====== Ilusão histórica e esperança celeste ====== //VIEILLARD-BARON, Jean-Louis. L’Illusion historique et l’espérance céleste. Paris: Berg, 1981.// **INTRODUÇÃO** * A experiência do desencantamento para a consciência moderna. * Valor da subjetividade. * A consciência e a alma. * O Espírito e a alma. Um anti-humanismo. **PRIMEIRA PARTE: A HISTÓRIA COMO ILUSÃO** **Capítulo primeiro: "Ser de seu tempo" e "ir ao mundo"** * Duas ilusões simétricas: a ilusão reacionária e o culto do passado; a ilusão vanguardista e a fuga para a frente. * A ideologia do progresso e a falsa esperança histórica. * O caso de Fichte. * A ilusão progressista da consciência ingênua; a ilusão da consciência esclarecida e o medo de ser superado. * A potência libertadora do amor simples. Segredo interior e simplicidade. Rilke. * A alma reencontrada pela prece e pela poesia. * A fragilidade do discurso da alma e sua necessidade para falar do absoluto. A beleza, o valor absoluto. * A absolutez do mal. * A ideologia contra os valores. * A força libertadora da filosofia oposta à pseudo necessidade histórica. * A arte e a vitória do Espírito sobre o materialismo e o positivismo. **Capítulo II: A história no nível do texto ou a visão política do mundo** * A filosofia da história, pseudodialética. * O culto do acontecimento: pontilhismo e superficialidade. * A regressão jornalística da consciência: julgar a pessoa em função do acontecimento; o culto do novo: o efêmero. * O tempo profundo da maturação e o instante verdadeiro opostos à superficialidade do acontecimento jornalístico. * O acontecimento da alma e sua fragilidade diante do intelecto científico. * O amor natural e sobrenatural ou o acontecimento da alma por excelência. * O mistério feminino e o mistério da beleza. * O amor, comentário do universo. * A narrativa, modo de expressão de uma continuidade vivida. A narrativa espiritual. * Amar e saber: a informação verdadeira. * Soljenítsyn e O Pavilhão dos Cancros. **Capítulo III: A indestrutível ilusão** * A ilusão histórica sobrevive à sua denúncia. * A necessidade de filosofia da história e a verdade histórica. * As duas dimensões do homem: horizontal e vertical. * A compreensão simbólica da história horizontal. * A experiência humana tornada símbolo: a visão da história em Malraux. * O pensamento trans-histórico e supra-histórico de Victor Hugo. * A superação da história em Hegel; cultura e civilização. **SEGUNDA PARTE: O DESENCANTAMENTO** **Capítulo primeiro: A experiência do desencantamento na alma e na cultura** * Ilusão e desencantamento. * Desencantamento e decepção. * A lucidez sobre os limites e sobre a finitude humanas. * Desencantamento e prometeísmo. * A ilusão da fatalidade política. * A ilusão das políticas de esperança e de grandeza. * Desencantamento e modernidade. * Modernidade e mediocridade. * Nivelamento e desconhecimento. * O desencantamento, o pós-cultura e a razão chata. Em direção à redescoberta da dimensão trans-histórica da cultura. **Capítulo II: Poética do desencantamento** * O conceito como ilusão. * O nome e a cor, certezas primeiras. * A evidência do imediato e a intuição vivida. * O instante fora do tempo. * Presença e unificação do eu. * Poesia e teologia negativa. * A busca poética e o conflito interior. * A transfiguração poética do mundo. * Ato poético e risco de desmoronamento. * Despojamento de si e descoberta de si na criação estética. * Poesia e busca da salvação. * Ilusão conceitual e tentação gnóstica. * O sentimento do exílio e a aspiração ao absoluto. * Poesia e simplicidade. * Exílio e transcendência. * Desencantamento sem desespero. * A poesia, a alma e o amor que nada pode romper. **Capítulo III: Do desencantamento à autodestruição** * Suicídio e coragem. * A vontade de se matar. * A liberdade de se negar; Ajax e Jesus. * Suicídio heroico e sacrifício gratuito. * Assumir a própria morte. * A tendência