====== HOMEM ROMÂNTICO ====== * O Homem Romântico * Primeira Parte: Valores, Estados de Alma * Capítulo Primeiro: Os Antecedentes * O Eu romântico, centro e desafio da existência * As etapas do Eu na cultura ocidental desde a cultura antiga * Renascimento, Reforma, Classicismo ontológico-cartesiano * Desgaste dos absolutos e definhamento da ontologia * Dissolução do sujeito: Locke * A estátua de Condillac * Hume: uma antropologia da impessoalidade; "Eu não existo" * A Idade das Luzes tenta reduzir o homem à razão * Rumo à universalidade na uniformidade * Axiomatização do espaço mental * Diminuição capital da individualidade * Neutralização da linguagem * O cidadão do mundo * A humanidade não passa de um universo do discurso * A ordem galileana, espaço de segurança; negação da morte * Capítulo II: A Identidade Romântica * O Eu romântico do século XVIII: de Shaftesbury ao Sturm und Drang * Sensibilidade contra sensorialidade * A inversão das prioridades * Fr. Schlegel: um contrapeso espiritual à Revolução * O Eu, ponto mediano da cultura * A ordem neurobiológica no homem condiciona a ordem do mundo * Presença da rosa e linguagem das flores * O sujeito sem substância das Luzes e sua patologia * O Eu de Rousseau como presença * O Eu transcendental de Kant, sujeito sem substância, grau zero da vida pessoal * Biran: o que é o eu? Conversão de Biran * Presença real da substância * Um Colombo metafísico para explorar o espaço interior * Linha de ruptura com as Luzes * A identidade do Eu é um segredo * Maurice de Guérin contra Locke * O ponto de origem da personalidade, doação ontológica * O sentimento da existência * "Cinestesia" * Os confins do espírito e do corpo * Reabilitação da ordem emocional e afetiva * O Eu como fundamento e ponto de apoio * Da psicologia à ontologia * Schelling: a abertura da consciência sobre a surrealidade do ser * Do eu transcendental ao eu ontológico pela intuição intelectual * O anonimato de Descartes * Novalis: miséria da psicologia * Rumo à matriz do sentido * Capítulo III: Intermitências e Contradições * O eu restaurado reivindica o campo total da presença no mundo * A virtude da originalidade e da diferença * Richter: "Eu sou um eu" * Jacobi: uma duração sem fim, infinitude e finitude * A realidade humana transcende a inteligibilidade * Encarnação na história e encarnação na natureza * Consciência como emergência, espaço dos confins * Ausência de critério único da verdade * Revelação do infinito no finito; verdade como explosão e signo de contradição oposta ao classicismo da harmonia * Perfeição na finitude oposta à contradição e desmedida * Os objetores de consciência a W. Meister * O voto de não chegar (não alcançar êxito social) * Os românticos envelhecem mal * Antes morrer jovem ou ausentar-se na loucura * O signo do fracasso * Para uma escala graduada dos românticos * A vida e a obra * Os Professores * Tipologia do eu romântico * Frédéric Schlegel, gênio irregular e proteiforme * Tensões e contradições * Uma lógica não aristotélica * Dandismo e pureza, satanismo e santidade * A denegação como essência da liberdade * Fosforescência e polaridades * Clemens Brentano, Tieck * Uma escatologia da personalidade * O mito remedeia a não transparência da consciência * Experiências nos limites e desordem da composição artística; mistura de gêneros, rapsódias; o romance * Märchen (Contos de fadas) * Incoerência, inconsistência estética, psicológica, social * Paraíso, caos, jogo * O estágio estético segundo Kierkegaard e o homem do entretenimento * Dom Juan e o Judeu Errante * O coração para nada * Fascinação pelo religioso * Capítulo IV: Busca do Centro e Antropologia Negativa * F. Schlegel: "é artista aquele que tem seu centro em si mesmo" * Foco das significações * Tema místico do Centro em Boehme * Mediador * Excentricidade e busca do centro na Lucinde * Fusão dos centros, o amor; participação * A busca do centro como segundo movimento, nostalgia