====== 1.1.7 Forma externa ====== //ROSENZWEIG, Franz. L’Étoile de la Rédemption. Tr. Alexandre Derczanski et Jean-Louis Schlegel. Paris: Seuil, 1982// **Princípios estéticos fundamentais: forma externa** * A riqueza da vida, repleta de contradições, tornada possível pelo fechamento do mundo mítico, permaneceu vigorosa até hoje fora de seu domínio de origem: na arte. Ainda hoje toda arte permanece sob a lei do mundo mítico. * A obra de arte tem necessariamente esse fechamento sobre si, essa indiferença a tudo o que possa estar fora dela, essa independência frente a decretos superiores, essa liberdade em relação a tarefas inferiores, traços reconhecidos como próprios do mundo do mito. * É exigência fundamental da obra de arte que suas figuras devolvam um arrepio do "mítico", ainda que vistam a libré do cotidiano. A obra deve ser subtraída por um muro de cristal a tudo o que não é ela, e um sopro daquela "vida fácil" dos deuses olímpicos deve recobri-la, ainda que a existência refletida seja feita de miséria e lágrimas. * No triplo mistério do Belo, composto de forma externa, forma interna e conteúdo, o milagre da forma externa, o "o que é belo é bem-aventurado em si mesmo", tem os primeiros de seus pensamentos, sua origem, no espírito metafísico do mito. O espírito do mito funda o reino do Belo. {{tag>Rosenzweig arte estética}}