autodestrutiva. * Reclusão em si e autodestruição. * A aventura, o amor e a morte. * O desmoronamento. * A morte por amor. * Werther. * A embriaguez da morte. * Renunciar a si mesmo não é um suicídio psicológico. * Sabedoria e loucura. * O desencantamento não conduz à autodestruição. * A ilusão como tentação indestrinçável. **TERCEIRA PARTE: O PRINCÍPIO DA ESPERANÇA** **Capítulo primeiro: O futuro aberto** * A ideia de decadência. * Decadência histórica e degradação humana. * Oito sintomas de decadência. * Perda dos mitos; cientismo; niilismo. * A abertura do futuro. * Criação e liberdade. * O futuro impensado. * O culto do progresso. * A confusão entre progresso histórico e escatologia. * O fundamento do futuro fora do tempo. * Grandeza e ilusão do "princípio Esperança" de Ernst Bloch. * O futuro aberto ao espírito de aventura. **Capítulo II: Uma filosofia gnóstica da esperança** * O esquecimento da esperança no pensamento religioso. * O profetismo e os profetas, guardiões da esperança sagrada. * A consciência profética. * Profetismo e tradição. * Microcosmo e macrocosmo. * A espera profética. * Confiança na promessa e inacabamento da revelação. * O imenso espaço da escatologia. * Experiência profética e consciência visionária. * O sentimento gnóstico do exílio. * Êxodo e exílio. * A outra pátria. * O conhecimento salvífico. * A historicidade como exílio. * Reencontrar a unidade perdida. * Ascensão e retorno na dialética espiritual. * Exílio e esperança segundo Sohravardi. * O fim da história. **Capítulo III: As colunas da esperança: a arte e a igreja interior** * A concepção heroica da arte em Victor Hugo e em Wagner. * A tensão dialética entre o exílio e a esperança na criação artística. * Exegese da obra de arte na luz da esperança. * Música e linguagem. * Leitura objetiva e interpretação subjetiva das obras de arte. * O mundo da arte como esperança de absoluto. * A redenção estética da experiência humana. * Andrea dei Sarto e Botticelli: o homem sem Deus e a esperança de uma harmonia sem conflito. * A religião do coração. * O ímpeto de amor místico. * O "puro amor". * A infância espiritual. * A gnose e o estado passivo. * O desinteresse absoluto. * Amor humano e amor divino. * Rûzbehân de Shirâz. * A união em Deus e a unidade no homem. **QUARTA PARTE: A VERDADE DA ESPERANÇA** **Capítulo primeiro: Da luta fratricida à luta com o Anjo** * Conflito, violência e Paixão. * As fontes sociais do conflito. * Conflito e agressividade. * O medo e a fragilidade humanos. * Coragem, dominação e ilusão. * A necessidade do rasgo. * Parsifal. * Jó. * Conflito e reconhecimento do outro. * O trágico na arte. * Classificação das artes em função de seu valor trágico. * O patético e a beleza. * Adorar Deus em sua imagem. * Presença e ocultação do conflito na religião. * Improbabilidade e verdade da Paixão de Cristo. * A ocultação do trágico pelo moralismo e pela instituição religiosa. * A ocultação da sexualidade pelo angelismo. * Falsificação do discurso sobre o sexo. * A sexualidade feliz e a esperança celeste. * A carícia e a ferida. * Amor e lucidez. * Conflito e historicidade. **Capítulo II: A aventura espiritual e o conhecimento simbólico** * A aventura espiritual e a transfiguração da vida pessoal. * A partida para a aventura. * O lugar de partida não é o lugar de origem ao qual se retorna. * A universalidade concreta da aventura individual. * Individualismo e razão. * A irredutibilidade da consciência individual. * O modo simbólico do conhecimento vivo. * Imaginação agente e símbolo individual. * Confusão da alegoria e do símbolo. * A personalidade simbólica. * Símbolo e Infinito. **CONCLUSÃO** * Esperança natural e esperança sobrenatural. * O mistério primaveril e a consolação. * Esperança celeste: lucidez sem consolação. * O olhar unificador e os olhos de carne. * O homem e a natureza. {{tag>Vieillard-Baron ilusão história esperança}}