espinosa:linguagem-em-espinosa
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| + | ====== CHAUÍ: LINGUAGEM ====== | ||
| + | (CHAUI1981) | ||
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| + | Em várias ocasiões, Espinosa trata explicitamente da linguagem: no capítulo XVI da parte II do Breve Tratado, no Tratado da Reforma da Inteligência, | ||
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| + | Curiosamente, | ||
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| + | Esse duplo compasso, ora afastando ora aproximando linguagem e verdade, ora separando ora reunindo representação e expressão, reaparece na Correspondência. Assim, na carta 21, dirigindo-se a Blyenbergh, que não o compreendera (e por isso mesmo se tornara agressivo), Espinosa escreve: “vejo que deveria ter conservado a linguagem de Descartes, alegando que não podemos saber como nossa liberdade e tudo que dela depende concordam com a providência divina (...) mas julgava trair a amizade que me oferecíeis se não vos respondesse segundo minha convicção profunda”.[] A relação entre palavra e ideia parece ser tão extrínseca que permitiría usar a linguagem de Descartes para representar ideias espinosanas sem prejuízo para ambas. Teria bastado a Blyenbergh lembrar-se de que, no prefácio aos Princípios da Filosofia Cartesiana, Luis Meyer afirma haver diferenças entre os dois filósofos no tocante a várias ideias, especialmente a de liberdade da vontade, para que entendesse, através das palavras cartesianas, | ||
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