schelling:ontologia-comeco-schuback
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| + | ====== ONTOLOGIA DO COMEÇO OU A LIBERDADE DO FUNDAMENTO (SCHUBACK) ====== | ||
| + | //SCHUBACK, Marcia Sá Cavalcante. O Começo de Deus. A filosofia do devir no pensamento tardio de F.W.J. Schelling. Petrópolis: | ||
| + | Resumos: | ||
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| + | * Delimitação do problema do começo como núcleo da ontologia positiva | ||
| + | * A questão do começo não é abordada como problema cronológico, | ||
| + | * O começo designa aquilo a partir do qual o ser pode vir a ser, sem já estar determinado como ente | ||
| + | * A ontologia do começo implica uma reformulação radical da relação entre ser, devir e fundamento | ||
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| + | * Limite interno da filosofia negativa e exigência do horizonte positivo | ||
| + | * A filosofia negativa permanece vinculada à necessidade de prosseguimento e à estrutura do devir lógico | ||
| + | * Seu limite reside na incapacidade de pensar o fato da existência enquanto tal | ||
| + | * O começo, enquanto começo do ser, não pode ser deduzido, apenas acolhido como dado originário | ||
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| + | * Essência do devir como problema do começo | ||
| + | * O devir repousa na questão do começo próprio | ||
| + | * O começo não é simplesmente o primeiro momento do tempo, mas aquilo que sempre começa | ||
| + | * O começar implica retração, ocultamento e reserva do fundamento | ||
| + | |||
| + | * O absoluto como começo e não como substância | ||
| + | * O absoluto não é compreendido como algo dado previamente | ||
| + | * Ele é o próprio começar do ser | ||
| + | * O absoluto é começo enquanto liberdade de poder-ser | ||
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| + | * Estrutura paradoxal do começo | ||
| + | * O começo não começa a partir de outro | ||
| + | * Ele é começo de si mesmo | ||
| + | * Começar significa começar a começar | ||
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| + | * Passado originário e fundamento velado | ||
| + | * O começo implica um passado que nunca foi presente | ||
| + | * Esse passado não é superado, mas permanece como fundamento | ||
| + | * O fundamento sustenta o devir justamente por não se manifestar plenamente | ||
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| + | * Retração do fundamento como condição da existência | ||
| + | * O fundamento deve retirar-se para que algo possa existir | ||
| + | * Essa retração não é negação, mas condição positiva | ||
| + | * A existência nasce do recuo do fundamento | ||
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| + | * Simultaneidade originária do tempo | ||
| + | * O absoluto não está no tempo | ||
| + | * Ele é simultaneidade de todos os tempos | ||
| + | * O tempo emerge como diferenciação interna dessa simultaneidade | ||
| + | |||
| + | * Eternidade como simultaneidade e não como duração infinita | ||
| + | * Eternidade não significa ausência de tempo | ||
| + | * Significa a simultaneidade de passado, presente e futuro | ||
| + | * O absoluto é eterno porque é simultâneo | ||
| + | |||
| + | * Começo como decisão e não como necessidade | ||
| + | * O começo não é exigido por nenhuma necessidade lógica | ||
| + | * Ele ocorre por liberdade | ||
| + | * A liberdade é a essência do começo | ||
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| + | * Filosofia positiva como filosofia da liberdade | ||
| + | * A filosofia positiva pensa o ser a partir da liberdade | ||
| + | * O começo é compreendido como ato livre | ||
| + | * A liberdade antecede toda determinação | ||
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| + | * Liberdade de poder-ser e não-ser | ||
| + | * O começo implica a possibilidade de ser e de não-ser | ||
| + | * Essa possibilidade constitui a não-liberdade pertencente à liberdade | ||
| + | * O mundo nasce dessa ambiguidade originária | ||
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| + | * O pertencimento como estrutura do começo | ||
| + | * Começar é pertencer ao começo | ||
| + | * O pertencimento não é posse, mas exposição | ||
| + | * O ser pertence ao começo sem dominá-lo | ||
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| + | * Saber do começo como experiência do limite | ||
| + | * O começo não pode ser conhecido conceitualmente | ||
| + | * Ele só pode ser experimentado como limite | ||
| + | * O saber do começo é um saber do limite do saber | ||
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| + | * Experiência como exteriorização do limite | ||
| + | * Toda experiência é experiência de limite | ||
| + | * O limite não é obstáculo externo, mas condição interna | ||
| + | * A vida é essencialmente vida no limite | ||
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| + | * Conhecimento como autoexteriorização do devir | ||
| + | * Conhecer é exteriorizar-se | ||
| + | * O devir se conhece ao sair de si | ||
| + | * O começo se manifesta no movimento de exteriorização | ||
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| + | * Interiorização como retorno ao começo | ||
| + | * O saber verdadeiro não se fixa no exterior | ||
| + | * Ele retorna ao interior como reconhecimento do começo | ||
| + | * O interior não é subjetividade psicológica, | ||
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| + | * Ser como pertencer | ||
| + | * Ser não é simplesmente estar | ||
| + | * Ser é pertencer ao começo | ||
| + | * A ontologia transforma-se em ontologia do pertencimento | ||
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| + | * Sistema como sistema de liberdade | ||
| + | * O sistema não é totalidade fechada | ||
| + | * Ele é abertura articulada do começo | ||
| + | * Um sistema verdadeiro preserva a liberdade do começo | ||
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| + | * Crítica à concepção moderna de sistema | ||
| + | * O sistema moderno tende à totalização | ||
| + | * Ele elimina a abertura originária | ||
| + | * O sistema da liberdade recusa essa clausura | ||
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| + | * Unidade orgânica como modelo ontológico | ||
| + | * O todo não precede as partes | ||
| + | * O todo emerge da relação viva entre as partes | ||
| + | * Cada parte contém o todo enquanto pertencimento | ||
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| + | * Relação entre começo e mundo | ||
| + | * O mundo é o acontecer do começo | ||
| + | * O mundo não esgota o começo | ||
| + | * O começo permanece excedente em relação ao mundo | ||
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| + | * Privação essencial como condição do devir | ||
| + | * O devir implica uma privação originária | ||
| + | * Essa privação não é defeito, mas força | ||
| + | * A falta é condição de possibilidade do movimento | ||
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| + | * Fome de ser como expressão do começo | ||
| + | * O começo manifesta-se como desejo de ser | ||
| + | * Esse desejo nunca se satisfaz plenamente | ||
| + | * A vida é tensão permanente com o começo | ||
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| + | * Sistema como preservação do não-ser | ||
| + | * O sistema não elimina o não-ser | ||
| + | * Ele o preserva como condição do ser | ||
| + | * A liberdade consiste em manter aberta essa tensão | ||
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| + | * Liberdade de pertencer e autonomia do limite | ||
| + | * Pertencer não é submissão | ||
| + | * É a forma mais alta de autonomia | ||
| + | * O limite não aprisiona, mas possibilita | ||
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| + | * Conclusão ontológica do começo | ||
| + | * O começo não é princípio explicativo | ||
| + | * Ele é o próprio acontecer do ser | ||
| + | * Pensar o começo é pensar a liberdade como fundamento | ||
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