grassi:sinais-e-espirito-i
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| + | ====== Sinais e espírito (I) ====== | ||
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| + | **1. Sinais conscientes e inconscientes** | ||
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| + | Estamos lidando com a insuficiência da palavra racional e a prominência da palavra indicativa, que se mostrou como expressão pictórica. Podemos, então, concluir que prevalecem a imagem, o sinal, o esquema? Nossa tarefa imediata consiste em investigar o papel que desempenham o sinal e o esquema na vida humana. Consideremos primeiramente o impacto do " | ||
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| + | No seu pequeno tratado Sobre os Fantásticos Fenômenos Visuais (J. Muller, Uber die phantastischen Gesichtserscheinungen, | ||
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| + | Reações mecânicas, ou fenômenos, devem ser compreendidas como sendo as que podem ser explicadas pela lei da causalidade, | ||
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| + | Muller denomina esses fenômenos de " | ||
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| + | Essa lei da energia vital específica dos órgãos sensoriais nos força a admitir a lacuna existente entre os âmbitos orgânico e inorgânico; | ||
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| + | Já que não podemos encontrar continuidade entre causa e efeito no âmbito orgânico, não falaremos mais de causa e efeito, mas de " | ||
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| + | NOTA: Idem, Vol. I, p. 54. A pesquisa de J. v. Uexkull sobre o comportamento não mostrou somente a continuidade dessa ciência sobre as teses de J. Muller, mas elucidou também como ideias inatas podem conter os mais variados aspectos. J. v. Uexkull descobriu que movimentos próprios, por exemplo, tem o significado de ideias indicativas e podem exprimir um certo comportamento; | ||
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| + | Assim, vemo-nos diante de um poder da " | ||
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| + | O que consideramos função diretamente " | ||
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| + | Os sinais, no entanto, não assumem apenas função " | ||
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| + | Tratamos dos sinais ao nível da vida biológica. Se passarmos agora para o reino do homem, veremos que os mesmos " | ||
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| + | Isto leva a conclusões definidas. Acima de tudo ao nível da vida consciente — ou seja, da vida que se realiza não com base no processo do saber, mas diretamente com base nos sinais — a distinção entre sujeito e objeto é inadmissível; | ||
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| + | NOTA: " | ||
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| + | Fenômenos sensoriais se manifestam por meio de órgãos, i. é., instrumentos da vida, a fim de servir ao desenrolar da vida. Considerando que atração e repulsão são os sinais do sucesso ou do fracasso da vida, todos os fenômenos sensoriais são coloridos, desde o início, por sentimentos de atração ou repulsão. 'Tudo o que a nossa alma, na noite do inconsciente, | ||
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| + | Os elementos característicos do inconsciente incluem o que Canis denomina o " | ||
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| + | Se o elemento específico da vida sensitiva e vegetativa consiste no curso ordenado das atividades vitais sob o domínio de sinais inequívocos, | ||
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| + | Em suas observações, | ||
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| + | A vida que se desenrola direta e inconscientemente é frequentemente designada com os adjetivos " | ||
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| + | Enquanto, por um lado, os portadores de ação na vida vegetativa e sensitiva permanecem anônimos, pois não ultrapassam a esfera inconsciente e das ações e formam uma união indissolúvel com seus objetos, por outro, o sujeito, o indivíduo — no sentido original de última unidade indivisível — só entra em cena no momento em que a atividade racional se torna necessária para a construção de um mundo consciente. Sob esse aspecto humano, Carus fala de " | ||
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| + | Ao nível da atividade racional, onde se processa, indiretamente, | ||
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| + | Poder-se-ia perguntar se é sensato voltar a Carus ao lembrarmo-nos que os fenômenos do inconsciente, | ||
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