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schelling:antropologia-puente:definicao-teologica-homem

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schelling:antropologia-puente:definicao-teologica-homem [30/01/2026 13:04] – created mccastroschelling:antropologia-puente:definicao-teologica-homem [17/02/2026 18:34] (current) – external edit 127.0.0.1
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 +====== DEFINIÇÃO TEOLÓGICA DO HOMEM (PUENTE) ======
 +//REY PUENTE, Fernando. As concepções antropológicas de Schelling. Sao Paulo: Loyola, 1997.//
  
 +Resumos:
 +{{topic>Puente}}
 +
 +----
 +  * Deslocamento decisivo da antropologia para o horizonte teológico
 +    * A definição do homem deixa de ser pensada prioritariamente em termos cosmológicos ou proto-históricos e passa a ser compreendida a partir da relação explícita com Deus
 +    * A antropologia é reconfigurada como momento interno da filosofia positiva, isto é, como pensamento do existente e do efetivo
 +    * O homem passa a ser determinado não apenas como mediador, mas como lugar no qual a revelação do Absoluto se decide historicamente
 +
 +  * Êxtase da razão como passagem da filosofia negativa à filosofia positiva
 +    * A razão reconhece sua própria impotência enquanto instância puramente discursiva
 +    * O esgotamento da filosofia negativa manifesta-se como incapacidade de produzir o efetivo
 +    * O êxtase da razão designa o abandono de sua pretensão de totalidade conceitual em favor da abertura ao existente
 +
 +  * Significado rigoroso do êxtase
 +    * O êxtase não é negação da razão, mas sua superação enquanto princípio exclusivo
 +    * Ele consiste em um deslocamento do centro do saber para além do conceito
 +    * A razão permanece operante, mas agora subordinada ao que se dá positivamente
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 +  * Distinção entre intuição intelectual e êxtase da razão
 +    * A intuição intelectual pertence ao horizonte da filosofia negativa
 +    * O êxtase da razão inaugura o domínio da filosofia positiva
 +    * Enquanto a intuição intelectual apreende o Idêntico, o êxtase da razão acolhe o existente
 +
 +  * Queda da razão e bancarrota da filosofia negativa
 +    * A razão reconhece que não pode fundamentar o ser a partir de si
 +    * Essa bancarrota não é fracasso contingente, mas momento necessário do sistema
 +    * A queda da razão prepara a abertura para a revelação
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 +  * Filosofia positiva como pensamento do existente
 +    * A filosofia positiva não deduz, mas recebe
 +    * Seu objeto não é o possível, mas o efetivo
 +    * O ser não é explicado, mas reconhecido em sua doação
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 +  * Centralidade da liberdade no acesso ao Absoluto
 +    * O Absoluto não se impõe por necessidade lógica
 +    * Ele só pode ser conhecido na liberdade
 +    * A liberdade humana torna-se condição do conhecimento de Deus
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 +  * Deus como pessoa e não como princípio abstrato
 +    * Deus não é identidade indiferente
 +    * Ele é vontade, vida e decisão
 +    * A personalidade divina torna-se categoria ontológica fundamental
 +
 +  * Dupla dimensão do conhecimento: saber e sabedoria
 +    * O saber refere-se ao conhecimento conceitual
 +    * A sabedoria refere-se ao conhecimento vivido
 +    * A teologia exige a superação do saber em direção à sabedoria
 +
 +  * Crítica à absolutização do saber
 +    * O saber isolado conduz à esterilidade
 +    * Ele não produz transformação real
 +    * A sabedoria implica conversão existencial
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 +  * Relação entre êxtase e decisão existencial
 +    * O êxtase implica renúncia da autossuficiência
 +    * O homem se reconhece como não-princípio
 +    * Essa renúncia funda a possibilidade da fé
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 +  * Deus como efetividade absoluta
 +    * Deus não é apenas possível ou pensado
 +    * Ele é efetivo
 +    * A filosofia positiva pensa Deus como existente
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 +  * O homem como ser capaz de Deus
 +    * A estrutura do homem inclui abertura ao divino
 +    * Essa abertura não é adquirida, mas constitutiva
 +    * A antropologia torna-se inseparável da teologia
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 +  * O homem como imagem de Deus
 +    * A imagem não é mera semelhança externa
 +    * Ela exprime uma relação ontológica
 +    * O homem reflete a estrutura pessoal do divino
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 +  * Criação como fundamento da relação homem-Deus
 +    * O homem não é emanação necessária
 +    * Ele é criado livremente
 +    * A criação funda a alteridade sem romper a relação
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 +  * Distinção entre imagem e semelhança
 +    * A imagem permanece mesmo após a queda
 +    * A semelhança pode ser perdida
 +    * Essa distinção estrutura a antropologia teológica
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 +  * O homem como criatura histórica
 +    * A criação não elimina a história
 +    * O homem realiza sua essência no tempo
 +    * A história torna-se o lugar da revelação
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 +  * A queda do homem como evento ontológico
 +    * A queda não é mero erro moral
 +    * Ela exprime uma decisão da liberdade
 +    * O homem se afasta do fundamento por si mesmo
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 +  * Mundo como consequência da queda
 +    * O mundo não é neutro
 +    * Ele nasce da ruptura entre ideal e real
 +    * A criação assume caráter ambíguo
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 +  * O homem como instaurador do mundo
 +    * O homem passa a ocupar o lugar do princípio
 +    * Ele pretende ser autor de si e do mundo
 +    * Essa pretensão funda a alienação
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 +  * Mal como possibilidade interna da liberdade
 +    * O mal não é substância
 +    * Ele é possibilidade da liberdade
 +    * A antropologia incorpora a negatividade
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 +  * Impossibilidade da redenção por meios humanos
 +    * O homem não pode curar-se por si
 +    * A razão não restaura a unidade perdida
 +    * A salvação exige iniciativa divina
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 +  * Revelação como resposta à queda
 +    * Deus se manifesta historicamente
 +    * A revelação não é dedutível
 +    * Ela é acontecimento livre
 +
 +  * Cristo como mediação absoluta
 +    * A mediação não é apenas simbólica
 +    * Ela é ontológica e histórica
 +    * Cristo reconcilia ideal e real
 +
 +  * Nova definição do homem à luz da revelação
 +    * O homem não é apenas imagem
 +    * Ele é chamado à participação
 +    * A antropologia culmina na cristologia
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 +  * Superação da antropologia autônoma
 +    * O homem não se compreende a partir de si
 +    * Sua verdade está fora de si
 +    * A teologia torna-se o horizonte último da antropologia
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 +  * Unidade final entre Deus e homem
 +    * A distinção não é anulada
 +    * A relação é consumada
 +    * Deus torna-se tudo em tudo
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 +  * Sentido último da história
 +    * A história não é ciclo nem acaso
 +    * Ela é processo de reconciliação
 +    * O homem participa conscientemente desse fim
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 +  * Conclusão implícita da antropologia schellinguiana
 +    * O homem é microcosmos, história e imagem
 +    * Sua essência é liberdade em relação
 +    * A antropologia só se completa na teologia
 +
 +{{tag>Schelling antropologia Puente}}

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