realismo-especulativo:debaise:potencialidade-atualidade
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| + | ====== POTENCIALIDADE E ATUALIDADE ====== | ||
| + | Debaise2017 | ||
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| + | * Introdução dos " | ||
| + | * No " | ||
| + | * Objetos eternos possuem uma " | ||
| + | * Risco de leitura: ver nisto um dualismo radical (esferas separadas da realidade), o que violaria os princípios do monismo ontológico e do princípio ontológico até então seguidos. | ||
| + | * Função dos objetos eternos: responder à questão do //como// (the " | ||
| + | * A Necessidade dos Objetos Eternos: A Fonte da Novidade | ||
| + | * Sem objetos eternos, só haveria preensões // | ||
| + | * Neste cenário, a nova entidade seria apenas uma repetição da diversidade disjuntiva anterior. A novidade seria redutível a causas preexistentes (mecanicismo). | ||
| + | * O problema: embora uma entidade seja uma " | ||
| + | * Este " | ||
| + | * Objetos eternos são, portanto, // | ||
| + | * O Que São Objetos Eternos? Uma Tipologia do " | ||
| + | * Não são " | ||
| + | * Incluem: | ||
| + | * //Sensa// qualitativos: | ||
| + | * Qualidades de forma e intensidade. | ||
| + | * Estados ou convicções: | ||
| + | * Objetos de tipo objetivo: formas matemáticas. | ||
| + | * Termos relacionais: | ||
| + | * Padrões (patterns) e relações. | ||
| + | * São potencialidades //puras//, em contraste com a potencialidade //real// da diversidade disjuntiva. | ||
| + | * A Eternidade como Consequência Técnica, não Postulado | ||
| + | * Por que " | ||
| + | * O conceito de entidade atual identifica-se com a // | ||
| + | * Existência é essencialmente um //devir// (becoming). | ||
| + | * Todo devir é gênese de uma entidade atual. | ||
| + | * Se objetos eternos fossem sujeitos a um devir, eles viriam de entidades atuais (devires concretos), o que os reduziria a " | ||
| + | * Eternidade refere-se a um regime de ser onde não há nascimento, origem, transformação ou fim – qualidades exclusivas das entidades atuais. | ||
| + | * Objetos eternos são " | ||
| + | * Transformando o Platonismo: Ingressão vs. Participação | ||
| + | * Whitehead afirma uma linhagem platônica para seu pensamento, mas se refere às " | ||
| + | * Interesse específico no //Timeu//: dualismo sem hierarquia entre duas ordens irredutíveis: | ||
| + | * 1. Ordem das " | ||
| + | * 2. Ordem do sensível (que compartilha o nome e se assemelha ao inteligível, | ||
| + | * Crítica à teoria platônica da // | ||
| + | * Operação alternativa de Whitehead: // | ||
| + | * Processo pelo qual a potencialidade de um objeto eterno é realizada numa entidade atual particular, contribuindo para a definitude (definiteness) dessa entidade. | ||
| + | * A relação é invertida: as potencialidades encontram sua existência //nas// entidades atuais, através da ingressão, e não o contrário. | ||
| + | * Isto fundamenta um empirismo radical: objetos eternos nada nos dizem sobre sua ingressão na experiência. Para vê-la, é preciso aventurar-se no domínio da experiência. | ||
| + | * Dualismo mantido (ação vs. potencialidade pura), mas pensado internamente a um monismo onde toda potencialidade está conectada a uma atualidade. | ||
| + | * O Modo de Realidade dos Objetos Eternos: Três Proposições Gerais | ||
| + | * 1. Objetos eternos são //abstratos por natureza//. | ||
| + | * Existem apenas através de suas ingressões, | ||
| + | * Mantêm uma " | ||
| + | * 2. //Não há novos objetos eternos//. | ||
| + | * Consequência lógica da eternidade. O que é eterno não tem começo nem fim. | ||
| + | * Inspiração leibniziana: | ||
| + | * Como determinantes da individuação, | ||
| + | * 3. Objetos eternos têm // | ||
| + | * Cada objeto eterno é um indivíduo, mas não pode ser divorciado de suas relações com todos os outros. | ||
| + | * Há um universo relacional de objetos eternos, um tecido de conexões e sistemas que varia continuamente conforme suas ingressões nas entidades atuais. | ||
| + | * Em sua essência, há uma determinidade quanto às relações com outros objetos eternos, e uma indeterminação quanto às relações com ocasiões atuais (entidades). | ||
| + | * Analogia com o matemático Albert Lautman: dialética de ideias como dinamismo de " | ||
