====== 6 O surgimento das ciências humanas no Século das Luzes ====== //GUSDORF, Georges. Les sciences humaines et la pensée occidentale. 14 volumes. Paris: Payot, 1966–1988. Tomo VI: L'avènement des sciences humaines au siècle des Lumières (1973)// * Primeira parte: A psicologia * 1.1. O advento do termo * O aparecimento da palavra psicologia nas línguas europeias no século XVIII atesta que a consciência se torna o domínio próprio de uma verdade autônoma * A influência de Christian Wolff * A ciência do homem segundo Hume * Uma nova topologia filosófica * A Psicologia empírica (1732) e a Psicologia racional (1734), de Wolff * Difusão europeia do pensamento wolffiano * O Ensaio de psicologia (1754), de Charles Bonnet * As Observações sobre o homem (1749), de David Hartley * A ideia de uma psicometria em Wolff e o psicômetro de Bonnet * A mensuração em psicologia, de Kant a Herbart * 1.2. A especificidade da psicologia * Locke: o Ensaio sobre o entendimento humano (1690) inaugura a «física experimental da alma», segundo d'Alembert * A consciência humana como espaço unitário libertado do domínio metafísico * Locke elimina os resíduos da ontologia * Hume e a naturalização da realidade humana: um newtonianismo do espaço mental * A psicologia de Condillac desenvolve um positivismo intelectualista segundo o modelo da física * O fisicalismo psicológico ou a tentação do psicomecanicismo * A psicologia autônoma rejeita a mitologia orgânica e pratica um imaterialismo metodológico * O fenomenismo de Hume, Condillac e Charles Bonnet * A relação entre pensamento e extensão permanece ininteligível * O monismo materialista rejeita a disjunção * O homem-máquina, de Descartes a La Mettrie * A consciência como propriedade da natureza viva * Irritabilidade e sensibilidade na fisiologia de Haller * A psicologia como parte da história natural dos corpos animados * Radicalismo materialista e utilitarismo social em Helvétius * A psicologia aplicada assegurará a programação da humanidade futura * A crítica de Helvétius por Diderot evidencia a permanência da distância entre o psíquico e o orgânico * A psicofisiologia newtoniana de David Hartley * A doutrina das vibrações manifesta a dificuldade de manter a neutralidade fenomenológica * O monismo espiritualista de Bonnet e os primórdios da neurofisiologia * 1.3. A inteligibilidade psicológica * A inteligibilidade do espaço interior imita a do mundo exterior * Locke formula o princípio da associação de ideias como chave de uma nova racionalidade * Hume: os princípios da associação como equivalentes internos da atração * A ciência do homem como antropologia cultural * O associacionismo combina acidentes sem substância * O newtonianismo mental de Hume dissolve a existência individual * A escola escocesa em busca de um fundamento da unidade do psiquismo * Francis Hutcheson (1694-1747): as regulações sociais e a ciência moral * Inconsistência ou consistência da consciência * Thomas Reid (1710-1796): a certeza moral em auxílio da certeza especulativa * O senso comum como revelação natural dos valores constitutivos da realidade humana * Condillac, analista dos procedimentos do pensamento, radicaliza o projeto de Locke * A odisseia da consciência que chega a si mesma ao chegar ao mundo * Da teoria da sensação a uma teoria das ideias reduzida a uma teoria da linguagem * A ordem das palavras e a ordem das coisas * A análise condillaciana como axiomatização do universo do discurso * Uma psicologia sem psiquismo, ou melhor, uma ideologia * A psicologia de Wolff procura conciliar experiência e razão * Psicologia empírica e psicologia racional * Autonomia funcional do domínio mental: rumo a uma álgebra da consciência * Predominância do espírito dedutivo * 1.4. A psicologia concreta * A objeção de consciência ao totalitarismo intelectualista * Uma psicologia sem ponto de vista, desencarnada * Locke e Hume não possuem certeza da existência pessoal * A inconsistência do eu * O sujeito algébrico e o eu transcendental não correspondem ao eu da psicologia concreta * Uma psicologia unidimensional * A antropologia não reducionista de Montaigne * Lichtenberg e a primeira pessoa: sentimentos e sonhos * Necessidade de ampliar o campo psicológico * Hamann e o sentido da individualidade * Uma outra psicologia * A iluminação de Jean Paul * O caráter inato da consciência de si * A prioridade do sentido interno segundo o abade de Lignac * A alma sensitiva segundo d'Alembert * A consciência dos valores é irredutível à consciência perceptiva * A tradição dos moralistas e as Características de Shaftesbury (1711) * A psicologia concreta na Alemanha * As «experiências metafísicas» preconizadas por Maupertuis * Baumgarten: Aesthetica (1750-1758) * Rumo a uma psicologia experimental (Erfahrungsseelenlehre) * Karl Philipp Moritz: os graus da consciência * A psicologia popular (Popularpsychologie) e as revistas * A literatura romanesca como exploração do mundo moral e descoberta do homo humanus * 1.5. Conclusão * A História da psicologia, de F. A. Carus (1808), como balanço de um século e consagração do advento da psicologia * Um programa de psicologia em Estrasburgo em 1792 * Conhecimento psicológico e literatura da individualidade * Segunda parte: A pedagogia * 2.1. Os pressupostos da pedagogia iluminista * Renovação da pedagogia e transformações da cultura * Da enkýklios paideía