de plenitude * O instante, o infinito * Recentralização ontológica do eu e do mundo * O centro e a esfera em reciprocidade de ser * Consubstancialidade do eu e do não-eu * O indivíduo como lugar de irradiação do mundo; o princípio romântico de individuação * Uma antropologia negativa correlativa da teologia negativa * O Eu inidentificável * Princípio de razão insuficiente * Nada positivo (Ungrund) no fundamento da personalidade * Falso processo do romantismo como niilismo * O Gesamtkunstwerk ou a plenitude do sentido * Projeto da obra-prima absoluta * O confronto com o infinito é uma iniciação * Capítulo V: Pensamento da Vida e Inclinação do Devaneio * O universo racionalista exposto "more geometrico" * O pensamento romântico quer ser um saber vivo da vida * Fr. Schlegel * Remontar aquém da dissociação do eu e do não-eu * A revolução não galileana e a prioridade da biologia * Bichat e o primado da fisiologia * Evolução criadora * Ilimitação da consciência * A inclinação do devaneio * As férias do espírito * Liberação da autenticidade recalcada * Regressão às origens * Amiel * Descomplicação da consciência sonhadora * Guérin: retorno às origens vitais * Mas o eu conserva sua identidade; coalescência com o universo, não dissolução * Amiel: o meio da consciência é inconsciente * O polo negativo * Hugo no promontório do sonho * Experiências nos limites * Amiel: Despojamento e plenitude * Contra a dissociação da humanidade e da verdade * A verdade romântica consubstancial à experiência * O devaneio libera o homo humanus * A consciência romântica em estado de ausência de gravidade * Epifania da surrealidade do mundo * Coalescência da consciência e do mundo * A verdade faz corpo com a realidade * Capítulo VI: Gemüt, Stimmung, Harmonias * Gemüt intraduzível para o francês e talvez para o alemão * Origens místicas: Eckhart, Boehme * Prioridade do Gemüt sobre o entendimento * O "coração" pascaliano, lugar ontológico dos valores no homem * Animus e anima * Uma carta do Padre Enfantin * Primazia do amor * A verdade também se diz no feminino * Michelet: os dois sexos do espírito * Fr. Schlegel: o instinto da grandeza moral * Schleiermacher: núcleo existencial da presença no mundo * Adivinhação do sentido humano * Novalis: o Gemüt na arquitetônica da percepção * O mundo é Gemüt * Stimmung: o acordo numa acústica da alma (Novalis) * Modulações da vida emotiva * Relações, correspondência, harmonias têm uma significação cosmológica * Números e proporções na música do real * Ontologia do sentimento e modos do ser pessoal * Harmonia como graça * O homem impõe sua lei à paisagem * Consonância e dissonância entre o interior e o exterior * O homem é o mestre do sentido * Sensibilidade * Senancour e o além da sensação * A meteorologia transferida do exterior para o interior; o diário * A moral sensitiva segundo Rousseau * Biran e o sentimento da existência * Osmose entre interior e exterior: Biran, Guérin * Gemüt segundo Novalis * Afinidades do homem e da natureza segundo Madame de Staël * O lugar do enraizamento da antropo-cosmo-teologia romântica * Heinrich von Ofterdingen * A criação do mundo segundo a ordem poética * Idealismo mágico * A busca da integridade perdida * Stimmung como sentido universal: polaridade, magnetismo na ciência romântica * Seraphita: o universo das similitudes * Matéria e espírito: a unidade das relações * A iniciação e o retorno à harmonia * Extravios da razão * Pascal: as três ordens * Max Scheler: os a priori emocionais * A axiologia e a experiência espiritual dos valores * A literatura da sensibilidade e seus subprodutos * Mistérios da simplicidade e do maravilhoso * Autenticidade do sentimento * A mulher mediadora da transcendência * Ocultação racionalista dos valores * O domínio interior segundo Hemsterhuis: o "órgão", centro dos valores * Saint-Martin: o homem de desejo * Gemüt e inversão das prioridades em Novalis * A simpatia segundo Scheler; percepção do