “continuação”
II. Prever o futuro: o “estopim ínfimo” da mutação
III. O “limite supremo” do Processo: a unidade não transcende a dualidade
IV. “A montante” e “a jusante” da atualização: não existe corte metafísico
Epílogo