Virada para filosofia positiva ocorre quando Schelling reconhece insuficiência da filosofia negativa da identidade, que carecia de explicação para o “dass”, a decisão súbita, irracional e dramática pela qual o Absoluo se inclina e se diferencia, exigindo, portanto, não um único devir, mas dois processos: um intradivino ou teogônico, que deposita natureza e consciência, e outro desencadeado pela consciência, que explica caprichos da história humana, transformando filósofo em historiador, arqueólogo e mitógrafo para captar gênese e crescimento das diferenças.