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| + | ====== Schopenhauer ====== | ||
| + | //ROSSET, Clément. Schopenhauer, | ||
| + | * Schopenhauer pode ser relido à luz de dois traços maiores de sua filosofia: sua contribuição à filosofia genealógica (Marx, Nietzsche e Freud) e a intuição do absurdo, que assegura à sua obra uma unidade profunda, a de um " | ||
| + | * Na teoria da vontade encontram-se os elementos de uma ruptura definitiva com certa filosofia clássica e o verdadeiro ponto de partida de uma vasta reviravolta filosófica, | ||
| + | * Os próprios termos dessa teoria conduzem Schopenhauer não a uma filosofia genealógica, | ||
| + | * Esses dois temas, contribuições essenciais à história das ideias, bastam para fazer de Schopenhauer um pensador de primeira importância, | ||
| + | * Quase todos os estudos schopenhauerianos destacam de modo exclusivo os traços secundários: | ||
| + | * É notável que a influência crescente dos filósofos genealogistas e o interesse contemporâneo pelas expressões literárias e estéticas do absurdo não tenham despertado renovado interesse pela obra de Schopenhauer. | ||
| + | * Após a publicação de O mundo como vontade e como representação, | ||
| + | * A ingratidão para com Schopenhauer tem, em primeira análise, razões superficiais, | ||
| + | * A imagem convencional legada por certa tradição, nascida da popularidade equívoca de que ele desfrutou há cerca de cinquenta anos, funciona como um anteparo que oculta a obra e a apresenta sob preconceito desfavorável. | ||
| + | * Os estudos publicados entre 1890 e 1910 insistiam invariavelmente nos elementos irrisórios da doutrina e nos aspectos ambíguos da personalidade, | ||
| + | * Essa imagem é tão tenaz que um historiador da filosofia muito sério ainda faz girar o essencial da problemática schopenhaueriana em torno da questão de saber se a vida cotidiana do filósofo estava de fato de acordo com sua moral. | ||
| + | * Razões mais profundas explicam tais equívocos e se ligam à situação " | ||
| + | * Sua melhor originalidade se encontra frequentemente encerrada na ganga de uma filosofia " | ||
| + | * Como mostrou P. Gardiner, Schopenhauer foi ao mesmo tempo um continuador desastrado de Kant e um inovador desastrado em matéria psicológica, | ||
| + | * Muitos erros e incoerências devem ser atribuídos a essa inabilidade, | ||
| + | * Fazer crédito a Schopenhauer é o caminho para lhe render justiça, o que exige pôr de lado muitos aspectos de sua filosofia a fim de medir a importância de sua contribuição. | ||
| + | * Sob um moralismo de empréstimo, | ||
| + | * Permanece verdadeiro que, depois de Schopenhauer, | ||
| + | * Schopenhauer não foi Freud, nem Marx, nem Nietzsche, e no entanto seu pensamento contém em potência muitos dos temas freudianos, marxistas e nietzschianos. | ||
| + | * Em vez de rejeitá-lo com desdém, como é de bom tom em muitos meios filosóficos contemporâneos, | ||
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