ao colégio jesuíta * O questionamento da pedagogia das humanidades clássicas no século XVIII * Antigos e modernos no século da educação (Erziehungsjahrhundert) * Reforma ou revolução, segundo Kant? * A educação é reconhecida como de utilidade pública * O a priori cristão e o a priori racionalista na pedagogia clássica * Predestinação teológica e predestinação social * O liberalismo de Locke elimina as predestinações e afirma a onipotência da educação * O pelagianismo pedagógico do século XVIII utiliza o conhecimento dos mecanismos mentais e os princípios da associação de ideias * A pedagogia como epistemologia genética aplicada * A esperança pedagógica em Mirabeau, Diderot e Frederico II * O despotismo esclarecido como pedagogia régia * 2.2. Os fins da educação * A educação como geração do homem pelo homem * As origens do ensino e a clericalização do conhecimento * A conjuntura pedagógica: a cultura é reservada a uma minoria da minoria * A ideia de educação nacional em La Chalotais (1763) * O poder civil tende a reivindicar a nacionalização e a secularização do ensino * O modelo pedagógico do classicismo: a formação do homem do mundo * A crítica da educação colegial por d'Alembert, La Chalotais e Diderot * Os novos valores utilitários e filantrópicos * O jesuíta como homem a combater * A instrução pública e os mitos cívicos * O patriotismo, do Telêmaco ao Emílio * A esperança cosmopolita substitui a esperança cristã * Herder: a Alemanha e a humanidade * O filantropinismo de Basedow * Kant: revolução pedagógica e filosofia da história * Schiller: o ideal da humanidade * O civismo de Rousseau reage contra a ideologia universalista * O Emílio e o Contrato social * A distância entre teoria e realidade * A ideia de igualdade perante a educação em Diderot e seus limites * A educação nacional de La Chalotais permanece uma educação de classe * A reforma educacional como utopia em voga * As teses dos radicais franceses: Helvétius e d'Holbach * O totalitarismo pedagógico da Etocracia * Do otimismo pedagógico às iniciativas da Revolução Francesa * 2.3. Programas e métodos * O domínio do latim e o modelo das humanidades clássicas * Uma pedagogia do imobilismo * O colégio como cidadela da latinidade * Eloquentia e oratio no sistema jesuíta e em Rollin * A língua nacional relegada a um espaço mínimo * A situação na França: predominância das belas-letras * O conhecimento científico conquista lentamente seu lugar na pedagogia * Os modernos reivindicam o ensino do francês: La Chalotais, d'Alembert e Diderot * O grego reservado aos eruditos * As línguas vivas como línguas de cultura: La Bruyère, Locke e Diderot * Conhecimento das palavras e conhecimento das coisas: Locke, Diderot e Rousseau * A lição de coisas e o estudo do meio * O lugar do espírito científico na educação * História natural e iniciação tecnológica: a Enciclopédia * Rumo a um empirismo da matéria: os trabalhos manuais * Uma nova relação com o mundo * Robinson Crusoé como evangelho pedagógico em Rousseau * Instrução e educação * Revolução antropológica e transformação pedagógica * Compreender o homem a partir da criança, e não a criança a partir do homem * A pedagogia orientada pela epistemologia genética * Prioridade dos sentidos sobre o espírito * A formação corporal como pedagogia do ser encarnado * A ética da robustez e a cultura do corpo * A pedagogia genética de Condillac e Rousseau * Uma psicogênese sensorial e afetiva: sensibilidade e inteligência * Basedow, discípulo de Rousseau e pioneiro de uma pedagogia global e gradual * Pestalozzi * 2.4. Da utopia à realidade * A. O Estado e o ensino * A educação ainda não constitui um serviço público * Da anarquia pedagógica à educação nacional * O «Conselho de Educação» segundo Basedow * Turgot reivindica um «Conselho da Instrução Nacional» * A expulsão dos jesuítas na França como oportunidade perdida * A situação na Alemanha desde a ordenança escolar do duque de Saxe-Coburgo (1642), inspirada por Ratichius * O regulamento escolar de Frederico II (1763): ensino primário universal e obrigatório * O Oberschulkollegium (1787) * Na Áustria, José II organiza um ensino pelo Estado e para o Estado * B. As realizações: o ensino secundário * O ensino elementar permanece pouco conhecido em sua extensão às massas, enquanto o ensino secundário é muito mais documentado * As insuficiências pedagógicas do colégio * O tradicionalismo escolástico da filosofia * A ausência de formação científica * O Iluminismo permanece excluído dos colégios franceses até a Revolução * A expulsão dos jesuítas apenas agrava o problema * Da Academia Real de Richelieu à Escola Militar de Luís XV: um exemplo singular de modernidade pedagógica * Estagnação do ensino secundário na Inglaterra após a efervescência do século XVII * O desenvolvimento alemão, da Ritterakademie à Realschule, inspirado pelo pietismo * A Gründliche Anleitung, de Tschirnhaus (1687) * O pietismo incorpora o realismo utilitário da Aufklärung * A obra pedagógica de A. H. Francke * O testemunho de Nicolai * Julius Hecker como organizador da Realschule * Basedow: o Philanthropinum de Dessau (1774) * C. O ensino superior: as universidades * A invenção da universidade como conquista fundamental da cultura ocidental * Grandeza e decadência do Studium medieval * A universidade não constitui uma estrutura receptiva à cultura moderna * A razão