blondel:blondel-1928-cogito-equivoco
Differences
This shows you the differences between two versions of the page.
| Both sides previous revisionPrevious revision | |||
| blondel:blondel-1928-cogito-equivoco [27/01/2026 17:49] – mccastro | blondel:blondel-1928-cogito-equivoco [17/02/2026 18:34] (current) – external edit 127.0.0.1 | ||
|---|---|---|---|
| Line 1: | Line 1: | ||
| + | ====== COGITO EQUÍVOCO (1928) ====== | ||
| + | |||
| + | (BLONDEL1928) | ||
| + | |||
| + | Ao constatar que, por outro lado, se apegavam à sensação ou ao próprio Cogito equívoco, como se fossem realidades cortadas a faca e estabilizadas, | ||
| + | |||
| + | Ousarei declarar que, apesar de esforços seculares e de prodígios parciais de engenhosidade feliz (…), a análise filosófica do pensamento permaneceu, em sua essência, no ponto em que estava a química pseudo-ontológica de Tales, Anaxímenes e Heráclito, quando discutiam sobre os princípios do mundo e os elementos da natureza: a água (que é uma síntese), o ar (que é uma mistura), o fogo (que não é um elemento, nem, a rigor, um corpo). Durante mais de dois milênios, exaurimo-nos em pesquisas nesse beco sem saída, fora do qual as falsas invenções sucessivas, como a do flogistico, não nos fizeram avançar um passo. Pois bem, em muitos aspectos, a filosofia do Cogito (assim como a dos átomos, a do positivismo ou a da relatividade, | ||
