A penetração de Deus em todas as criaturas até repousar no homem como em seu objetivo e refletir-se nele
A condição para a natureza celebrar seu sábado: Deus repousar no homem
O objetivo de toda obra de arte: refletir seu produtor no produto — assim uma “habitação”
O desejo do artista de possuir a si mesmo em sua imagem
A negação do homem — isto é, a negação da verdadeira destinação e dignidade do homem — como o inimigo mais perigoso do bem
A manifestação plena de Deus apenas no homem, tornando a natureza sem Deus se a vocação do homem for negada
A natureza na sombra enquanto seu sol — isto é, o homem — está eclipsado
A necessidade de conhecer as produções do homem primeiro para falar sobre as produções de Deus, pois o homem é o mediador entre Deus e a natureza, mesmo no conhecimento
A produção humana como uma expressão de si mesmo, moldada e produzida segundo sua imagem (pensamento) e em sua imagem
A questão sobre o que é uma imagem, uma imagem viva e corpórea e uma imagem não viva e não corpórea.
Os dois tipos de imagem: (1) imagem catóptrica ou de espelho em seu sentido mais amplo; e (2) cópia plástica ou retrato
A caracterização de ambos como não viventes e não corpóreos
Exemplos de imagens não corpóreas: imagem de espelho (e.g., a aparência de uma rosa no foco de um espelho côncavo), sombra, a aparição de um espírito como uma imagem não substancial de uma pessoa ausente ou morta
A referência aos Atos dos Apóstolos, onde os apóstolos pensaram que a aparição de Pedro era seu espírito, não ele mesmo
O significado notável e diferente de “espírito” neste contexto, comparado ao uso usual (e.g., “Deus é um espírito”)
A denominação por Paracelsus e Jacob Böhme de espírito neste sentido como uma manifestação sem substância ou pelo menos partida (ausente) do Evestrum
A comparação com a Fata Morgana.
A distinção entre imagem catóptrica e retrato: na primeira, há uma conexão com o original, embora não essencial; na segunda, parece não haver conexão alguma
Na imagem catóptrica, a forma não posicionou a substância, nem a substância posicionou a forma, como no caso do orgânico
A aparição da imagem catóptrica no foco de um espelho côncavo como perfeita (cúbica), enquanto a segunda imagem aparece apenas como superfície
A associação das aparições de espíritos com essas imagens catóptricas, consideradas como mágicas por uma pessoa não educada
A inclusão das aparições da Fata Morgana, ainda inadequadamente explicadas, neste grupo
A observação: tudo que ainda não está presente de maneira substancial em uma certa região pode aparecer lá apenas como espírito, exemplificado pelo nascer e pôr do sol.
O retrato, abrangendo todos os sinais de escrita, hieróglifos e caracteres, aparentando não estabelecer um vínculo virtual com seu original
A crença da criança e do povo comum em uma conexão indireta deste tipo, como base para venerar santos em suas imagens, amuletos e talismãs
A base para a crença, sustentada por muitas pessoas, de que há magia na escrita (escrita rúnica)
O fundo de verdade nesta fé e superstição, onde a superstição se aproxima mais da verdade do que a total descrença
As duas tentativas de esclarecer esta conexão: (1) através da presença livre ou não livre do original — como Jeová diz no Antigo Testamento: aqui (em Jerusalém) porei o meu nome; e (2) através da crença de que um conceito vivo do signo invocará o original
A crença subjacente a todas as religiões: chamar um nome é efetuar contato com aquele cujo nome é chamado
O exemplo do clarividente que sente uma perturbação quando seu nome é chamado à distância por alguém com quem está em contato real
A crença profundamente enraizada em uma conexão interna da imagem com o original, sobre a qual se pode encontrar muito em Paracelsus e Helmont
A identidade: Imago, magnes e magia são idênticos.
A exclusão do homem, como imagem de Deus, de qualquer um desses dois tipos de imagens, pois mesmo separado do original ele permanece um ser corpóreo e vivente com sua própria vida própria
A necessidade de a teoria das imagens avançar um passo para nos esclarecer sobre a relação entre Deus e o homem
A definição desta relação como a própria religião.
A rejeição da ideia de que o homem é um retrato morto de Deus ou uma imagem catóptrica (de espelho) como uma figura inanimada e não corpórea
A negação do primeiro porque a imagem mantém contato efetivo com o original e é substancial, corpórea e vivente
A negação do segundo porque tem vida e estabilidade apartada do original: isto é, mostra-se uma imagem substancial, não insubstancial
A necessidade de distinguir a imagem não apenas do original, mas também do portador da imagem, sem confundi-los nem separá-los
A compreensão de Moisés, dos teólogos mais antigos e de Jacob Böhme da palavra “criar” como atuação da substância (da criatura como portadora da imagem), distinguindo-a da inspiração (das Inspiriren) da imagem.