de Igreja contra a razão * Reforma e Contrarreforma * As universidades pós-tridentinas * O papel dos jesuítas na reconquista universitária e na decadência das universidades católicas * A exceção de Pádua * O destino do ensino superior na França * A monarquia patrocina um setor paralelo de estudos superiores * Colégio de França, Jardim do Rei e grandes escolas técnicas * A ausência das universidades na cultura francesa do Iluminismo * As duas Europas culturais, católica e protestante, segundo Diderot * O caso da Universidade de Leiden * As universidades alemãs após a Reforma * Melanchthon * A presença da teologia * Libertas philosophandi * Oxford e Cambridge como centros de iniciativa cultural na Inglaterra moderna * Virtuosi e platônicos * O liberalismo europeu e a harmonia entre saber e fé * O declínio das universidades britânicas no século XVIII * Os testemunhos de Adam Smith e Gibbon * O desenvolvimento das universidades escocesas: o Iluminismo escocês (Scottish Enlightenment) e a escola escocesa * As universidades alemãs * A criação da Universidade de Halle (1694): Christian Thomasius e A. H. Francke * Pietismo e Aufklärung * Os mestres de Halle * A fundação da Universidade de Göttingen (1734), centro internacional da Europa iluminista * Göttingen como universidade estatal que pratica a liberdade de ensinar e aprender (Lehr- und Lernfreiheit) * Estudos clássicos, história, estatística e ciências políticas * Estrasburgo como universidade de fronteira e encruzilhada cultural * Terceira parte: Linguística e filologia * A importância da linguística no folclore epistemológico contemporâneo * A suposta linguística cartesiana * A história da gramática contra os mitos * A linguagem como encruzilhada epistemológica do século XVIII * 3.1. Pressupostos da linguística: modernos e antigos * Línguas antigas e línguas vulgares desde o Renascimento * Problemas suscitados pela divergência dos idiomas: fatos e valores * A primazia da latinidade impõe-se até mesmo aos teóricos das línguas modernas, fornecendo-lhes o tipo ideal da doutrina gramatical * O patrimônio das humanidades e o exemplarismo clássico * A querela dos Antigos e dos Modernos como conflito cultural europeu (Kulturkampf) * A complexidade intrínseca da ideia de progresso * O progresso científico e técnico possui apenas importância secundária * Do Século de Luís, o Grande, à Enciclopédia * Os limites da modernidade linguística em Diderot * As línguas antigas permanecem metalinguagens na época do «retorno à Antiguidade» * A cultura antiga sobreposta à percepção do presente * Os revolucionários franceses fascinados pela história antiga * Os universos do discurso como ordens de valores * 3.2. A filologia clássica até a revolução homérica * A linguística moderna como democracia igualitária fundada na neutralização da fala * Seus esquemas enfrentam a resistência dos idiomas como inconscientes coletivos * A experiência francesa da Academia, fundada para submeter a língua à razão * O fracasso do dogmatismo diante da vida das línguas vivas * A filologia clássica ou o paraíso artificial das humanidades * O exotismo antigo, revisto e corrigido para uso escolar, enfrenta a contestação da ciência dos filólogos eruditos * A querela da erudição: La Bruyère e o numismata ridículo * Perrault e Boileau * A lenda dourada do classicismo e os desmascaradores de santos * A compreensão dos textos exige um mínimo de filologia * O Tratado dos estudos, de Rollin: boa e má erudição * De Brosses e o deserto francês da filologia * D'Alembert como defensor da filologia * Bourreau-Deslandes: o gosto contra a erudição * Bayle e Gibbon * A revelação natural das humanidades comparável à revelação histórica da Bíblia * Da Pequena Academia à Academia Real das Inscrições e Belas-Letras: um senado francês da erudição * A contraofensiva de Nicolas Fréret * A Antiguidade explicada, de Montfaucon * A Coletânea de antiguidades, do conde de Caylus * O abade Barthélemy e a Viagem do jovem Anacársis * Da grecomania ao helenismo * Os estudos clássicos nas universidades europeias * Filologia clássica e filologia bíblica * A obra de Bentley * O florescimento da filologia na Alemanha * O surgimento do professor e do seminário de filologia, em substituição ao antigo polímata e à polimatia * Gesner, Ernesti e Heyne * Friedrich August Wolf: a Encyclopaedia philologica como saber interdisciplinar * Os Prolegomena ad Homerum (1795) e o ateísmo homérico * Os precursores: d'Aubignac e d'Ansse de Villoison * A história dos textos homéricos segundo Wolf e o fim do mito das Belas-Letras * O contexto cultural da renovação da leitura de Homero * Vico e o retorno às origens * Os selvagens * As antiguidades nórdicas: Ossian * Herder * Relativização e democratização da filologia * 3.3. A filologia comparada e a unidade cultural da humanidade * O espaço-tempo de Voltaire em oposição ao de Bossuet * A cultura clássica limitada às margens do Mediterrâneo * A herança clássica e sua integração ao eixo judaico-cristão da história universal * Moisés e os egípcios * Alexandre e a nova fronteira entre Oriente e Ocidente * O sincretismo helenístico como primeira filologia comparada * O monoteísmo filológico da cultura clássica * As grandes descobertas transformam a configuração do globo intelectual (globus intellectualis) * A busca dos filhos de Noé e as novas mitologias culturais * O domínio