mundo como organismo universal * O objetivo cosmológico une sentido íntimo e sentido externo * O foco ontológico da existência; uma razão vital * A Enciclopédia de Novalis, plenitude do saber * Liberação do sentido; vidência * Sensibilidade cósmica da vidente de Prevorst * Vidência, poesia, ciência * Novalis, Baader, filiação cósmica do ser humano * Capítulo VII: Superabundância do Sentido * Não há realidade suficiente para a plenitude do sentido * Não coincidência do espaço interior e do espaço exterior * O mal-entendido * O romântico é um emigrado no interior * A perda de sentido é superabundância de sentido * De Lamennais a George Sand * Falta de fé ou excesso de fé * A rosa de Condillac, o narciso de Obermann, a pervinca de Rousseau, a Flor Azul de Novalis * Geometrismo mórbido e alienação vital do intelectualismo * Monet e a estação Saint-Lazare * Poesia, estado segundo ou primeiro * Nerval entre os loucos: Aurélia * O Märchen segundo Novalis; idealismo mágico, transmutação lírica do universo, modo de apreensão do real, música do imaginário do sentido cativo * O natural e o maravilhoso * O Märchen é a arte poética do Romantismo * A Loja invisível; milagre; legenda dourada * "A fantástica" segundo Novalis; imaginação criadora * Pluralidade dos mundos interiores * O sonho torna-se mundo * As avenidas do fantástico sombrio desembocam no inferno * E. T. A. Hoffmann, o anjo do bizarro * A escrita como exorcismo * Magnetismo da poesia * Um exotismo no interior do mundo * Charles Nodier sobre o fantástico, força de liberação * O cegueira racional desencanta o universo * O renascimento mítico na consciência europeia * Sonho, pesadelo * A chave dos sonhos românticos * O romantismo é uma tentativa de salvar o sentido * Heine sobrenaturalista * Victor Hugo: Contemplação suprema; sobrenaturalismo: "A natureza longe demais" * Presença espacial da divindade * Inteligibilidade de ruptura ou ruptura da inteligibilidade * Segunda Parte: O Ser Encarnado * Capítulo Primeiro: Situação do Homem na Natureza: Antropo-Cosmomorfismo * O romantismo, monismo psicobiológico, rompe com a tradição que confere ao homem uma posição central, exorbitante do direito comum da natureza * O idealismo propõe uma verdade desencarnada, a do surdo-mudo-cego * A consciência pressupõe a encarnação * Princípio de razão insuficiente * O amor * O homem é natureza de ponta a ponta; ele não domina o sentido que o atravessa * Verdade em primeira pessoa: Michelet: meu livro me criou; a França é uma pessoa * Nietzsche: a história é a consciência cósmica * História natural interior da terra (Steffens). Totalorganismus do Cosmos; o ser humano é um órgão deste organismo * A história deve tornar-se natureza * Sacralização da criação evolutiva * Não progresso, mas florescimento gradual * Carus: manifestações da Urkraft, força vital infinita * Comunidade das significações do universo * Novalis: nosso corpo é um membro do mundo * Ritter: a Terra existe em função do homem * Oken: o mundo tomou forma no homem * Baader: o homem repetidor da divindade; uma mística da encarnação * Reconciliar ciência e religião * Descobrir a palavra de Deus encarnada no universo * Oken: o homem é Deus em forma carnal * O homem à frente da procissão numérica dos seres * Fisiologia cósmica do homem * Steffens: o homem é a realização do sentido da criação * Antroposofia ligada a uma teosofia * Caridade cósmica * Vida e metamorfose da Terra na antropologia geológica, procissão dos viventes * A consciência humana, soma do saber em expansão cósmica * História natural e história sobrenatural segundo Steffens; uma dinâmica escatológica * Criação segundo o Gênesis e devir cósmico * Fechner: a Terra mãe viva * Vida espiritual das plantas * Diversidade das almas na unidade da Criação * O romantismo é uma luta pelo sentido * Odisseias da alma na natureza: Schubert, Carus * A consciência não é homóloga à alma * Consciência e inconsciente * A alma pode não