deleuze:1988:corpo
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| + | ====== Ponto de vista está no corpo ====== | ||
| + | //Le Pli. Leibniz et le baroque (Les Éditions de Minuit, 1988)// | ||
| + | As massas e os organismos, os aglomerados e os seres vivos preenchem o andar de baixo. Então, porque é que precisamos de outro andar, uma vez que as almas sensíveis ou animais já lá estão, inseparáveis dos corpos orgânicos? Cada alma parece mesmo localizável no seu corpo, desta vez como um “ponto” numa gota, que permanece numa parte da gota quando esta se divide ou diminui de volume: assim, na morte, a alma permanece onde estava, numa parte do corpo, por mais pequena que seja. O ponto de vista está no corpo, diz Leibniz. É claro que tudo se passa mecanicamente nos corpos, segundo as forças plásticas que são materiais, mas estas forças explicam tudo, exceto os graus variáveis de unidade a que reduzem as massas que organizam (uma planta, um verme, um vertebrado...). As forças plásticas da matéria atuam sobre as massas, mas submetem-nas a unidades reais que elas próprias pressupõem. Elas criam sínteses orgânicas, mas pressupõem a alma como unidade de síntese, ou como “princípio imaterial da vida”. É apenas aqui que o animismo se junta ao organicismo, | ||
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