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| + | ====== § 2. A QUESTÃO DA ESSÊNCIA DO HOMEM (A) ====== | ||
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| + | § 2. A Questão da Essência do Homem | ||
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| + | Os retrospectos à psicopatologia levaram à questão da essência do homem, questão a que têm respondido a biologia, a antropologia, | ||
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| + | a) A atitude filosófica básica. Vamos expor, numa série de frases curtas, os pressupostos sob os quais (e só sob eles), se pode representar de forma significativa a essência do homem. | ||
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| + | 1. Dizemos, por exemplo: O homem existe, a qualquer momento, como um todo. Caminha, como indivíduo, pelo mundo, é uma coisa — este corpo — no espaço; isso constitui, porém, a modalidade conceituai mais externa. Se eu trato, digamos, o homem como sendo esse todo corpóreo, aniquilo o próprio homem, que se transforma, corpo que é, num pedaço de matéria, a qual preenche o espaço; alguma coisa que pode servir, talvez, como peça de uma máquina etc. Mas se eu vejo o homem como esse corpo particular, sou levado, sem mais tardar, mesmo concebendo biologicamente o todo corpóreo, por uma quantidade de tangibilidades que nunca são o todo. Nada no homem é diferente do que ocorre em qualquer ente vivo, mesmo uma planta, mesmo o mundo total. Assim que se concebam para fins de conhecimento, | ||
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| + | 2. Teríamos o todo singular se pudéssemos preencher o sentido de unidade; sentido este que, entretanto, é múltiplo; por exemplo: o objeto singular é o objeto que tenho, a qualquer momento, quando penso, diante de mim (a unidade formal de tudo quanto se possa pensar). — O indivíduo singular é uma unidade infinita: se tivermos de conhecê-lo, | ||
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| + | 3. Quando conhecemos, possuímos todo o existir na cisão sujeito-objeto, | ||
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| + | 4. Porque conhecemos fenômenos e não o existir em si mesmo, esbarramos, quando conhecemos, em limites que fazemos sensíveis mediante conceitos marginais. Os conceitos marginais (por exemplo, " | ||
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| + | 5. As modalidades daquilo que é abrangente não se conhecem, decerto, mas se esclarecem. O abrangente é o existir em si (mundo e transcendência), | ||
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| + | 6. O abrangente que temos de esclarecer é de variados tipos (o existir em si e o existir que somos). Representar o abrangente que somos (existir, consciência em geral, mente — razão e existência mesma) é fundamental para a filosofia do existir humano. | ||
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| + | 7. A consciência do abrangente recalca para a profundidade o conhecimento do fenômeno. O cognoscível, | ||
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| + | 8. Como em todas as ciências, também na psicopatologia nos cabe fazer sensíveis os limites, ver os enigmas concretos, a fim de, por uma parte, percebermos o espaço livre multilateral da investigação científica em cada um de seus métodos possíveis; e a fim de, por outro lado, não ultrapassarmos os limites da ciência, quando avaliamos e utilizamos os respectivos resultados. Só então, exatamente pela ciência, é que podemos, quando esbarramos nos limites, sentir o abrangente de maneira única, insubstituível, | ||
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| + | A posição filosófica, | ||
