schelling:abismo-comeco-schuback
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| + | ====== ABISMO DO COMEÇO OU O FUNDAMENTO DA LIBERDADE (SCHUBACK) ====== | ||
| + | //SCHUBACK, Marcia Sá Cavalcante. O Começo de Deus. A filosofia do devir no pensamento tardio de F.W.J. Schelling. Petrópolis: | ||
| + | Resumos: | ||
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| + | * Formulação do problema do começo como abismo e não como princípio positivo dado | ||
| + | * O começo não é apresentado como fundamento plenamente determinável, | ||
| + | * O abismo do começo designa a impossibilidade de reduzir o fundamento a um ente ou a uma razão suficiente | ||
| + | * O pensamento do começo exige assumir a negatividade como dimensão constitutiva do fundamento | ||
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| + | * Distinção rigorosa entre fundamento da existência e começo de Deus | ||
| + | * O fundamento não é aquilo a partir do qual algo é produzido como efeito | ||
| + | * Ele é o outro de si mesmo, isto é, aquilo que se diferencia de si para poder existir | ||
| + | * O começo de Deus não é exterior a Deus, mas o modo como Deus se relaciona consigo mesmo enquanto outro | ||
| + | |||
| + | * Deus como Deus vivo e não como substância imóvel | ||
| + | * Deus é definido como vida que emerge de sua própria força | ||
| + | * A vida divina implica diferenciação interna e não identidade indiferenciada | ||
| + | * A imutabilidade substancial é substituída pela ideia de um devir originário | ||
| + | |||
| + | * A alteridade interna como condição da liberdade | ||
| + | * A liberdade divina exige que Deus não coincida plenamente consigo mesmo | ||
| + | * O outro em Deus não é negação externa, mas dimensão interna de diferenciação | ||
| + | * A liberdade é pensada como poder de ser outro de si | ||
| + | |||
| + | * Crítica ao princípio clássico do fundamento como causa | ||
| + | * O fundamento não funciona como causa eficiente no sentido tradicional | ||
| + | * A causalidade pressupõe uma exterioridade que não se aplica ao fundamento | ||
| + | * O fundamento é condição ontológica e não mecanismo explicativo | ||
| + | |||
| + | * O ser-em-não como estrutura ontológica originária | ||
| + | * O ser não é pensado como presença plena | ||
| + | * Ele emerge a partir de um não-ser que lhe é constitutivo | ||
| + | * O não-ser não é privação negativa, mas potência originária | ||
| + | |||
| + | * Interioridade do fundamento e impossibilidade da exteriorização plena | ||
| + | * O fundamento não pode ser colocado fora de Deus | ||
| + | * Ele permanece interior mesmo quando dá origem ao existir | ||
| + | * Toda exteriorização preserva uma retração essencial | ||
| + | |||
| + | * Aproximação com a analítica existencial do estar-em | ||
| + | * O estar-em não designa localização espacial | ||
| + | * Ele indica pertencimento ontológico | ||
| + | * O fundamento é aquilo em que o ser habita sem jamais dominá-lo | ||
| + | |||
| + | * Diferença entre estar-em e ser-junto-a | ||
| + | * O estar-em exprime uma interioridade originária | ||
| + | * O ser-junto-a indica uma relação derivada | ||
| + | * A confusão entre ambos obscurece o sentido do fundamento | ||
| + | |||
| + | * Abertura como estrutura do fundamento | ||
| + | * O fundamento não fecha o ser em uma identidade fixa | ||
| + | * Ele mantém o ser aberto ao devir | ||
| + | * A abertura é condição de possibilidade da existência | ||
| + | |||
| + | * O ser-junto-a-si como forma originária da relação | ||
| + | * Deus é junto a si mesmo enquanto outro | ||
| + | * Essa junção não elimina a diferença | ||
| + | * A unidade preserva a cisão como condição de vida | ||
| + | |||
| + | * A não possibilidade como dimensão real do fundamento | ||
| + | * O fundamento não é pura possibilidade indeterminada | ||
| + | * Ele inclui a impossibilidade como limite interno | ||
| + | * A liberdade só é absoluta se inclui a possibilidade de não-ser | ||
| + | |||
| + | * Eterna liberdade e distinção em relação a Deus | ||
| + | * A eterna liberdade não se identifica simplesmente com Deus | ||
| + | * Ela designa a dimensão originária do poder-ser | ||
| + | * Deus se relaciona com essa liberdade como com seu próprio fundo | ||
| + | |||
| + | * Liberdade como poder de configuração e não como arbitrariedade | ||
| + | * A liberdade não é indiferença | ||
| + | * Ela é capacidade de assumir forma | ||
| + | * Toda forma emerge de uma decisão originária | ||
| + | |||
| + | * Crítica à compreensão negativa da não-determinação | ||
| + | * A não-determinação não equivale à inexistência | ||
| + | * Ela expressa a reserva ontológica do fundamento | ||
| + | * O fundamento permanece inapreensível sem ser irracional | ||
| + | |||
| + | * O começo como começo interior | ||
| + | * O começo não se situa fora do ser | ||
| + | * Ele acontece no interior do próprio existir | ||
| + | * Cada começar retoma o começo originário | ||
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| + | * Repetição do começo em todo devir | ||
| + | * O começo não ocorre uma única vez | ||
| + | * Ele se repete em cada acontecimento do ser | ||
| + | * O devir é a atualização incessante do começo | ||
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| + | * Diferença entre começo do mundo e começo do fundamento | ||
| + | * O mundo começa enquanto algo determinado | ||
| + | * O fundamento não começa no mesmo sentido | ||
| + | * O fundamento é aquilo que sempre já começou | ||
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| + | * Força como conceito ontológico do fundamento | ||
| + | * O fundamento é compreendido como força de ser | ||
| + | * Força não significa violência, mas potência de diferenciação | ||
| + | * A força sustenta o devir sem anulá-lo | ||
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| + | * Crítica à redução do fundamento à substância | ||
| + | * A substância fixa o ser em identidade | ||
| + | * O fundamento pensado como força mantém o ser em movimento | ||
| + | * A ontologia desloca-se da substância para o acontecimento | ||
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| + | * Relação entre fundamento e mundo | ||
| + | * O mundo não esgota o fundamento | ||
| + | * Ele é expressão parcial de sua potência | ||
| + | * O fundamento permanece excedente em relação ao mundo | ||
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| + | * Liberdade do fundamento como condição da liberdade humana | ||
| + | * A liberdade humana não é autônoma em sentido absoluto | ||
| + | * Ela participa da liberdade originária do fundamento | ||
| + | * A possibilidade do mal e do bem radica nessa participação | ||
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| + | * Conclusão ontológica do abismo do começo | ||
| + | * O fundamento não oferece segurança última | ||
| + | * Ele expõe o ser ao risco do devir | ||
| + | * Pensar o fundamento é pensar a liberdade como abismo originário | ||
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