deleuze:2002:metafisica-deve-ser-ultrapassada
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| + | ====== A METAFÍSICA ESTÁ E DEVE SER ULTRAPASSADA (2005: | ||
| + | Encontra-se muitas vezes, entre os autores modernos mais importantes, | ||
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| + | Esta ideia moderna é encontrada em contextos variados, que a dramatizam: | ||
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| + | 1e) Deus está morto (seria interessante fazer uma antologia de todas as versões de Deus-morto, de todas as encenações dessa morte. Por exemplo, a volta de bicicleta de Jarry [A. Jarry, La Chandelle verte, “La Passion considerée comme course de côte” in Oeuvres complètes, I, Paris, Gallimard, coll. “Bibliothèque de la Pleiade”, 1987, p. 420-422.]. Somente em Nietzsche pode-se encontrar uma dúzia de versões, e a primeira delas de maneira alguma é a da Gaia Ciência, mas a do Viandante e sua sombra, no admirável texto do guarda da prisão . Mas, seja como for, a morte de Deus significa para a filosofia a abolição da distinção cosmológica entre dois mundos, da distinção metafísica entre essência e aparência, da distinção lógica entre verdadeiro e falso. A morte de Deus reivindica, pois, uma nova forma de pensamento, uma transmutação de valores). | ||
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| + | 2e) O homem também morre (deixa de crer na substituição de Deus pelo homem, de crer no homem-Deus que ficaria no lugar de Deus-homem. Com efeito, nada muda com a troca de lugar, (106) os velhos valores permanecem. E necessário que o niilismo vá até o fim de si mesmo, no homem que quer morrer, no último homem, o homem da era atômica anunciada por Nietzsche). | ||
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| + | 3e) Esse algo distinto que está por vir é concebido como uma força que age desde já na subjetividade humana, mas se ocultando nela e também a destruindo. (Cf. “Algo me pensa” de Rimbaud.) A ação dessa força se efetiva segundo duas vias, a da história real e do desenvolvimento da técnica, e a da poesia e da criação poética de máquinas fantásticas imaginárias. Tal concepção reclama um novo pensador (um novo sujeito do pensamento, "morte ao Cogito" | ||
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