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| + | ====== Rougemont ====== | ||
| + | ~~NOCACHE~~ | ||
| + | Denis de Rougemont (1906-1985) | ||
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| + | Escritor suíço que se notabilizou por um estudo sobre o amor no Ocidente, O AMOR E O OCIDENTE, que se consagrou como referência no século XX. De sua tradução abreviada da obra original em francês, estaremos apresentando alguns extratos abaixo. | ||
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| + | Atendendo à sugestão de meu editor inglês — que, por um acaso que muito me honra, é T. S. Eliot — decidi empreender a revisão desta obra. | ||
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| + | Três lustros se passaram desde sua publicação, | ||
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| + | Os historiadores deploraram minha insistência nas perturbadoras relações que observei entre cátaros e trovadores: eles próprios não se sentiram perturbados, | ||
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| + | Quanto àqueles cuja crítica se ligava ao próprio sentido que julguei poder discernir, estou inclinado a dar-lhes razão em mais de um ponto: eu tinha de aplanar as dificuldades, | ||
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| + | Descrever o conflito necessário da paixão e do casamento no Ocidente, tal era meu objetivo central; e a meu ver, este permanece o verdadeiro tema, a verdadeira tese de meu livro, tal como ele veio a se constituir. | ||
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| + | Quanto à atualidade de minha pesquisa, após a Segunda Guerra Mundial, não a considero absolutamente modificada. Eu havia mencionado, no final do Capítulo V, em particular a possibilidade de um conflito que acabaria com os problemas por mim estudados. Este receio quase se viu justificado e somente posso transferi-lo aos resultados previsíveis de uma guerra atômica intercontinental. Além disso, uma estadia de sete anos na América me fez ver que o mito da Paixão — degradado em simples romance — está longe de esgotar os seus efeitos; o cinema os propaga no mundo inteiro, e as estatísticas de divórcio permitem medir sua amplitude. Se nossa civilização pretende subsistir, será necessário que faça uma grande revolução; | ||
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| + | As vias desta revolução ainda são imprevisíveis; | ||
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