derrida:2008:logos-2008-340-343
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| + | ====== LOGOS E POSSIBILIDADE ====== | ||
| + | //DERRIDA, Jacques. Séminaire: la bête et le souverain. Volume I (2001-2002). Paris: Éditions Galilée, 2008, 340-343.// | ||
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| + | No parágrafo que se segue à “confissão sem confissão” e ao compromisso de se afastar da Täuschung a respeito da Täuschung em //Sein und Zeit//, Heidegger passará a destacar sucessivamente, | ||
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| + | Por poder (Vermögen) entendemos sempre a possibilidade de estabelecer uma relação com , ou seja, prossegue Heidegger, a possibilidade de uma relação com o ser em quanto tal (d. h. die Möglichkeit zu einem Bezug zu Seiendem als solchem). O λόγος é um poder (Der λόγos ist ein Vermögen), ou seja, o fato de dispor, em si mesmo, de uma relação do ser consigo mesmo ao ser como tal (d. h. in sich selbst das Verfügen über ein Sichbeziehen zum Seienden als solchem [sublinhado por Heidegger | ||
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| + | E reconhecemos ali a Benommenheit do animal, seu torpor cercado que não possui o Vermögen e o Verhalten, ou seja, o poder de se relacionar com o ser como tal. Leio rapidamente todo o parágrafo seguinte, que explica claramente esse ponto e termina com a menção à Unheimlichkeit: | ||
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| + | O λόγος αποφαντικός é o poder de dizer “ou bem... ou bem”, que é o poder da libertação da retirada e do recuo (das Vermögen zum «entweder-oder» des aufweisenden Entbergens und Verbergens in der Weise des Zuweisens), os quais se manifestam tanto no modo da atribuição quanto no da negação. E nessa demonstração, | ||
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| + | Esse recurso ao poder, esse discurso sobre a possibilidade como poder, sobre o devir-poder de uma possibilidade, | ||
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