| A “moralidade”, com efeito, pode ser e com frequência é definida tão-somente em termos do respeito aos outros. Considera-se que a categoria da (29) moral abrange precisamente nossas obrigações para com as outras pessoas. Se, contudo, adotarmos essa definição, teremos de admitir que existem outras questões além da moral que são de essencial importância para nós e põem em jogo uma avaliação forte. Há questões sobre como vou levar minha vida que remetem ao aspecto de que tipo de vida vale a pena ter ou que tipo de vida vai cumprir a promessa implícita em meus talentos particulares, nas exigências incidentes sobre alguém com minha capacidade, ou do que constitui uma vida rica e significativa em contraposição uma vida voltada para questões secundárias ou trivialidades. Trata-se de interrogações de avaliação forte, visto que quem as faz não tem dúvida de que se possa, ao seguir os próprios anseios e desejos imediatos, dar um mau passo e, em consequência, fracassar na tarefa de levar uma vida plena. Para compreender nosso mundo moral, temos de ver não só que ideias e quadros descritivos subjazem a nosso sentido de respeito pelos outros, mas também aqueles que alicerçam nossas noções de uma vida plena. E, como veremos, essas não são duas ordens muito distintas de ideias. Existe uma sobreposição substancial, ou melhor, uma relação complexa na qual algumas das mesmas noções básicas ressurgem de maneira nova. Isso acontece de modo particular naquilo que chamei acima de afirmação da vida cotidiana. | A “moralidade”, com efeito, pode ser e com frequência é definida tão-somente em termos do respeito aos outros. Considera-se que a categoria da (29) moral abrange precisamente nossas obrigações para com as outras pessoas. Se, contudo, adotarmos essa definição, teremos de admitir que existem outras questões além da moral que são de essencial importância para nós e põem em jogo uma avaliação forte. Há questões sobre como vou levar minha vida que remetem ao aspecto de que tipo de vida vale a pena ter ou que tipo de vida vai cumprir a promessa implícita em meus talentos particulares, nas exigências incidentes sobre alguém com minha capacidade, ou do que constitui uma vida rica e significativa em contraposição uma vida voltada para questões secundárias ou trivialidades. Trata-se de interrogações de avaliação forte, visto que quem as faz não tem dúvida de que se possa, ao seguir os próprios anseios e desejos imediatos, dar um mau passo e, em consequência, fracassar na tarefa de levar uma vida plena. Para compreender nosso mundo moral, temos de ver não só que ideias e quadros descritivos subjazem a nosso sentido de respeito pelos outros, mas também aqueles que alicerçam nossas noções de uma vida plena. E, como veremos, essas não são duas ordens muito distintas de ideias. Existe uma sobreposição substancial, ou melhor, uma relação complexa na qual algumas das mesmas noções básicas ressurgem de maneira nova. Isso acontece de modo particular naquilo que chamei acima de afirmação da vida cotidiana. |