A recomposição conjectural dos eventos propõe uma sequência histórica plausível que articula Ambrosius, Artur, Badon e a posterior perda bretã.
Após quase completa vitória saxã, ocorre a contenção por um chefe de ascendência romano-bretã, local e notável entre líderes bretões.
O conflito permanece equilibrado por algum tempo, até a ascensão de um agente capaz de perceber e explorar vantagens militares.
Esse agente, chamado Artur, possivelmente também de ascendência romana, levanta uma força montada e presta auxílio a reis conforme as necessidades estratégicas.
Os saxões avançam em força para o oeste e o comandante geral ocupa uma colina fortificada que ameaça esse avanço.
O inimigo tenta sitiar a posição e é derrotado decisivamente por uma carga final de cavalaria liderada pelo próprio Artur.
O resultado é um recuo saxão para sua parte do território e um período de paz relativa de trinta a quarenta anos sob o prestígio do comandante.
Durante parte desse período, as organizações estatais operam com liberdade e eficácia, mas depois surgem disputas internas e guerras civis.
Artur é morto em um desses conflitos internos, a cavalaria desaparece ou perde liderança adequada, e os saxões retomam ataques.
A divisão bretã impede defesa suficiente, levando à ocupação quase total do país, exceto o extremo oeste.
Apesar da derrota, permanece a memória e o nome de Artur como fábula do passado e profecia do futuro.