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ARTE - TÉCNICA - SIMBOLISMO - LINGUAGEM

Mito, como narração, e Arte, como expressão estética, são produtos da realização humana. O Mito e a Arte, como produtos da realização humana, nos remetem ao homem que, através do ato de realização de si, produz coisas da sua causa como narração e expressão. Temos assim o esquema, expresso no modelo : sujeito —> ato <— objeto, nomeadamente, artista —> ação criadora artística <— obra de arte. Vamos chamar todo esse conjunto simplesmente de Arte. O conjunto esquemático sujeito-ato-objeto vale para toda e qualquer produção cultural. O que distingue em concreto a produção artística de outras produções culturais, portanto, a sua diferença, i. é, a sua identidade enquanto produção artística é o que vige, impera como caráter todo próprio no conjunto Arte. Convenhamos chamar essa vigência toda própria de essência da Arte. O verbo esse é latim e significa ser (verbo). Assim, essência diz ência, i. é a dinâmica do verbo esse, de ser. A dinâmica de ser não é nenhuma coisa. Não pode ser, pois captada no modo como captamos coisa, isso e aquilo. Trata-se, pois daquela presença, daquela pregnância, da tonância que determina o ser da Arte ou a Arte na dinâmica de ser : o próprio da Arte, ou o evento (Ereignis) da Arte [1]. Mas se dizemos que a essência da Arte não pode ser captada, como captamos coisa, referimos essência, de algum modo, à coisa. Que realidade é essa, a coisa, para podermos dizer que a essência da Arte não é nenhuma coisa ? [Excerto de HARADA, Hermógenes. Iniciação à Filosofia. Exercícios, ensaios e anotações de um principante amador. Teresópolis : Daimon, 2009, p. 19]