Iluminismo
CASSIRER, Ernst. Die Philosophie der Aufklärung. Tübingen: J. C. B. Mohr (Paul Siebeck), 1932.
- Prefácio
I. O PENSAMENTO DO ILUMINISMO
II. A NATUREZA E A CIÊNCIA NATURAL
III. PSICOLOGIA E TEORIA DO CONHECIMENTO
IV. RELIGIÃO
- I. O dogma do pecado original e o problema da teodiceia
- II. A tolerância e a fundamentação da religião natural
- III. Religião e história
V. A CONQUISTA DO MUNDO HISTÓRICO
VI. DIREITO, ESTADO E SOCIEDADE
- I. O direito e o princípio dos direitos inalienáveis
- II. O contrato e o método das ciências sociais
VII. PROBLEMAS FUNDAMENTAIS DA ESTÉTICA
- I. A “era da crítica”
- II. A estética clássica e a objetividade do belo
- III. O gosto e a tendência ao subjetivismo
- IV. A estética da intuição e o problema do gênio
- V. A razão e a imaginação: Gottsched e os críticos suíços
- VI. A fundamentação da estética sistemática: Baumgarten
Prefácio
1. A obra se propõe a ser mais e menos que uma monografia sobre a filosofia do Iluminismo, pois, embora renuncie ao detalhamento exaustivo e à gênese de todos os problemas específicos, busca abordar essa filosofia em sua profundidade característica e sob a luz da unidade de sua origem conceitual e de seu princípio subjacente.
2. A interpretação proposta situa a filosofia do Iluminismo contra o pano de fundo de um tema histórico e filosófico mais amplo, do qual ela constitui apenas uma parte e uma fase especial do desenvolvimento intelectual pelo qual o pensamento filosófico moderno adquiriu sua autoconfiança e autoconsciência características.
3. A filosofia do Iluminismo oferece condições especialmente favoráveis para um tratamento que busque elucidar as forças formativas internas, pois seus resultados permanentes não residem em ensinamentos dogmáticos, mas na forma original de pensamento filosófico que produziu, mesmo quando retrabalhou ideias herdadas dos séculos anteriores.
4. O Iluminismo, ao renunciar ao espírito de sistema, não abandona o espírito sistemático, mas busca promovê-lo de maneira mais eficaz, concebendo a filosofia não como um campo especial de conhecimento, mas como o meio abrangente no qual os princípios da ciência, do direito, da história e da política são formulados, desenvolvidos e fundamentados.
5. A consideração histórica e a reconstrução do período do Iluminismo devem ter como tarefa suprema a elucidação dos fios não percebidos que compõem o tecido intelectual da época, o que esta obra tenta realizar por meio de uma história das ideias do período, em vez de uma história dos pensadores individuais e suas doutrinas.
6. Uma crítica sistemática da filosofia do Iluminismo não pôde ser empreendida no âmbito desta obra, que adotou o lema spinozista de não rir, não lamentar, nem detestar, mas compreender, e que se absteve de intenções polêmicas, limitando-se a desenvolver e explicar histórica e sistematicamente o conteúdo e o ponto de vista dessa filosofia.
7. O objetivo principal do estudo seria alcançado se conseguisse silenciar o slogan do Iluminismo superficial, e, embora após Kant não seja mais possível retornar às perguntas e respostas dessa filosofia, qualquer história da razão pura deve recordar especialmente o período que descobriu e defendeu apaixonadamente a autonomia da razão e firmemente estabeleceu esse conceito em todos os campos do conhecimento.
8. O prefácio se encerra com o registro dos agradecimentos ao professor Fritz Medicus, por cuja sugestão original o livro foi escrito e que auxiliou na revisão da edição original, e à senhorita Alix Heilbrunner, pelo índice de autores da edição original.