ser consciente * Lei biogenética do espiritual * A alma do mundo * A história natural é um cântico dos graus * Comunidade dos viventes * Uma mitologia da natureza e do homem * Transfiguração da história natural em história santa; um novo simbolismo cristão * Teocracia da ciência; o Cristo cósmico * Um novo lugar metafísico * As ciências da natureza são ciências sem a natureza * A abordagem mítica do saber * A física dos corpos não se aplica às almas * A presença espiritual do homem transborda sua presença material * É preciso preencher o vazio epistemológico hiante * Hugo: o sobrenatural não existe; a ciência não tem limite * O pior dos antropomorfismos é aquele que se ignora * Capítulo II: Morte — Sonho — Sobrevivência * A morte como desfecho do laço entre organismo e consciência * A morte romântica aproxima-se da vida * Uma morte positiva * Os grandes cemitérios sob a lua * Michelet contra a escola da morte * A morte como limiar * Suicídios românticos * A transição entre a vida e a morte ocorre nos dois sentidos * As intermitências da consciência durante a vida * Morrer, dormir * Nascimento e morte no metabolismo da criação * Oken: relativização da morte no Weltorganismus; mutações, dissoluções, recomposições * A doutrina do Circulus segundo Pierre Leroux e Victor Hugo * A criação evolutiva como palingenesia * Morte e sobrevivência: o trabalho do luto * A morte do outro acontece comigo * Novalis e a morte de Sophie; a experiência da morte, do Diário aos Hinos à Noite * Celebração da morte como realização, iniciação * O artista da imortalidade e o idealismo mágico * Fascinação pela noite * A noite preenche as significações; noturnos românticos * Jean-Paul: a visão do Cristo morto * Noite da ausência de sentido e noite da presença * Luz solar; irradiação lunar * Defesa e ilustração do sonho * O sonho entre a vigília e a noite total * Retorno ao organismo total (Ritter) * Não se retorna do sonho profundo * Confins do sono, entre a vida e a morte * A verdadeira vida está ausente * Dia noturno e noite diurna * Schelling e a morte de Caroline * Conversão da ausência em presença * As idades do mundo * A morte individual reabsorvida na liturgia cósmica * Imortalidade pessoal ou impessoal * Nerval, comentador de Goethe, e a questão da sobrevivência * O sonho, segunda vida * Aurélia, deriva onírica, odisseia iniciática * Victor Hugo e a morte de Léopoldine * Conversão ao espiritismo e vocação profética * Destino das almas e lenda do gênero humano * A Boca de Sombra: tudo está cheio de almas * Satanás será salvo * Michelet e a morte de Madame Dumesnil; uma embriologia geral em progressão para o alto * Biologia e história * Hino à vida * Auguste Comte e Clotilde * Do Curso ao Sistema de Política Positiva * Clotilde nos altares * Nos filósofos da natureza, a evolução criadora desenvolve uma dinâmica ascensional das formas vivas * Rumo ao super-homem do futuro * Espiritualismo genético de Schubert * A existência vindoura no coração da presente * A forma humana novo ponto de partida na criação * A contra-ofensiva dos anjos desde Swedenborg * Angelologia e antropologia * A morte, reintegração à vida telúrica * Schubert integra a antropologia à cosmologia ascensional * O universo expõe o mistério de Deus * Carus: percurso da consciência entre o finito e o infinito do inconsciente divino * A escatologia da consciência segundo Fechner e sua doutrina da sobrevivência * A morte é uma doença de passagem, conduzindo à plena consciência no além * Crescimento da vida na humanidade rumo ao triunfo do bem * Os anjos planetários * O espiritismo, comunicação entre os mundos * Espíritos e visões * Capítulo III: O Andrógino * Privilégio da consciência clara na tradição filosófica * Para os românticos, a racionalidade é uma ilha na imensidão do real * A consciência é marginal em relação ao inconsciente * A verdade incomensurável com o discurso da razão * Fragmento, comunicação indireta * O saber