schelling:antropologia-puente:homem-microcosmos
Differences
This shows you the differences between two versions of the page.
| Next revision | Previous revision | ||
| schelling:antropologia-puente:homem-microcosmos [30/01/2026 12:47] – created mccastro | schelling:antropologia-puente:homem-microcosmos [17/02/2026 18:34] (current) – external edit 127.0.0.1 | ||
|---|---|---|---|
| Line 1: | Line 1: | ||
| + | ====== DEFINIÇÃO COSMOLÓGICA DO HOMEM (PUENTE) ====== | ||
| + | //REY PUENTE, Fernando. As concepções antropológicas de Schelling. Sao Paulo: Loyola, 1997.// | ||
| + | |||
| + | Resumos: | ||
| + | {{topic> | ||
| + | |||
| + | ---- | ||
| + | * Reabilitação do topos do homem como microcosmos no interior da Filosofia da Natureza | ||
| + | * O motivo do microcosmos é retomado como estrutura conceitual fundamental da tradição filosófica, | ||
| + | * Essa reabilitação não assume caráter meramente histórico ou metafórico, | ||
| + | * A Filosofia da Natureza fornece o horizonte ontológico no qual o microcosmos deixa de ser imagem ilustrativa e passa a operar como princípio constitutivo da definição do homem | ||
| + | |||
| + | * Inserção da antropologia no âmbito cosmológico e orgânico | ||
| + | * A determinação do homem é deslocada do campo exclusivo da subjetividade transcendental para o interior da natureza concebida como organismo | ||
| + | * O homem é compreendido a partir de sua posição estrutural no todo natural, e não a partir de sua interioridade psicológica | ||
| + | * A noção de organismo permite pensar o homem como totalidade concreta, na qual se articulam e se refletem todas as forças da natureza | ||
| + | |||
| + | * Identificação entre homem, organismo e totalidade do mundo | ||
| + | * O homem não é um organismo entre outros, mas aquele no qual a ideia de organismo alcança sua expressão mais completa | ||
| + | * Todas as potências e dinamismos da natureza encontram no homem seu ponto máximo de integração | ||
| + | * A definição do homem como coroamento e florescência do mundo exprime a consumação interna da natureza, e não sua superação externa | ||
| + | |||
| + | * Consequências epistemológicas da centralidade do homem | ||
| + | * A ciência que tem por objeto o organismo humano adquire uma posição privilegiada no conjunto dos saberes | ||
| + | * Essa primazia decorre da estrutura ontológica do humano enquanto síntese das leis universais da natureza | ||
| + | * O conhecimento do homem oferece acesso privilegiado à inteligibilidade do mundo natural como um todo | ||
| + | |||
| + | * Delimitação metodológica da investigação antropológica inicial | ||
| + | * A análise não visa uma exposição exaustiva da antropologia schellinguiana | ||
| + | * O procedimento adotado consiste no estabelecimento de analogias estruturais entre o homem, o organismo singular e o mundo | ||
| + | * A analogia funciona como método adequado à identidade interna entre microcosmos e macrocosmos, | ||
| + | |||
| + | * Função sistemática da analogia | ||
| + | * A analogia permite predicações recíprocas entre homem e mundo mantendo a diferença entre os termos | ||
| + | * Ela exprime uma identidade estrutural e dinâmica, e não uma identidade numérica | ||
| + | * Esse método substitui explicações lineares por correspondências orgânicas fundadas na unidade do real | ||
| + | |||
| + | * Inserção da forma humana no contexto da Filosofia da Arte | ||
| + | * A discussão antropológica emerge no interior da reflexão estética | ||
| + | * A arte é compreendida como manifestação privilegiada do Absoluto | ||
| + | * A forma humana aparece como a representação simbólica mais elevada dessa manifestação | ||
| + | |||
| + | * Significação cosmológica da forma humana | ||
| + | * A forma humana é interpretada como imagem reduzida do universo | ||
| + | * O corpo humano condensa em sua configuração a estrutura do todo cósmico | ||
| + | * Essa simbolização funda-se na identidade ontológica entre homem e mundo | ||
| + | |||
| + | * Verticalidade e simetria como determinações cosmológicas | ||
| + | * A verticalidade do corpo humano exprime a superação da dependência imediata da terra | ||
| + | * A simetria corporal indica a reconciliação das polaridades espaciais | ||
| + | * Essas determinações são condições para o pleno significado cosmológico do homem | ||
| + | |||
| + | * Centralidade da cabeça na economia simbólica do organismo | ||
| + | * A cabeça corresponde ao céu e ao sol enquanto princípio governante | ||
| + | * Ela ocupa a posição superior e diretiva no organismo humano | ||
| + | * Essa centralidade expressa a dimensão inteligível e luminosa do homem | ||
| + | |||
| + | * Respiração e mediação entre céu e terra | ||
