breton:escola-de-kyoto
Differences
This shows you the differences between two versions of the page.
| Both sides previous revisionPrevious revision | |||
| breton:escola-de-kyoto [13/01/2026 03:36] – mccastro | breton:escola-de-kyoto [17/02/2026 18:34] (current) – external edit 127.0.0.1 | ||
|---|---|---|---|
| Line 1: | Line 1: | ||
| + | ====== ESCOLA DE KYOTO ====== | ||
| + | SBAA | ||
| + | |||
| + | * Investigação sobre natureza da dissidência budista em relação ao berço hindu, analisando fenômeno de exaustão e rejeição que confirma impossibilidade de ser profeta em própria terra. | ||
| + | * Problematização do conceito de heresia aplicado ao budismo sob léxico cristão, reconhecendo que termo implica ortodoxia e estrutura jurídica ausentes na escola de Kyoto. | ||
| + | * Análise da ruptura histórica como paradoxo de fidelidade, onde o não-retorno à tradição brahmanista representa interpretação mais segura do voto de vazio e distância da Índia. | ||
| + | * Compreensão do budismo como germe de não-ser que encontra solo fértil no Japão, transcendendo mera reforma exegética para estabelecer fratura incomensurável com a origem. | ||
| + | |||
| + | * Fenomenologia do espaço japonês através da oposição ontológica entre Tokyo e Kyoto, refletindo conflito entre técnica moderna e interioridade imemorial. | ||
| + | * Caracterização de Tokyo como ser-para o Ocidente, movida por novação contínua e rivalidade com supremacia americana em constante extroversão. | ||
| + | * Definição de Kyoto como capital do ser-dentro, voltada a passado de templos e jardins onde o agir se sobrepõe ao fazer técnico e utilitário. | ||
| + | * Estudo do jardim de Ryoanji como apéritif conceitual, onde retângulo de pedras encerra um infinito e silêncio petrificado evoca maré primitiva. | ||
| + | * Dialética das linhas no jardim zen, onde retidão ideal deve sofrer flexão joyeuse do círculo para atingir homogeneidade absoluta e continuidade. | ||
| + | |||
| + | * Crítica da natureza e do antropocentrismo através do contraste entre jardins de Versailles e Kyoto, interpretando modelos como visões de mundo inconciliáveis. | ||
| + | * Versailles como apoteose da vontade de potência, conjugando técnica, religião e política em paixão de conquista e representação do criador onipotente. | ||
| + | * Denúncia do vandalismo religioso ocidental que subordina a Physis ao desejo humano, reduzindo matéria a vil material em regime de servidão. | ||
| + | * Confronto com crítica de Feuerbach ao cristianismo, | ||
| + | * Proposta de materialismo resoluto como única via para restituir dignidade e liberdade à natureza, livrando-a das amarras da utilidade e do desejo. | ||
| + | |||
| + | * Exegese da vacuidade e do nada através do quase-conceito de criação ex nihilo, estruturando tríplice cisura entre criador e criatura. | ||
| + | * Definição do nada como ausência de matéria, independência absoluta da ação e gratuidade total livre de qualquer necessidade ou desejo. | ||
| + | * Caracterização do Absoluto como au-delà do ser e da matéria, estabelecendo ordem em diálogo que frequentemente se perde no flou das ideias. | ||
| + | * Investigação da Ur-Impression na escola de Kyoto como afeto radical de impermanência, | ||
| + | * Oposição ao otimismo ontológico cristão da bondade da criação, propondo que ser e ontologia são ilusões geradas pela sede de existência. | ||
| + | |||
| + | * Ontologia da liberação e prática do Sunyata como medicina radical para mal de ser, fundamentada na extinção do desejo e da substancialidade. | ||
| + | * Identificação do sofrimento como efeito da sede de ser, exigindo disciplina que diagnostica doença e propõe remédios para iluminação. | ||
| + | * Necessidade de condições meontológicas, | ||
| + | * Distinção entre Sunyata e mística negativa ocidental, visto que vacuidade budista recusa qualquer transcendência, | ||
| + | * Realização do Nirvana como lucidez impiedosa e retirada definitiva, colocando fim ao estado de alma que submetia o indivíduo ao mundo das ilusões. | ||
| + | |||
| + | * Estética da mobilidade nirvânica e experiência de Nara como retorno à origem simples, transcendendo dicotomias entre corpo e espírito. | ||
| + | * Observação de Nishitani como ícone de ascese sem ascetismo, onde gestos livres e respiração lenta manifestam corpo glorioso em soberana serenidade. | ||
| + | * Crítica à análise mecânica ocidental do movimento, contrapondo-a à involução budista que reduz o mundo ao nada ativo que o destitui de falsas promessas. | ||
| + | * Percepção do templo em Nara como preenchimento do vazio da natureza, sugerindo continuidade entre divino e cotidiano sem armadilhas de arrière-mondes. | ||
| + | * Conclusão sobre transcendência imanente que une mística hindu e radicalismo de Kyoto em silêncio que não tolera mais reversibilidade. | ||