mítico, justificação da relação com o mundo, cifra das profundezas * Revelação do sentido da vida * O andrógino, homem-mulher dissociado na origem * A insuficiência de ser, nostalgia e desejo * Reabilitação do amor * O romantismo leva a sério amor e sexualidade * Schopenhauer: metafísica do amor sexual * Masculino e feminino ligados à polaridade cósmica * Schubert: celebração do desejo * A atração dos complementares, motor da vida * O andrógino: o casal é a unidade humana * Platão e o Gênesis * Os comentários do Zohar * Tradição da Cabala ao romantismo, por Reuchlin, Paracelso, Boehme * Primeiro e segundo Adão, Eva e Sophia * As duas quedas * Núpcias místicas e sexualidade humana * Baader cabalista * Macho e fêmea na criação cósmica * Eckartshausen: terra virginea * Görres: o hermafroditismo auge da vida orgânica * J. W. Ritter e a alquimia * A diferenciação sexual aplica-se ao Cosmos inteiro * Balzac: Seraphitus-Seraphita * O paradigma do andrógino em Jean Reynaud e no sansimonismo; o Deus pai e mãe * O feminismo romântico pressupõe uma ontologia sexuada * Guillaume Postel e o Messias fêmea * O arquétipo mítico do andrógino fonte de inteligibilidade * Sombra e luz na verdade como mistério * O ser não é transparente à consciência * Capítulo IV: Ganglionar e Cérebro-Espinhal * A consciência é uma componente do fenômeno humano total * Presença no mundo não é imagem do mundo * Percepção exterior e regulações internas * O sentido íntimo * Fechner: as plantas têm uma consciência, na ausência de sistema nervoso; apresentam uma unidade funcional * Graus de consciência * Consciência, vida e coordenação das funções * Recaídas vegetativas da consciência * Simpático, parassimpático, sistema ganglionar * Primado do ganglionar segundo Schubert * O sistema romântico, terreno neurobiológico oposto à predominância do sistema cérebro-espinhal no século XVIII * A cinestesia de Reil * Biran entre a introversão e a extroversão * Coalescência do sentido * A alienação baconiana, fuga para a frente no espaço exterior * A consciência romântica não se deixa reduzir à razão * Retorno do recalcado * Oposição polar dos dois sistemas nervosos * A mulher ganglionar * Oposição e compatibilidade antropológica dos sistemas na gênese das espécies e dos indivíduos * Ontogênese e filogênese * O domínio vegetativo engloba o inconsciente, o sono, os instintos * A predominância cérebro-espinhal não é a regra, mas a exceção * Rumo à antropologia contemporânea * Microcosmo e macrocosmo: luz e gravidade (Schelling) em relação com a polaridade dos sexos * Magnetismo animal e magnetismo cósmico * Sensibilidade telúrica * Lei do dia e paixão da noite * Voluntário e involuntário * A consciência intelectual é um coroamento * Os dois polos culturais: ordem emotiva e ordem discursiva; espaço vital e universo do discurso * A ordem ganglionar é a dimensão da encarnação * Carus: as funções orgânicas e a Psique * Ritmos orgânicos e pulsações cósmicas * Restaurar a sensibilidade cósmica * Burdach: o casal magnético andrógino * Hufeland: a simpatia como sentido de integração cósmica e comunitária, laço do Todo * A alienação intelectualista, consagração da Queda * Schubert: celebração da inteligibilidade noturna * A harmonia originária e sua disjunção * Os Ideólogos hostis à fascinação do obscuro: D. de Tracy * Capítulo V: A Medicina Romântica * Desconhecimento da medicina romântica germânica * Uma medicina da totalidade; o organismo em vez do sistema * O campo unitário da inteligibilidade segundo Michelet * O corpo e o espírito não dissociáveis * Filósofos e médicos; uma antropologia médica integrada ao Cosmos * Hahnemann e a homeopatia * A medicina é uma teoria e uma prática da encarnação * Ciência de síntese e síntese de ciências * A Faculdade de medicina na Universidade * França-Alemanha * De Kant a Schelling * A ciência do organismo, foco do saber global * Schelling contra Kant * Uma ciência geral da natureza orgânica * O