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| + | ====== NIETZSCHE (7) ====== | ||
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| + | 7. Nietzsche, no fim do século XIX, levantou o desesperado clamor de que a vida não tinha mais sentido porque Deus tinha morrido. A negação da realidade do mundo tinha conduzido à negação da realidade de Deus: E que sentido poderia ter o mundo sem Deus? Tudo quanto sempre se concebeu como ordem vital, ou mundo, ou harmonia, ou kosmos supunha a realidade concreta de Deus; os seres reais só podiam ser interpretados no seu vir-a-ser pela composição da potência e do ato, supondo Deus como Ato Puro, como Perfeito, como razão de ser do que se perfazia; os seres só podiam ser essência e existência, | ||
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| + | Tais cousas dizia o louco da praça pública, o primeiro que se apercebia de que já não havia horizontes ao redor, de que a terra estava desvinculada do Sol, anulados o acima e o abaixo, tudo reduzido a caos, tudo sem finalidade. Eis porque a advertência de Zaratustra Deus morreu não quer dizer que Deus já não exista, mas sim que Deus morreu no coração do homem e que a vida e o mundo não têm mais sentido. Nietzsche desmascarou todo o terror da alma humana à procura de um objeto. E muitas passagens de sua obra são lamentações profundas sobre este fato: Deus morreu e a vida já não tem sentido. Zaratustra não veio combater Deus, mas recolher a triste herança deixada pelos séculos da devastação, | ||
