Profetismo, enquanto expressão dessa antecipação imanente, não é fuga para eternidade, mas capacidade de leitura do futuro que se anuncia no presente, vislumbrada em fenômenos como telepatia, sonambulismo e instinto animal, e especialmente em desenvolvimento religioso, onde Antigo Testamento profetiza Novo Testamento, Judaísmo funciona como veículo de anúncio, e paganismo, através de seus mistérios e divindades como Dionísio e Zeus não nomeados, pressente advento de divindade espiritual, revelando que história é cadeia de profecias na qual cada época se inclina sobre a seguinte, fascinada por futuro distante que a atrai e determina seu sentido, como exemplificado pela teologia típica que vê sacrifícios judaicos orientados para Evangelho.