wolff:francis-wolff-20117-9-como-defines-o-homem
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| + | ====== COMO DEFINES O HOMEM? (2011:7-9) ====== | ||
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| + | Um belo dia, no fim do século passado, o homem mudou. Considerado à luz da Psicanálise ou da Antropologia Cultural havia cerca de trinta anos, estava sujeito ao peso das estruturas, era determinado pelas condições sociais e familiares, governado por desejos inconscientes, | ||
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| + | A controvérsia entre eles, que ainda persiste, não é apenas teórica: estão em jogo questões práticas. Um exemplo: o autismo. Na época do “homem estrutural”, | ||
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| + | Este é só um exemplo, e poderíamos citar muitos outros. Pois a nossa maneira de tratar os anoréxicos, | ||
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| + | No fundo, é o que afirmava Kant. Para ele, as interrogações humanas fundamentais são as seguintes: “O que posso saber? (questão metafísica); | ||
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| + | Levemos a sério essa observação. Meçamos, por exemplo, as consequências últimas da definição do homem como “criatura divina”. Se o homem for, essencialmente e nada além disso, uma criatura divina, então não só o sentido da existência humana se vê esclarecido, | ||
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| + | Outros exemplos, claro, são possíveis. Suponhamos que o homem seja definido como “um ser essencialmente histórico”. Não sabe ele então o que deve fazer: cumprir seu destino “desde sempre já” inscrito em sua essência? Não sabe também o que pode esperar: a realização dessa essência, por exemplo, a redenção de sua condição mortal, a ressurreição, | ||
