BOUVERESSE, Jacques. La parole malheureuse: De l'alchimie linguistique à la grammaire philosophique. Paris: Éditions de Minuit, 1971.
Prefácio
Introdução
I — A teologia racional e a análise lógica da linguagem
O paradoxo dos seres inexistentes e a navalha de Occam. A barba de Platão. A teoria das descrições definidas e a eliminação dos nomes próprios
O argumento ontológico ou o ateísmo impossível. Inconsistência do insensato ou inconsistência do «conceito» anselmiano?
Provas a priori e provas a posteriori. A impossibilidade intrínseca de uma identificação do Perfeito pela consideração do imperfeito ou do autor pela consideração da obra. Os falsos superlativos da teologia especulativa e a teoria das relações sem conversão. Nomeação, descrição e definição
O «círculo do dogmatismo». Demonstração de existência e explicação de conceito. Misticismo e lógica
II — Da tradução radical
Um dogma do empirismo. Fenomenalismo e fisicalismo. O mito da análise redutiva completa e unívoca
A indeterminação essencial da tradução radical. O mito da significação e o mito da «boa» tradução. Diferença de linguagem e diferença de visão de mundo
O paradoxo da análise. Análise compreensiva, análise correta e análise parcimoniosa. O problema da «explicação» dos conceitos ingênuos
Economia e amplitude. O papel das definições. Bom e mau uso da tradução em linguagem lógica padrão
O que se diz e o que «há». Questões de palavras, questões de teoria e questões de filosofia
III — Filosofia da matemática e terapêutica de uma doença filosófica: Wittgenstein e a crítica da aparência «ontológica» na matemática
IV — Sobre o «finitismo» de Wittgenstein
1. A noção de efetividade
2. O cálculo e a demonstração devem construir alguma coisa «diante de nossos olhos»
3. Possibilidade, permissão e realidade na matemática
4. A demonstração e o demonstrado
V — A competência, o uso e o uso da competência
Criatividade linguística e mecanismos «recursivos». O problema da aplicação das regras em geral e das regras recursivas em particular
Explicação e descrição em filosofia. Leis lógicas e regras de inferência. A crítica wittgensteiniana do «fundamento» da dedução. O jogo de linguagem da inferência lógica
A «estrutura lógica» do mundo, ou a grande Mecânica inflexível e etérea. A máquina simbólica e a máquina real. A compreensão e o uso: o mito filosófico da «competência» semântica
VI — Carnap, a linguagem e a filosofia
I.1. Lógica, gramática, metafísica
I.2. Tradução e eliminação
I.3. O problema da «explicação»
II.1. Linguagens e sistemas linguísticos
II.2. A irregularidade das línguas usuais: um preconceito filosófico?
II.3. Paráfrase, análise, explicação do sentido
II.4. Análise lógica e análise metafísica
III.1. Verdade lógica, analiticidade e sinonímia
III.2. O problema da existência do explicandum
III.3. A noção de «postulado de significação» como explicandum
III.4. Explicata relativos para conceitos absolutos: a impossibilidade de definições gerais
VII — Linguagem ordinária e filosofia
1. O desenraizamento linguístico do filósofo
2. As origens linguísticas da obsessão filosófica
3. Um «exame sereno dos fatos linguísticos»
4. A necessidade de generalidade como doença filosófica
5. Nosso sistema de conceitos não é nem arbitrário nem «fundamentado»
6. O senso comum e o uso comum
7. Linguagem ordinária e uso ordinário da linguagem
8. Herança de palavras, herança de perplexidades
9. Línguas naturais e línguas artificiais
10. Significação, uso e emprego
11. Gramática superficial e gramática profunda
VIII — Significação, atos proposicionais e atos ilocucionários
1. Regras constitutivas e regras regulativas
2. Regras constitutivas e proposições gramaticais
3. Seguir uma regra
4. O «querer dizer» como desempenho paralelo oculto
5. O radical proposicional e os atos ilocucionários
6. Promessa e obrigação
IX — O fantasma na máquina
1. A mecanização da inteligência e a intelectualização da máquina
2. As palavras e as coisas
3. O não lugar do espírito
4. Um sonho de nossa linguagem
5. O escaravelho na caixa, ou a divisão pelos dados do «sentido interno»
6. Máquina ex Deo
7. A androididade ou a felicidade dos homens