| + | * A respiração é apresentada como o primeiro movimento de troca entre os polos do cosmos | ||
| + | * O tórax torna-se o lugar dessa mediação dinâmica | ||
| + | * A vida humana encarna, em sua própria estrutura fisiológica, | ||
| + | |||
| + | * Linguagem simbólica dos membros e dos sentidos | ||
| + | * Os pés exprimem a separação relativa da terra | ||
| + | * Braços e mãos manifestam a força produtiva e configuradora da natureza | ||
| + | * Os olhos ocupam posição privilegiada como órgãos da luz e da aparição externa da vida | ||
| + | |||
| + | * O organismo humano como paisagem condensada do mundo | ||
| + | * O sistema muscular corresponde ao sistema geral do movimento cósmico | ||
| + | * O corpo humano reúne em miniatura os dinamismos da natureza inteira | ||
| + | * O homem é o ponto mais elevado de concentração do universo e da inteligência nele presente | ||
| + | |||
| + | * Definição do homem como imagem não potenciada da identidade absoluta | ||
| + | * O homem é definido como imagem imediata da identidade não potenciada | ||
| + | * Ele não é afetado por nenhuma potência particular | ||
| + | * Sua essência precede as diferenciações próprias do devir | ||
| + | |||
| + | * Dupla determinação do homem como órgão da terra e do sol | ||
| + | * O homem pertence simultaneamente aos dois polos do cosmos | ||
| + | * Ele estabelece a ponte viva entre ideal e real | ||
| + | * Essa posição fundamenta sua função mediadora | ||
| + | |||
| + | * Limite interno da definição cosmológica | ||
| + | * A primazia do homem refere-se à ideia do homem, não ao indivíduo empírico | ||
| + | * O indivíduo concreto não constitui o objeto central da investigação nesta fase | ||
| + | * Surge a tensão entre universalidade da ideia e particularidade da existência | ||
| + | |||
| + | * Emergência da intuição intelectual como exigência do sistema | ||
| + | * O problema do acesso ao Absoluto impõe a necessidade de um modo de conhecimento imediato | ||
| + | * Apenas a essência da alma possui a capacidade de unificação com o Absoluto | ||
| + | * O conhecimento do Absoluto não pode ocorrer por mediação objetiva | ||
| + | |||
| + | * Definição da intuição intelectual | ||
| + | * A intuição intelectual é o conhecimento imediato do Absoluto | ||
| + | * Ela não é sensível nem discursiva | ||
| + | * Onde há objeto não há Absoluto, e por isso não há intuição sensível do Absoluto | ||
| + | |||
| + | * Relação crítica com Kant | ||
| + | * A intuição intelectual marca o limite da filosofia crítica | ||
| + | * A negação kantiana da intuição intelectual é considerada inconsistente | ||
| + | * O sistema crítico pressupõe tacitamente aquilo que recusa explicitamente | ||
| + | |||
| + | * Crítica a Spinoza | ||
| + | * O erro fundamental de Spinoza consiste na objetivação do Absoluto | ||
| + | * A identificação do Absoluto com a substância elimina o sujeito | ||
| + | * Schelling preserva o sujeito ao conceber o Absoluto como experiência interior | ||
| + | |||
| + | * O Absoluto como experiência interior do Eu | ||
| + | * O Absoluto encontra-se no interior do sujeito | ||
| + | * Ele é acessível apenas pela contemplação de si | ||
| + | * A intuição intelectual ocorre quando o Eu contemplante se identifica com o Eu contemplado | ||
| + | |||
| + | * Preservação do sujeito e da liberdade | ||
| + | * A intuição intelectual não implica autoaniquilação do sujeito | ||
| + | * A identidade absoluta funda a liberdade incondicional | ||
| + | * A aproximação do infinito ocorre por deixar-se conduzir, não por esforço ativo | ||
| + | |||
| + | * Intuição intelectual como órgão do pensamento transcendental | ||
| + | * Ela constitui o princípio mais elevado do conhecimento | ||
| + | * Nela coincidem o conhecimento do Absoluto e o próprio Absoluto | ||
| + | * Essa identidade não pode ser demonstrada, | ||
| + | |||
| + | * Fundamentação da Filosofia da Natureza | ||
| + | * A intuição intelectual é instaurada como fundamento da filosofia da natureza | ||
| + | * A natureza é simultaneamente produtiva e produzida | ||
| + | * A contemplação da natureza é inseparável da identidade sujeito e objeto | ||
| + | |||
| + | * Intuição intelectual e intuição estética | ||
| + | * A intuição intelectual objetiva-se na intuição estética | ||
| + | * A arte possui valor privilegiado como manifestação do Absoluto | ||
| + | * A arte é o instrumento verdadeiro e eterno da filosofia | ||
| + | |||
| + | * Limite da discursividade conceitual | ||
| + | * A simplicidade absoluta não pode ser expressa por conceitos | ||
| + | * Toda descrição dissolve a identidade imediata | ||
| + | * A intuição intelectual funda a filosofia sem poder ser fundada por ela | ||
| + | |||
| + | |||
| + | {{tag> | ||
