schelling:philosophie-de-la-mythologie-livre-ii:licao-7
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| + | ====== LIÇÃO 7 ====== | ||
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| + | * Crítica ao empirismo puro na investigação mitológica. Antes de avançar para uma verdadeira compreensão filosófica da mitologia, é necessário superar a abordagem meramente empírico-histórica que domina o campo. Tal postura, frequentemente cultivada como um apego exclusivo aos "fatos puros", | ||
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| + | * Princípio metodológico fundamental: | ||
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| + | * Necessidade de uma teoria simultaneamente científica, | ||
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| + | * Deslocamento do ponto de vista: da mitologia explicada para a mitologia que se autoexplica. A perspectiva almejada não é mais a de um sujeito externo que explica a mitologia, mas a de uma consciência instalada pela própria mitologia no interior de sua lógica. O conteúdo da investigação passa a ser a mitologia autoexplicando-se. Nesse processo, não se deve evitar as expressões próprias da mitologia, mas deixá-la falar em sua própria linguagem, uma vez que esta se torna compreensível a partir da perspectiva alcançada. Suas expressões, | ||
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| + | * A incompreensão histórica da mitologia como indício de sua origem em uma consciência diferente. A teimosia com que a mitologia resistiu a todas as explicações anteriores demonstra que sua compreensão perfeita depende de uma evolução superior da consciência humana. Enquanto a filosofia tomar a condição atual da consciência como medida universal e eterna, nada poderá compreender daquilo que a transcende. Se a mitologia pudesse ser compreendida por meio de deduções psicológicas usuais ou de pressupostos históricos análogos aos do conhecimento presente, ela já o teria sido. Seu caráter de fenômeno incompreendido ao longo da história sugere que ela nasceu em circunstâncias radicalmente diversas das atuais, circunstâncias que só se tornam inteligíveis ao se aventurar para além dos limites da consciência presente. Inclusive os primeiros pensadores gregos, mais próximos temporalmente de seu nascimento, mostraram-se inadequados para captar sua profundidade, | ||
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| + | * A lei suprema do mundo e sua personificação divina. Existe uma lei universal que exige que nada permaneça na indecisão, no oculto ou no contingente; | ||
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| + | * Paralelo entre a concepção mitológica e a concepção bíblico-cristã. A ideia de que a Divindade intencionalmente coloca a criatura diante de uma alternativa para que sua felicidade seja uma aquisição própria, e não passiva, não é apenas pagã. No Antigo Testamento, Deus revela ao homem a possibilidade do contrário através da proibição de comer do fruto da Árvore do Conhecimento. A própria Lei, ao proibir, revela a possibilidade da transgressão, | ||
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| + | * A potência enganadora que se apresenta à vontade. O poder (Können) que se apresenta à consciência como incondicionado é, na verdade, apenas aparente e transitório. Enquanto permanece em si, imanente, é poder; ao se exteriorizar, | ||
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