organismo de Stahl e a irritabilidade de Haller * Estenia e astenia segundo John Brown * Novalis discípulo de Brown * Fisiologia matemática * A crítica de Brown * Schelling crítico de Brown, promotor de uma "medicina superior" a priori * Sensibilidade e irritabilidade * As influências em ação no organismo do mundo * Para uma reforma dos estudos médicos * Protótipo (Urbild) do organismo * A obra de Burdach: panspiritualismo do organismo universal e fisiologia do microcosmo * Ringseis contra o materialismo das Luzes * Medicina e revelação; o organismo como corpo místico * A ciência exata deve ceder passo à adivinhação * Terapêutica médica e cura da alma * O organismo não é um espaço galileano * Saúde edênica e degradação cósmica * Unidade ameaçada * Kieser: System des Tellurismus; polaridade do cerebral e do vegetativo * Medicina romântica da pessoa * Dignidade ontológica da doença como iniciação * Ausência de doença estritamente orgânica * Respeito pela forma humana * Medicina superior do futuro segundo Novalis * Médico-mago * Saúde e salvação, doença e pecado * Domínio do corpo: o homem deve ser seu próprio médico * Doença, escape ao controle * Taumaturgia: médico e doente não formam senão um * Morte como iniciação e cura * Positividade da morte como aliança com a natureza * Justinus Kerner * Inconsciente e magnetismo * Mesmer * Advento da psicoterapia * Papel da "imaginação" e da fé * Baader: o médico e o sacerdote * Cura e cuidado * Doença e pecado * A saúde é a transparência do corpo à alma * Ritter: a saúde perfeita seria a morte * A saúde como valor, risco ou regressão * O processo mórbido como organismo parasita * Luta com o anjo como prova de verdade, iniciação * Autoterapia * O doente faz sua doença e sua cura * O obstáculo pode ser um trampolim * Da patologia à "grande saúde" * Sublimação da doença * Claudel: os convidados à atenção * Nietzsche: pela doença rumo à razão * Antropologia e sociologia patológicas * Uma medicina das significações * A doença em primeira pessoa e em terceira * A doença como experiência metafísica * O contexto social e cultural da tísica ou da loucura * A época como gênero de vida e gênero de morte * Desafio patológico e adaptação vital * Modelos românticos da doença * Estilo romântico da doença, do amor ou do dinheiro * A significação não é a manteiga sobre a torrada * Ciência positiva e mitologia da doença * Há sempre curandeiros * A morte de Byron, ciência e mito * A medicina da pessoa sublinha o fato primordial da encarnação * O doente faz sua doença * Exemplo do magnetismo animal * Mesmer * O fluido magnético e a dualidade matéria-espírito * Influências cósmicas e parapsicologia * O romantismo abriu as portas do inconsciente * Carus: a realidade humana entre o supraconsciente e o infraconsciente * O reino do involuntário * Conflitos, psicossomática * Parasitismo, dissociações * A alienação mental não é um absurdo * Advento da psicopatologia * O doente mental como sujeito * Ausência de romantismo médico na França * O médico de aldeia segundo Balzac * Funerais de Broussais * O caso Koreff * Napoleão contra a medicina científica * Os oráculos da medicina moderna vistos por Balzac * Traços de romantismo médico nos sansimonianos e fourieristas * Ravaisson e a medicina * Terceira Parte: Homo Romanticus * Capítulo Primeiro: Verdade em Condição Humana * A Krisis de Husserl (1935) e a revolução não galileana * O Romantismo ou o fim das ilusões * Torre Eiffel, torre de Babel * Falência das Luzes, falência do progresso * O homem romântico e o lado ruim da história * O homem das Luzes conhece o sentido da marcha; ele deixa a história acontecer * O homem romântico, em ruptura de conformidade, pede o impossível * Uma antropologia reacional * Pessoa deslocada no mundo revolucionário ou na civilização industrial de massa * À procura de um novo contrato de estabelecimento * Contato perdido com a alma do mundo * Ausência de felicidade no atacado * Princípio da razão insuficiente * Não transparência da consciência * Salvar o sentido da vida pessoal * O romântico sabe que morre * A liberdade é centrar-se em si mesmo * O paraíso da "Dame Tartine" (conforto burguês) e os romantismos desviados * Gozo e metafísica * A condição humana ou a não integralidade da verdade * A verdade não faz círculo em torno do sujeito pensante * Excentricidade do sentido * Habitante dos confins do Ser * O sentido além das grades, consciência aberta * Uma verdade no feminino; destino e coração * A acusação de irracionalismo relativizada * Pensamento negativo não é niilismo * Nietzsche, Dostoiévski e a ausência de sentido * Esquecimento e restauração do Ser * O dançarino de corda sobre o Ungrund * Mas ausência de isolamento radical * Eu, Tu, Nós no seio de uma inteligibilidade organicista, fundamento de uma inteligibilidade existencial * Josué contra o Cibernantropo, uma terapêutica de choque * A verdade do homem não é a verdade de Deus * A força de gravitação espiritual crava no solo o vivente humano no seio da materna totalidade do mundo * A condição humana é o ponto de engendramento da verdade * Goethe: o homem é o mais importante dos aparelhos de medida; muitas coisas são verdadeiras que não se deixam contar * O princípio de analogia * Herder: toda verdade refere-se à analogia humana * Novalis: o mundo do homem é mantido pelo homem * Saint-Martin: explicar as coisas pelo homem * Todas as ciências são ciências do homem * Novo humanismo * Capítulo II: Imaginação — Magia * O romantismo, reconquista da liberdade * Redescoberta da imaginação criadora * Tradição da imaginação-magia: Paracelso, Boehme * Encarnação das potências plásticas da alma * Confins do sonho * Keats: santa verdade da imaginação * O sonho de Adão * As visões de Blake; o mundo da eternidade * Coleridge, neoplatonismo e Naturphilosophie * Bildungskraft e Einbildungskraft, Phantasie, Baader * Imaginatio, Procreatio, Generatio, Visio * Um monismo da encarnação no rastro da evolução criadora * Jean-Paul: a magia natural da imaginação suscita uma arte poética; a imaginação batedora de ouro * O universo imaginário de Gérard de Nerval; elogio da loucura; o que se inventa é verdadeiro * Prioridade do sonho segundo Hugo * Baudelaire: o governo da imaginação na dinâmica espiritual * Kosmetische Kraft (Jean-Paul) * Maurice de Guérin: a imaginação corresponde à potência motriz da vida pessoal em seu estabelecimento cósmico; sístole e diástole * O sentido da terra * Novalis contra os compartimentos da psicologia; a imaginação, sentido maravilhoso; a natureza petrificada por encanto * A física é a doutrina da imaginação; alquimia do sentido * André Breton: a imagem é o que tende a tornar-se real * Surrealismo e romantismo * O idealismo mágico, segundo Novalis, derivado do idealismo primeiro de Deus * Manipulação das significações, transmutações * Toda experiência é magia * Maravilhoso e fantástico * O Märchen, antropologia e cosmologia * Visão e profecia, presença no mundo * Nossa história santa é um Märchen * A fantástica * Sonhos noturnos e sonhos acordados no romantismo * Reconquista do sentido * Frédéric Schlegel: a nova religião deve ser magia; mas o criador humano permanece criador no seio de um espaço de presença * A existência humana em transição no rastro de uma filosofia da vida * Schelling: a filosofia da identidade, espírito e natureza * O Urphänomen da vida associa consciente e inconsciente * Frédéric Schlegel: o Curso de 1828 * Filosofia da vida e filosofia divina, ciência da ciência * A árvore da vida contra a tentação fisicalista * Pressuposto comum do romantismo * A abordagem romântica da vida tem o privilégio da humildade * Um pensamento em condição humana * Dilthey: Kulturphilosoph e filósofo da vida * Elucidação da experiência vivida, Erlebnis, a ideia de Weltanschauung * A tradição da filosofia da vida, dos fenomenólogos a Bergson * O homem romântico não está morto