Breton

Stanislas Breton (1912-2006)

Jean Greisch

Paul Breton — que tomou o nome religioso de Stanislas ao entrar no noviciado dos Padres Passionistas aos quinze anos — nasceu em 3 de junho de 1912 em Gradignan, na região de Bordeaux, órfão de pai e de mãe desde muito cedo.

Nomeado professor na Universidade Pontifícia da Propaganda em Roma, ensinou por oito anos a psicologia racional no espírito do Tratado da alma de Aristóteles e do comentário de Tomás de Aquino, abrindo-se ao mesmo tempo à biologia teórica de Jakob von Uexküll e de Hans Driesch, bem como à fenomenologia de Husserl.

É ao longo dos anos 1960 e 1970 que aparecem suas obras filosóficas mais importantes, cuja coluna vertebral é formada pelo tríptico Du Principe (1971), Être, Monde, Imaginaire (1976) e Le Verbe et la Croix.

Pensar significa, para esse filósofo, descobrir uma liberdade fundamental ligada ao clarão original do ser enquanto ser e pô-la em obra no cotidiano, onde ela toma a forma da generosidade.

Seu último livro, Le Vivant Miroir de l'univers. Logique d'un travail de philosophie, aparece no final de 2004 — e o capítulo de conclusão, “O cristianismo e seus outros”, abre-se com as linhas: “É por uma pesquisa assim desinteressada e pela só alegria de que sejam o que são que o cristão se preocupa com seus outros.”