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| + | 4. A negação do existencial nos idealismos derivados de Kant — em particular no de Hegel — criou a necessidade artificial de uma reconstrução do mundo pelo próprio homem, agora abandonado a si mesmo, mas tomado da consciência idealista de que a realidade decorre dele mesmo e será tal qual sua razão a construir e sua vontade a plasmar: esta é uma dimensão do criticismo kantiano, que atribui ao homem a tarefa de plasmar e replasmar o mundo, num desesperado esforço de retorno ao concreto; tal é a herança romântica de Kant, por onde se encontra revivendo a crença na façanha do herói e no poder mágico da vontade; negada a realidade concreta pelas abstrações científicas, | ||
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| + | Ora, se o mundo não é construído essencialmente pela vontade humana, também a vontade humana não é construída pelo mundo; o idealismo e o positivismo são duas linhas divergentes que nasceram do abandono do senso comum e da realidade. A realidade não se explica por uma ação pura da vontade e muito menos pelas ideias claras e distintas e pelas fórmulas algébricas que se detêm na superfície do fenômeno, no mundo rotineiro das relações, sem penetrar os abismos e mistérios sobre os quais os fenômenos se suspendem. | ||