egípcio, da egiptomania à egiptologia * Bossuet e as fontes do Nilo * Monogenismo cultural e busca do berço das tradições * O fascínio pelos hieróglifos e sua decifração * O Oedipus Aegyptiacus, de Athanasius Kircher, e a obsessão por uma escrita total * Warburton e os precursores de Champollion * A miragem chinesa * Missionários portugueses e jesuítas em Pequim * Confúcio e o Iluminismo * A controvérsia dos ritos chineses e o universalismo deísta * A teologia eterna de Leibniz ilustrada por Confúcio * O modelo chinês: Malebranche, Christian Wolff e Voltaire * O rito chinês na filosofia * Cosmopolitismo e politeísmo dos valores * O domínio indiano na cultura universal desde a abertura da rota do Cabo pelos portugueses * Os missionários cristãos começam a decifrar as realidades indígenas segundo seus pressupostos culturais e religiosos * As limitações intelectuais do humanismo europeu * Desconhecimento recíproco * O pressentimento das afinidades indo-europeias desde o século XVI: Sassetti e Nobili * As primeiras abordagens do sânscrito * As intuições de Huet e William Temple * Os trabalhos filológicos dos missionários * A passagem da pré-história à história da filologia comparada anuncia-se já no século XVIII * O advento do «orientalismo» positivo enfrenta a resistência do egocentrismo europeu * Rumo à generalização do humanismo * A pluralidade dos mundos culturais e os primórdios do orientalismo, de Bernier e Chardin a d'Herbelot * De Brosses e o sânscrito * Voltaire e a cultura indiana * Os brâmanes como nação primitiva * Raynal e o novo horizonte da cultura * A linguística histórica de Monboddo * O nascimento do indianismo: Anquetil-Duperron * As primeiras traduções das Upanishads * O início do estudo do sânscrito por volta de 1780 * O papel de Warren Hastings * A Sociedade Asiática de Calcutá (1784) * De William Jones a Friedrich Schlegel * 3.4. A gramática geral e o universo do discurso * Linguística e filologia * A ciência dos fatos linguísticos emancipa-se tardiamente dos preconceitos sobre o valor das línguas * O questionamento do monopólio cultural das humanidades clássicas implica uma transformação metafísica * A passagem do mythos ao logos respeita a consistência ontológica do universo do discurso * O colapso da ontologia clássica como condição de possibilidade de uma linguística * Locke: filosofar é saber o que significa falar * Crítica do conhecimento e crítica da linguagem * Utilitarismo e pragmatismo linguísticos * Correção do discurso e higiene das ideias * Um projeto de enciclopédia * A redução do céu das ideias ao domínio das coisas * Modelo empírico e modelo matemático em linguística * O newtonianismo linguístico de Beauzée * Em busca da racionalidade imanente à expressão verbal * A gramática exerce o direito de retomada do pensamento sobre o discurso, fundado no pressuposto de uma inteligibilidade radical * O desvelamento de um inconsciente gramatical como revelação natural da ordem linguística * Deísmo e gramática geral * A gramática geral, racional ou filosófica, como ciência fundamentada dos princípios puros e imutáveis da linguagem segundo Diderot * A gramática geral como teoria preliminar às línguas positivas * Condillac: a gramática como método analítico * A gramática remete a um esquema ideal do funcionamento do espírito * Um pensamento anterior à letra, segundo Du Marsais * No caminho da linguística à filosofia, a análise decompõe as articulações do pensamento * Uma lógica imanente ao discurso como forma universal do pensamento * Espaço mental e espaço físico: desmontagens e remontagens * O fisicalismo de Condillac * A linguagem dos cálculos como metalinguagem * Da gramática de Condillac à Ideologia de Destutt de Tracy * 3.5. Crítica da gramática geral * A. As dificuldades da ordem natural * A gramática geral é o direito ou o avesso da linguística? * A linguística nasce de uma neutralização da filologia * A gramática latina como primeira metagramática * A Gramática de Port-Royal canoniza a língua francesa * A gramática geral como fenômeno francês * O galicanismo gramatical como imperialismo racional * O pressuposto da ordem natural * Partes do discurso e figuras de retórica * Beauzée: línguas análogas e línguas transpositivas * Construção analítica e construção usual * Por que a ordem natural não se impõe sempre e em toda parte? * Construção simples e construção figurada segundo Beauzée * A linguística da razão pura desmentida pelos fatos * Desvio patético e correções eufônicas: o retorno da psicologia * Du Marsais: os tropos ou a patologia do discurso * A redução da desordem à ordem * Os tropos como contrapeso à gramática geral * O desvio do discurso ou o discurso do desvio * Universo do discurso e universo humano * B. A distância entre o uso e a razão * Teoria e prática da língua * Voltaire e a história da língua francesa * Grandeza e decadência dos idiomas * A perfeição do francês segundo Diderot * A obra da Academia Francesa para a normalização e codificação da língua desde Richelieu * Uso da autoridade e autoridade do uso em matéria linguística * O bom uso segundo Vaugelas * As edições do Dicionário e o problema das atividades da Academia no século XVIII * O fracasso do dogmatismo gramatical * A resistência da linguística do uso, fundada no direito histórico, à linguística do direito natural: Turgot * A linguagem não é apenas uma