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Plotino (204-270 dC) – Tratados Enéadas

Os tratados chegaram à estrutura de composição das Enéadas   por eventuais reordenamentos e divisões em partes, de modo a serem organizados, segundo Dominic O’Meara  , em um número de 54, produto do número perfeito 6 (ao mesmo tempo 1+2+3 e 1x2x3) e do número 9, símbolo da totalidade enquanto último dos números primeiros (de 1 a 10). Esta divisão dos tratados não é de todo desastrosa, pois as diversas partes dos tratados divididos guardam ainda assim sua sequência na edição das Enéadas   (VI 1, VI 2 e VI 3, por exemplo).

A operação seguinte de Porfírio   foi de organizar os 54 tratados em seis conjuntos de nove (enneades   em grego) tratados, designando os tratados a estes diferentes conjuntos segundo o que considerava ser seu tema principal. Este reagrupamento temático destinava-se a abrir o caminho para a ascensão da alma do leitor, se elevando desde os primeiros degraus até a sua última meta segundo a filosofia plotiniana. Assim sendo o primeiro conjunto de nove tratados (Enéadas   I, 1  -9) se volta para as questões morais, o segundo e o terceiro conjuntos (Enéadas   II, 1  -9 e III, 1  -9) falam do mundo natural, o quarto (Enéadas   IV, 1  -9) trata da alma, o quinto (Enéadas   V, 1  -9) do intelecto, e o sexto (Enéadas   VI, 1  -9) do Uno.