sampaio-bruno:deismo:start
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| - | ====== Deísmo ====== | ||
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| - | //Sampaio Bruno, A Ideia de Deus, pp. 389-391 e 398-399.// | ||
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| - | No princípio era o Tempo, homogêneo, infinito, contínuo, imutável, absoluto, necessário. Tal seja puramente a noção do escólio, preambularmente apenso por Newton às definições basilares dos princípios matemáticos da sua filosofia natural: «Tempus Absolutum, verum, et mathematicum, | ||
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| - | Este homogêneo, contínuo, infinito, absoluto, necessário não permanece porém. E este é o mistério indecifrável: | ||
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| - | O Espaço é que já não é absoluto, porque é derivado, está condicionado ao Tempo puro de que procedeu. O Tempo puro inicial, completo, Deus, é a Eternidade; e o Espaço é que se não conserva «similare et immobile». | ||
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| - | Como o Espaço é a introdução do heterogêneo, | ||
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| - | Na distinção forçada daquelas duas ideias inseparáveis é que residem todas as confusões. Afirmar a objectividade do espaço: eis, pois, a cláusula imprescindível da inteligibilidade. | ||
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| - | Em que consistiu a diversificação do homogêneo inicial, isto é, do Tempo? Que é que faz que o Espaço seja Tempo alterado? Que é o que há a mais no Espaço que não havia no Tempo puro, isto é, na Eternidade? É a extensão. [...] | ||
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| - | Da conclusão geral de minha inquirição filosófica resulta, pois, esta dupla: | ||
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| - | — O Dualismo é falso, porque a criação é um absurdo. E a criação é um absurdo, porque do Nada não se pode dizer: «O Nada é.» Isto contradiria o princípio de identidade. Seria, na notação corrente, a equação algébrica absurda: 0 = A. Sim. O Nada não é. O Nada é sujeito que só tem por predicado o mesmo sujeito: «O Nada é Nada» (0 = 0, expressão truística de estéril axioma, redundante na completa indeterminação da questão, pois que da fórmula sua representativa, | ||
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| - | — O Monismo é falso, porque ou é irreal ou irracional. O Monismo é ateísta? É falso, porque o universo, só por só, desde que não há Deus, é ininteligível, | ||
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