butler:2017-ser-com-mitsein
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| + | Cometeríamos um erro se imaginássemos um grupo de indivíduos se reunindo como uma coleção de atores individuais. Esses indivíduos só serão humanos se e quando a ação coletiva e conjunta se tornar possível. Na verdade, ser um humano é uma função, uma característica do agir em termos de igualdade com outros seres humanos. Aqui podemos ouvir os ecos do mitsein de Heidegger, mas também a fraca ressonância de uma coletividade de esquerda da qual Scholem desconfiava na caricatura que fez da política de Arendt. Se ser humano é estar numa relação de igualdade com os outros, então ninguém pode se tornar humano fora das relações de igualdade. Arendt não nos pede para considerarmos que o “ser humano” é uma função ou um efeito de seu igualitarismo? | ||
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| + | Nota: Por fim, quero propor que parte do que Arendt faz nesse ensaio é definir esses direitos com segurança. Em outras palavras, ela está fornecendo, executando a retórica da definição de uma maneira assegurada. Embora não seja teórica do direito natural, Arendt define, e até estipula, as condições da vida humana que precedem e precondicionam qualquer forma específica de governo e direito. Ela não baseia essa visão em princípios prévios, mas a elabora no contexto de uma interpelação ao seu público. Desse modo, sua retórica busca representar a relação social que ela descreve. Além disso, ao definir essas condições, | ||
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| + | (BUTLER, J. Caminhos divergentes: | ||
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