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| + | ====== Camus ====== | ||
| + | ALBERT CAMUS (1913-1960) | ||
| + | //Robert Wilkinson// | ||
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| + | Francês. Nascido em 1913, em Mondovi, Argélia; falecido em 1960, nos arredores de Paris (acidente de trânsito). Categoria: Filósofo do absurdo. Interesses: Ética. Influências: | ||
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| + | Camus, como Unamuno, não é um filósofo acadêmico, mas um pensador empenhado em encontrar uma maneira de dar sentido a uma vida ameaçada pelo despropósito. | ||
| + | * Graças à sua habilidade literária, seu pensamento se difundiu amplamente — e sua encarnação em obras de ficção como L' | ||
| + | * Seu pensamento tem duas fases, epitomizadas nos dois ensaios filosóficos Le Mythe de Sisyphe (1942) e L' | ||
| + | * Comuns a cada fase são os pressupostos do ateísmo, da mortalidade da alma e da indiferença do universo às aspirações humanas — o desenvolvimento reside no sistema de valores que essas visões fundamentam. | ||
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| + | O conceito central da fase inicial do pensamento de Camus é o absurdo — sentimento que nasce do confronto do mundo, que é irracional, com o desejo humano desesperado mas profundo de dar sentido à própria condição. | ||
| + | * A resposta adequada a essa situação, argumenta Camus, é viver em plena consciência dela. | ||
| + | * Ele rejeita as filosofias ou cursos de ação que conjuram o problema — notadamente a crença religiosa, o suicídio e o existencialismo, | ||
| + | * De uma apreciação lúcida da absurdidade da vida decorrem três consequências, | ||
| + | * Por " | ||
| + | * O reconhecimento do absurdo nos liberta do hábito e da convenção — vemos todas as coisas de novo e somos interiormente libertados. | ||
| + | * Por " | ||
| + | * Sísifo é o herói que exemplifica essas virtudes — consciente do desespero de sua tarefa, eleva-se acima de seu destino ao enfrentá-lo lucidamente: | ||
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| + | Uma consequência difícil de evitar nessa perspectiva é que qualquer curso de ação é permitido — tout est permis —, desde que não se tente escapar das consequências das próprias ações, como testemunha o comportamento de Mersault em L' | ||
| + | * A experiência da guerra levou Camus a mudar de opinião nesse ponto, pois tal posição não pode ser seriamente sustentada diante de um sofrimento imensurável. | ||
| + | * Em L' | ||
| + | * A principal mudança filosófica — uma ruptura marcada com o existencialismo sartriano — é a visão de que existe algo como a natureza humana, conclusão que Camus extrai de sua análise do conceito de revolta na vida e na arte. | ||
| + | * No conceito de natureza humana ele encontra uma razão e uma causa para a união entre os seres humanos. | ||
| + | * O distanciamento do absurdista é substituído por uma ética de simpatia, comunidade e serviço aos outros. | ||
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