razão falante * A especificidade do domínio humano, com suas intenções e significações * Lichtenberg: as sedimentações linguísticas * Da utopia da metalinguagem à linguística histórica e comparada * 3.6. A linguística genética e a língua primitiva * Por que a metalinguagem da ordem natural não constitui a primeira língua humana, a língua primitiva? * O equívoco do conceito de natureza * O procedimento da epistemologia genética deve esclarecer como a gramática surgiu para o homem * D'Alembert: as línguas nascidas da necessidade * Teoria dos signos e teoria das ideias * Turgot: estudar a gênese da função linguística * Pensamento e realidade * O estudo das línguas como a melhor das lógicas ou como metafísica experimental * A etimologia como filosofia da história das línguas * As pesquisas sobre a origem das línguas * Maupertuis: por um empirismo linguístico e pela investigação dos primórdios da função linguística * A arqueologia mental de Condillac e a parábola dos filhos do Dilúvio * Um método utópico para a reconstrução de uma linguagem absoluta * Pré-história da linguagem verbal: a linguagem de ação e as primeiras fases da inteligibilidade discursiva * Da linguagem de ação à linguagem verbal: a rede dos signos * Gênese da gramática racional * Clima e gênio das línguas * Os limites do método de Condillac * O tratado do presidente De Brosses sobre a formação mecânica das línguas procura revelar um vocabulário originário e universal * O papel dos condicionamentos fonéticos da função linguística * A análise física da fala desde o século XVII: Cordemoy, Mersenne e Vaucanson * As simulações mecanicistas do homem falante * O vocabulário universal do presidente De Brosses * A onomatopeia assegura a passagem da natureza à cultura * A língua das raízes originárias * A obra linguística de Turgot * O monoteísmo linguístico do abade Pluche * A história natural da fala segundo Court de Gébelin * A língua primitiva como simbólica universal * Linguística e mística * A crítica da língua primitiva em Voltaire: poligenismo e pluralismo linguístico * A linguística intelectualista rejeita o que há de humano no ser humano * A especificidade da ordem emocional e as origens da estética * Du Bos: a linguagem do coração * Baumgarten e Henry Home * A origem das línguas segundo Rousseau * A linguagem dos músicos e poetas possui prioridade sobre a dos geômetras * Uma linguística antifilosófica * Herder: rumo a uma antropologia da fala pela qual o homem vem ao mundo * 3.7. A pré-história da linguística histórica e comparada * As resistências da diversidade empírica das línguas * James Burnet: Da origem e do progresso da linguagem (1773-1792) * Uma soma de fatos em processo de organização * A aproximação entre linguística e etnologia * A linguística histórica no século XVIII e o interesse pelas origens * A língua como memória coletiva * A importância dos dados linguísticos para o historiador: Schlözer * Os marcos linguísticos fornecem documentos essenciais para os períodos obscuros da história * O comparatismo linguístico e os Mithridates como herbários do vocabulário universal * A coleta de dados linguísticos no Império Russo desde Pedro I * A enciclopédia linguística de Catarina II * As coletâneas de Pallas e Hervás * O Mithridates, de J. C. Adelung (1806-1817), marca o fim da Idade Média linguística * As sugestões de C. J. Kraus (1787) anunciam novos tempos * Quarta parte: O conhecimento histórico * Insuficiências e lacunas da história da historiografia * O interesse pela filosofia da história faz esquecer a historiografia militante * A incerteza dos limites entre filosofia da história e historiografia * Voltaire e Bourges * A importância da literatura histórica na época do Iluminismo * Os dados quantitativos atestam a importância crescente do interesse pela história * O exemplo da Enciclopédia * A curiosidade histórica evidencia uma nova inserção do homem no universo * 4.1. A mito-história da razão * Voltaire: A filosofia da história (1765) * A inteligibilidade do domínio histórico como conquista do século XVIII * Os fenômenos humanos resistem à racionalidade por mais tempo do que os fenômenos físicos * Da mito-história cristã à mito-história da razão * A metafísica do direito natural propõe uma determinação do domínio humano em sua especificidade * A Renascença descobre a dimensão cultural da ordem social * O conflito entre a variável histórica e a ordem racional * A história universal segundo o eixo judaico-cristão da história da salvação * A ingenuidade de Bossuet desmentida desde o século XVI * A Reforma e a inteligência histórica: a verdade conquista-se ou perde-se no tempo * O tempo como pátria originária da verdade humana * A busca do sentido da marcha da humanidade despreza a longa paciência da erudição * A ampliação do projeto histórico em Voltaire * História dos homens e história dos acontecimentos * História do espírito humano * D'Alembert * Fontenelle: história da razão * O precedente leibniziano * A inteligibilidade radical da história segundo Christian Wolff * O governo divino na história da humanidade * Princípio de continuidade e princípio de razão suficiente * Harmonia preestabelecida * A atuação desses princípios na historiografia alemã * Mecanismo e finalidade conjugam-se no conhecimento histórico * O afastamento de Deus respeita a autonomia do domínio histórico, assim como a