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| + | ====== Invisível ====== | ||
| + | //ROSSET, Clément. L' | ||
| + | **Epígrafe** | ||
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| + | **PRELÚDIO** | ||
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| + | **I — O INVISÍVEL TAL COMO SE O VÊ** | ||
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| + | **II — O RETRATO ENCANTADO** | ||
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| + | **III — O QUE FALAR QUER DIZER** | ||
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| + | **IV — ESPECTROS E FANTASMAS** | ||
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| + | **V — POÉTICA DO INVISÍVEL** | ||
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| + | * O invisível de que aqui se trata não concerne aos objetos que uma impossibilidade material proíbe de ver (como um rosto mergulhado na escuridão), | ||
| + | * Essa espécie de " | ||
| + | * Tais objetos, porém, existem e são legião, pois o que o autor chamou alhures de " | ||
| + | * É a faculdade, primeiro, de não perceber o que se tem diante dos olhos, mas também a de perceber o que não existe e escapa por isso necessariamente a toda percepção: | ||
| + | * O homem possui a faculdade de crer frequentemente apreender objetos eminentemente equívocos, dos quais se pode dizer ao mesmo tempo que existem e que não existem, e que são menos percepções ilusórias que ilusões de percepção. | ||
| + | * Esses objetos paradoxais diferem dos miragens vistos no mar ou no deserto, primeiro porque o miragem é uma imagem que qualquer um pode realmente perceber, depois porque reflete um corpo real situado abaixo do horizonte, ao passo que a ilusão de percepção alia a invisibilidade à inconsistência. | ||
| + | * Se, na ilusão de percepção, | ||
| + | * Essa faculdade de ver o que não se vê, ou de pensar o que não se pensa, mera generalização da primeira, desafia o bom senso e pode parecer ela mesma ilusória, mas milhares de fatos cotidianos afirmam seu caráter bem real. | ||
| + | * A simples leitura de provas de estudantes, sobretudo de filosofia, testemunha com abundância essa espantosa faculdade de nada pensar julgando de boa-fé pensar algo, e eles não estão inteiramente errados, pois, se o pensamento não existe, a prova está lá para atestá-lo, ou pretende atestá-lo. | ||
| + | * Conseguir falar ou escrever de coisa nenhuma é façanha notável, mais surpreendente ainda que a vacuidade do propósito, e certos filósofos profissionais conseguem por vezes vencer também essa aposta. | ||
| + | * A faculdade de captar objetos inexistentes revela um caráter estranho e algo inesperado do pensamento, e essa esquisitice não carece de interesse nem de importância, | ||
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