barbuy:barbuy-senso-comum-12-monotonia
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| + | ====== MONOTONIA (12) ====== | ||
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| + | 12. A monotonia nasce da planificação científica do tempo, da insensibilidade para o ritmo e a duração. Ela explica a soturna resignação das massas urbanas, a passividade das filas uniformes, engendra o coletivismo e esclarece a ruptura intermitente de violências irreprimíveis: | ||
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| + | Anulando o qualitativo e o heterogêneo, | ||
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| + | Já não se sabe onde está a realidade, se nas teorias científicas que nos dizem ser o mundo real ou se no mundo em que nós nascemos, vivemos e morremos; a crise é tanto maior quanto mais é certo que estamos alienados no tempo físico e somos cada vez mais expulsos do tempo real. O homem sofre e morre no tempo espiritual, mas é governado pelo tempo dos relógios. O relógio, imagem do tempo mecânico, físico, indiferente ao tempo vivo, estabelece uma ditadura crescente sobre a existência humana. Esta carinhosa invenção da Idade Média, que adornou as torres das catedrais góticas, se converteu, depois da descoberta do pêndulo, num instrumento de escravidão que prendemos aos nossos próprios pulsos e sob cujas agulhas vivemos em sobressalto. Compare-se a importância dos relógios nesta época com o fato de que, na velha cidade de Palas Atena, na idade dos filósofos, não havia provavelmente mais que dois relógios de sol, ao redor dos quais os atenienses passavam distraídos, | ||
