schopenhauer:start
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| + | ====== Schopenhauer ====== | ||
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| + | Arthur Schopenhauer (1788-1860) | ||
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| + | O que Schopenhauer recomenda é uma “atitude do como se” (Haltung des Als-ob); em linguagem moderna, poderia ser expressada: “Você não tem mesmo nenhuma chance, mas aproveite o que aparecer!” | ||
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| + | Essa “felicidade” (Gluck) relativa — de onde poderia vir? | ||
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| + | Schopenhauer enumerava três fontes. Provém, em primeiro lugar, “daquilo que se é” (was einer ist); em segundo, “do que se tem” (was einer hat); e finalmente, “daquilo que se representa” (was einer vorstellt). Era nestas três dimensões — o próprio Ser, o Ter e o Valer — que se representava, | ||
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| + | As coisas que Schopenhauer mais valorizava, seguindo o estilo da Stoa , eram a confiança e a segurança. O que podem tirar de mim? (was kann man mir nehmen?) De que dependo? (Wovon hänge ich ab?) Sobre o que tenho o menor controle? (Woruber habe ich die wenigste Macht?) | ||
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| + | O “Valer” (Gelten) é o reflexo de minha existência ante os olhos dos outros, portanto é sobre isto que exerço a menor influência. Se esperarmos obter a felicidade através de nossa fama e reputação, | ||
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| + | O “Ter” (Haben) nos proporciona comodidade e proteção (Bequemlichkeit und Schutz), — aqui Schopenhauer fala francamente a respeito de si mesmo — mas isto nos pode ser facilmente roubado ou perdido de outra maneira. Além disso, o Ter possui uma força que pode ser voltada contra nós. No final, é o Ter que nos tem (hat uns das “Haben”). A melhor atitude é “ter como se não tivesse” (haben als man hätte nicht). | ||
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| + | Neste sentido, Schopenhauer recomendava uma “retirada” (Ruckzug), isto é, em linguagem militar, encurtar as frentes de combate, de tal modo que a superfície exposta a ataques fosse a menor possível. O “ganho de felicidade” (Glucksgewinn) que nos proporcionava este recuo é que ele “nos devolve a nos mesmos” (wir uns selber zuruckgibt). | ||
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| + | O “Ser” (Sein) é o elemento sobre o qual temos maior controle. Devemos descobrir o que somos, porque não podemos escapar de nós mesmos, se bem que este controle é relativo e podemos falhar nesta descoberta. O ideal é criarmos uma espécie de autarquia: tirar o máximo de prazer do que nós somos, das faculdades espirituais, | ||
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