do domínio físico * Da escatologia de ruptura à ideia de realização gradual * A ideia de progresso * A inspiração leibniziano-wolffiana e o deísmo * Da físico-teologia à histórico-teologia * A meta-história de Voltaire em oposição à de Bossuet * Fontenelle: a história não é uma ciência * O cálculo das probabilidades revela uma racionalidade imanente às estatísticas * A filosofia da história de J. D. Weguelin reconcilia empirismo e racionalidade sob a inspiração conjunta de Leibniz e Newton * Esquemas para uma estática e uma dinâmica sociais * A redução do elemento histórico a leis realiza-se apenas segundo uma ordem retórica * Rumo à sociologia e à política * A antropologia histórica de Hume * A natureza humana imutável como sujeito da história * Voltaire: historiografia da razão universal, encoberta pelas diferenciações do clima e dos costumes * A história trabalha para o progresso * Hume, hostil a todo dogmatismo, aprecia as variedades da experiência histórica, mas também professa preconceitos ético-culturais * Bolingbroke: Cartas sobre o estudo da história * A história como mestra de humanidade e tolerância * A utilidade da história segundo Voltaire * A história como antropodiceia e disciplina auxiliar da ação moral e política * «Espírito do tempo», «maneira de pensar» e Weltanschauung * Da história dos acontecimentos a uma história social e cultural * Defesa e valorização dos valores burgueses * Mably: esperança deísta de uma ordem natural originária, apesar dos erros e infortúnios dos tempos * Uma epistemologia genética da civilização * Pascal: futuro da ciência ou história da salvação * Transposição da Cidade de Deus em ideal cosmopolita * Fontenelle define a mito-história da razão segundo o eixo do conhecimento * O progresso do Iluminismo como explicitação de um dado originário * A contradição entre esse progresso, o imobilismo da natureza humana e o eterno retorno das mesmas possibilidades * As irregularidades compensam-se e a humanidade pode progredir mesmo que os indivíduos não melhorem * Kant: a história do ponto de vista cosmopolita * A astúcia da razão converte o pessimismo relativo ao indivíduo em otimismo relativo à humanidade * A fé na razão inspira uma meta-história que corrige, em segunda leitura, as irregularidades da história empírica * O tema do fim da história * Uma historiografia engajada, por vezes desprovida de sentido histórico * Os limites da historiografia de Voltaire * O desconhecimento da Idade Média * A extrapolação abusiva das evidências ocidentais * Voltaire e o Oriente * A crítica de Grimm * O passado não deve ser remodelado em função do presente * O pseudouniversalismo do Iluminismo * Voltaire e Loyola * As tentações da zombaria e o fanatismo da razão universal * A história submetida à razão torna-se filosofia aplicada * A aliança entre história e verdade realiza uma legitimação do tempo * A história da humanidade como perspectiva panorâmica do devir humano * A história conjectural como filosofia da história convertida em história filosófica * Turgot e a história do gênero humano * O progresso linear e suas intermitências * Voltaire: séculos de ouro e fases de eclipse * A doutrina do progresso relativiza as fases anteriores * Cada época existe por si mesma * Diacronia e sincronia na inteligibilidade histórica * O eterno retorno das formas da cultura * As teorias cíclicas * Vico como analista das culturas nas quais se explicita a realidade humana * Os ricorsi como princípio de uma enciclopédia das ciências humanas e de uma ciência comparada das civilizações * A análise de Montesquieu formaliza o domínio das instituições humanas * Os diversos sistemas de governo esboçam uma tipologia das culturas e uma sociologia do conhecimento * Cada época cultural define o eterno presente da humanidade * Progresso, decadência e recorrência * O desgaste dos valores e das culturas * Uma outra filosofia da história: Herder * 4.2. A historiografia no século XVIII * As modalidades de exercício da profissão de historiador dependem das instituições materiais e morais * A história no âmbito do sistema universitário moderno e das sociedades eruditas * Ensino e pesquisa * O professor como erudito e divulgador * A. O domínio francês * Ausência de ensino de história e de professores de história na França, exceto alguns preceptores ad usum Delphini * O caráter a-histórico das humanidades clássicas * Os antigos, mestres dos colégios, impõem uma história estetizante e moralizante * Os modernos reivindicam uma história utilitária, empírica e pragmática * O preconceito persistente contra os conhecimentos de memória: Malebranche e Lenglet du Fresnoy * A história pueril e honesta como mestra da vida por meio dos exemplos * O colégio ensina apenas história sagrada e história da Antiguidade clássica * Rollin e Mably limitam-se a uma retórica moralizante * A história da França não integra os programas escolares * Os inovadores reivindicam a reabilitação pedagógica da história * Os enciclopedistas: Paris de Meyzieu e d'Alembert * Por um estudo positivo das experiências do passado * Diderot: começar pela história nacional * A imoralidade da história segundo Sébastien Mercier * Sentido e ausência de sentido da história segundo Rousseau * Montesquieu: uma teoria racional da inteligibilidade histórica * A ciência histórica distinguida da história dos pedagogos * Os melhores