No mundo latino medieval, o conhecimento do grego era raro e o acesso aos diálogos de Platão limitava-se, em grande parte, ao Timeu na versão de Calcídio.
Nicolau de Cusa conhecia mal os diálogos originais, citando-os raramente e de forma aproximada, como ocorre com o Mênon no De venatione sapientiae.
Ele dependia fortemente de versões latinas, como as de Moerbecke para as obras de Proclo e as de Traversari para o Pseudo-Dionísio.
Proclo e o Pseudo-Dionísio foram suas fontes essenciais para o conjunto de doutrinas que ele atribuía aos platonici.
O conhecimento de Aristóteles tornou-se mais direto após 1450, ao utilizar a versão de Bessarion, embora suas citações permanecessem imprecisas ou conciliadoras.