Barfield, 1967
<!–StartFragment –>[…] <em>Pariah</em>, uma palavra não ariana que entrou em nossa língua vinda do Oriente, deriva sua força peculiar da antiga divisão da população da Índia em castas. <em>Ignite</em> vem do latim <em>ignis</em>, que por sua vez se origina da mesma raiz da palavra sânscrita <em>Agni</em>, o deus do fogo. Em <em>magic</em>, temos uma reminiscência dos persas <em>Magi</em>, poderosos profetas e intérpretes de sonhos, dos quais se diz que três encontraram o caminho até Belém; mas, salvo pelo nome comercial moderno <em>Mazda</em>, há pouca ou nenhuma evidência da grande religião persa do zoroastrismo em nossa língua, com seu eterno conflito entre luz e trevas, Ahura Mazda e Ahriman.
A escassez em nossa língua desses vestígios das religiões hindu e persa é mais uma evidência da separação total entre os arianos do noroeste e do sudeste. Toda a vasta estrutura da filosofia oriental, com suas classificações complexas que contrastam completamente com as nossas, permaneceu praticamente um livro fechado para o Ocidente até que os franceses restabeleceram uma conexão comercial com a Índia no século XVIII. No entanto, não faltam indícios de que o rápido crescimento do interesse por essa visão antiga, que ocorreu na Europa nos últimos cinquenta anos, pode enriquecer nosso vocabulário com alguns termos da terminologia ancestral, como <em>maya</em>—o ambiente externo da alma, considerado uma “ilusão” que obscurece e esconde a realidade espiritual—e <em>karma</em>, o destino de um indivíduo conforme se desenvolve de uma encarnação para outra.
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