historiadores franceses são amadores e independentes * O caso de Saint-Simon, analista perspicaz da comédia humana * História e política * O projeto francês de uma academia de história * Da divulgação à ciência * A superficialidade de Voltaire como historiador * A história erudita na Academia de Inscrições e Belas-Letras, senado da erudição francesa * As pesquisas e os trabalhos de Nicolas Fréret * As origens dos estudos medievais na mito-história política e social da França * Boulainvilliers, Du Bos e Fréret e as origens francesas * A tradição da erudição, dos mauristas aos acadêmicos * Lacurne de Sainte-Palaye e a reabilitação da Idade Média * A história na Universidade de Estrasburgo: J. D. Schœpflin * B. O domínio germânico * A historiografia científica moderna foi criada pelos mestres das universidades alemãs * Renascimento e Reforma conferem uma nova dignidade ao tempo humano da história * A história importa à verdade * A história como disciplina de ensino na Alemanha * Melanchthon: história bíblica da salvação e história profana * A ampliação do horizonte histórico e as dificuldades da cronologia bíblica * Os cálculos cronológicos de Newton * A história do cristianismo não consegue abranger toda a história universal * Origens chinesas e origens americanas * A história universal segundo Georg Horn distingue história eclesiástica e história política profana * O recuo da mitologia e da teologia * Rumo a uma inteligibilidade positiva da historiografia * História universal e deísmo * História dos professores e história dos eruditos ou especialistas * Os problemas próprios do Sacro Império * Leibniz como historiador e arquivista da Alemanha * Sociedades eruditas e academias * O trabalho histórico na Universidade de Göttingen como centro de uma nova inteligibilidade interdisciplinar de predominância histórica * História universal, história do conhecimento e das instituições * A obra de Gatterer * A obra e as atividades de Schlözer * Em Göttingen, a história como ciência do homem reivindica a totalidade do espaço geográfico * A história transforma-se em história das culturas da humanidade * Christoph Meiners: história das civilizações e história das religiões * J. M. Chladni: a primeira teoria do conhecimento histórico * O declínio da historiografia da Aufklärung e as aproximações ao romantismo e ao historicismo * Herder * Justus Möser, historiador de Osnabrück * A razão histórica contra a razão raciocinante * Rumo a um novo sentido da historicidade * C. O domínio britânico * O conhecimento histórico encontra lugar nas universidades inglesas desde o século XVII * A «revolução histórica» (1580-1640) * As apologéticas religiosas e políticas opostas recorrem a argumentações históricas * A história condiciona o exercício dos direitos reais * O direito consuetudinário (common law) e a antiga constituição da Inglaterra * O passado sustenta o presente * A inspiração baconiana: história natural e história civil * A historiografia fornece uma abordagem das atividades humanas * Os limites de Bacon como historiador * O Colégio Elisabetano de Antiquários (1586) e a tradição britânica dos antiquários * Sir Robert Cotton, William Camden, Henry Spelman e John Selden * A Sociedade dos Antiquários de Londres (1707) e as sociedades regionais * Hume como historiador da Inglaterra * A história como campo de aplicação do empirismo antropológico * A análise das variedades da experiência histórica * A imutabilidade da natureza humana * Os limites e as lacunas da historiografia de Hume * William Robertson * Edward Gibbon como historiador da decadência romana * Os estudos históricos na Espanha e na Itália: Muratori e Giannone * Quinta parte: As ciências sociais * 5.1. A teoria do direito natural * O pensamento jurídico e político na reorganização da situação do homem no mundo social * O declínio da ordem cristã medieval * A axiomática teológica não permite sistematizar o conjunto dos novos mundos * A necessidade de um jus inter gentes fundado em bases diferentes * A desqualificação da monarquia pontifícia exige a neutralização do fator confessional para manter o equilíbrio europeu * A escola de Salamanca: Vitoria e Suárez * A Contrarreforma mantém o esquema da monarquia absolutista nos países católicos * A teoria moderna do Estado e do direito internacional foi elaborada por reformados no século XVII e posteriormente adotada pela Europa iluminista * De Grotius e Locke a Wolff * Os divulgadores suíços * A Reforma encerra o agostinismo político e separa o poder civil do poder religioso * A cidade dos homens distinguida da Cidade de Deus * A predestinação garante a liberdade do homem * Grotius: a lei natural conserva sua autoridade mesmo que Deus não exista * A secularização da ordem jurídica * O direito natural como dictamen rationis entre os antigos * Revelação natural de uma ordem moral universal * Lei natural e leis positivas * A rejeição de Maquiavel e Hobbes * O otimismo jurídico do deísmo * A igualdade natural segundo a Enciclopédia e a sociedade de natureza * O fundamento do poder político no livre consentimento dos cidadãos * A soberania legítima justificada pela busca do bem comum * A vontade geral * Os direitos do homem e do cidadão * Os liberais são reformistas * O regime republicano permanece uma concepção abstrata * Da Revolução Americana à Revolução Francesa * As Declarações dos