1.1 Autores

Para uma leitura filosófica do Yi King, Le Livre de Poche, 1993 (trad. em português publicada pela Editora 34)

I — Sucessão dos autores, unidade da obra

1. Os comentadores chineses não deixaram de se interrogar sobre a coerência do Clássico e sua unidade, e, não podendo duvidar de que o Yi king tenha sido composto ao longo de milénios e tenha sido objeto de uma lenta estratificação, dedicaram-se a pôr em relevo a continuidade que liga os diferentes estágios de sua elaboração.

2. Quatro etapas servem tradicionalmente para representar a filiação da sabedoria de que nasceu esse livro.

3. Só com o rei Wen, fundador da dinastia dos Zhou, no extremo fim do segundo milénio antes de nossa era, começa o texto propriamente dito e, por conseguinte, a explicitação, donde o nome de Zhouyi, Livro da mudança da dinastia dos Zhou, conferido ao corpus.

4. Última etapa é a atribuída a Confúcio, nos séculos sexto e quinto antes de nossa era.

5. Mede-se tanto melhor o esforço de argumentação de WFZ se se refere ao caso relativamente similar fornecido pela Bíblia, pois a Bíblia também é esse livro de fundo portado por toda uma civilização, compôs-se igualmente ao longo de numerosos séculos e possui grande variedade de estratos e autores.

6. Assim, essa caução que não poderiam encontrar na transcendência, os chineses a encontram em definitivo em sua tradição.