A vivência temporal do insensato é marcada pela alienação do presente e pela fuga para um futuro imaginário, onde a esperança e a expectativa de uma vida feliz vindoura anulam a única vida real e substancial, que é a atual; segundo
Sêneca, a vida do insensato projeta-se inteiramente para o futuro, resultando em uma não coincidência consigo mesmo, uma incapacidade de habitar o momento e uma existência que se escoa na espera, perdendo a realidade em troca de sombras e ventos.