Direitos como primeiros princípios metafísicos da ciência política * Os protestos de Burke e Joseph de Maistre * 5.2. Teoria e prática: o despotismo esclarecido * A Revolução de 1789 não possui valor retroativo * Antes da Revolução, ninguém havia elaborado uma teoria da revolução * As disparidades geográficas * Os ingleses, beneficiários das liberdades, não especulam sobre a liberdade * Os estrangeiros elaboram a teoria do liberalismo britânico * Hume critica a doutrina do contrato social * O empirismo histórico de Blackstone e Hume * O modelo britânico suscita na Europa o julgamento do despotismo * Luís XIV e o despotismo oriental * Montesquieu e a Enciclopédia * O termo «despotismo» * Os mestres do Iluminismo encontram-se a serviço dos autocratas europeus * O absolutismo benevolente * Os filósofos radicais franceses e a ordem estabelecida * Frederico como enciclopedista coroado * Os soberanos esclarecidos * Helvétius como cortesão de Luís XVI: a Etocracia como programa de reformas * Diderot entre Frederico e Catarina * O «despotismo» esclarecido como conceito híbrido, mas realidade concreta na Europa iluminista * A iniciativa radical da Revolução também se mostrará fecunda em contradições * O despotismo esclarecido como êxito parcial da reflexão racional sobre o governo * Da utopia à administração * Condillac: o funcionamento do sistema social deve obedecer a um empirismo organizador * A ideia de equilíbrio e a tecnologia administrativa * Hume: por uma ciência política independente de toda metafísica e fundada na razão experimental * Montesquieu: por um governo bem temperado * O positivismo jurídico de Montesquieu em oposição à política a priori de Rousseau * A reflexão política situa-se no horizonte do fenômeno social global * Espírito das leis, espírito dos costumes e «espírito geral» de uma sociedade * Aproximações à sociologia do conhecimento e às ciências sociais * A sociologia do conhecimento na obra de Vico e nos Ensaios de Hume * Cultura e liberdade * A história da humanidade procura descrever o horizonte interdisciplinar das épocas do saber * 5.3. O pensamento econômico * A ordem política é apenas uma abstração inscrita no horizonte do modo de vida econômico e social em transformação * Uma nova mentalidade administrativa, de Vauban a Turgot * Locke como economista * A dessacralização do domínio econômico * A inteligibilidade mecanicista aplica-se também aos fatos econômicos * O liberalismo econômico reivindica o respeito às leis naturais nesse domínio * Quesnay e o positivismo de Malebranche * A ordem natural segundo os fisiocratas, em harmonia com as doutrinas do direito natural e da religião natural * Um otimismo providencialista em Smith * Da economia política à ciência econômica * Da aritmética política ao Quadro econômico de Quesnay (1758) * Os pensadores do século XVIII ocupam-se dos problemas econômicos * Uma nova consciência da condição humana, justificada pelo crescimento da produção e do consumo * A nova relação com o mundo * O ascetismo do espírito empreendedor: Robinson Crusoé * Mandeville e a nova psicologia econômica * A moral do interesse * A antropologia do homo oeconomicus segundo Hume * Adam Smith: interesse pessoal e interesse coletivo * O estado progressivo (progressive state) * A ética da expansão * Do mercantilismo ao livre-comércio * Hume como defensor do livre-comércio * O liberalismo econômico vinculado ao liberalismo político e religioso * O problema da população e as origens da demografia * As concepções de Jean Leclerc * A população como riqueza nacional * O otimismo naturalista: a necessidade de respeitar o equilíbrio natural * A maior felicidade para o maior número * Deísmo e economia * Individualismo, liberalismo e otimismo segundo Adam Smith * A harmonia preestabelecida dos interesses * O tema da divisão do trabalho: Mandeville e a Enciclopédia * Uma físico-teologia da natureza das coisas econômicas * Livre concorrência e harmonia dos interesses * A sacralização da propriedade como encarnação do trabalho * Os fisiocratas e a primazia da agricultura * Turgot como economista * Condillac * 5.4. O ensino das ciências sociais e econômicas * As ciências políticas e econômicas não são ensinadas na França, mas seu ensino assume importância especial nos países submetidos ao despotismo esclarecido * O ensino do direito desde a Idade Média: direito romano, direito canônico e direito natural * O direito moderno nas universidades da Europa protestante * As deficiências das faculdades de direito francesas * O ensino jurídico reflete a transformação dos valores políticos * As novas necessidades da gestão administrativa suscitam a criação de cátedras de ciências políticas e econômicas * O cameralismo alemão e a tecnologia administrativa * Seckendorff * Os primórdios do ensino das ciências do Estado * A atividade de Göttingen * Achenwall e a estatística * O cameralismo na Europa, particularmente na Áustria sob Maria Teresa e José II * Os teóricos: Justi, Sonnenfels e o Estado de bem-estar social (Welfare State) * O problema da utilização dos recursos naturais em benefício do bem comum * O ensino das ciências do Estado na Inglaterra e na Escócia * Na França, os projetos de Torcy e dos fisiocratas * Conclusão * As ciências humanas como testemunho de uma nova relação do homem com o mundo e consigo mesmo {{tag>Gusdorf ciência história iluminismo}}